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As notícias com Carla Jorge Carvalho. A possível candidatura de Gouveia e Melo à Presidência da República pode complicar a vida a Luís Marques Mendes. Várias figuras do PSD confessam estar preocupadas. São várias figuras ouvidas pelo Observador que consideram que Marques Mendes não tem perfil para fazer frente a Gouveia e Melo e, por isso, temem que a entrada em cena do almirante retire espaço ao ex-líder do PSD. Miguel Gato.

Um senador do PSD confessa ao Observador que não vale a pena tapar o sol com a peneira. As hipóteses de Luís Marques Mendes contra Gouveia e Melo não são muito famosas. Este argumento vai ganhando força dentro do Partido Social-Democrata. O presidente de uma das estruturas distritais mais importantes do PSD diz que o conselheiro de Estado não tem o perfil indicado para enfrentar o almirante. A descrença na candidatura de Marques Mendes é também afetada pelo contexto. Dentro do PSD, acredita-se que a população portuguesa vai querer um candidato anti-Marcelo em 2026, mais austero e também institucional, que não seja uma cópia do atual presidente da República. E o perfil de Marques Mendes é visto como muito semelhante ao de Marcelo Rebelo de Sousa.

E Miguel, entre os sociais-democratas, Gouveia e Melo vai ganhando pontos ao mesmo tempo que Marques Mendes os perde.

Há muita gente dentro do Partido Social-Democrata que gosta do registro determinado do almirante Gouveia e Melo. Consideram que é alguém que tem muito carisma, ao contrário do que se sente em relação a Marques Mendes. Quem o diz é um dirigente social-democrata muito influente no distrito de Lisboa. O perfil ideológico do almirante também é um ponto a favor. Dentro do PSD, considera-se que Gouveia e Melo ocupa um espaço do centro moderado com um símbolo de autoridade. Um antigo alto dirigente da direção de Rui Rio no PSD considera que este perfil de um político com autoridade, sem ser autoritário, é o sonho de qualquer líder da direita tradicional.

Miguel Gato, e as opiniões dentro do PSD sobre uma eventual candidatura a Luís Marques Mendes face a Henrique Gouveia e Melo. Existe a dúvida dentro do partido sobre se o conselheiro de Estado terá condições para vencer as presidenciais, caso o almirante avance na corrida a Belém. Esta é a notícia em manchete a esta hora no site do Observador. Entretanto, António José Seguro avisa que não está refém de nenhum partido para decidir sobre uma eventual candidatura. O antigo secretário-geral do PS sublinha que é um homem livre e que, por isso, não se sente pressionado.

As candidaturas são candidaturas individuais, não há candidaturas de partidos. Vamos lá ver, alguns partidos têm candidaturas partidárias, mas numa eventual candidatura minha, eu sou muito claro: não sou refém de nenhum partido, nem de nenhuma organização. Sou um homem livre. O compromisso é com os portugueses, é com Portugal, é com as minhas ideias, é com os meus valores.

António José Seguro, no espaço de comentário da CNN de Portugal, mantém que está em período de reflexão. Augusto Santos Silva também volta a não excluir uma candidatura a Belém. O ex-presidente da Assembleia da República repete que não se afasta de uma candidatura, nem a uma assembleia de freguesia, nem a Belém. Numa entrevista ao jornal Público, Santos Silva diz, no entanto, que este ainda não é o tempo de decidir, mas defende que a área do Partido Socialista deve ter um candidato único e forte. O Ministro da Educação admite que se enganou no número de alunos sem professor. Na semana passada, Fernando Alexandre anunciou que o número de estudantes sem professor a uma disciplina tinha descido cerca de 90% em comparação com o ano anterior. Esta informação foi muito contestada pelo PS. Agora, o próprio ministro reconhece ao Expresso que os dados estavam errados e que hoje já não os teria divulgado. Adianta que decidiu pedir a reavaliação dos dados à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. A Iniciativa Liberal quer ouvir com urgência no Parlamento Fernando Alexandre. Este vai ser também o tema do Explicador desta manhã, no debate entre as deputadas Inês Barroso, do PSD, e Rosário Gambôa, do PS. O Orçamento do Estado para 2025 é hoje apreciado na votação final global. É o culminar de um longo processo. Nos quatro dias de votação na especialidade, esta semana, foram aprovadas 243 propostas de alteração, sendo que ontem os partidos que suportam o governo e o Chega foram aqueles com mais medidas viabilizadas, com destaque, Laura Figueiredo, para as pensões.

Era um dos principais temas desta votação e foi exatamente o destaque do último dia de votações. Foram aprovadas as propostas tanto do PS como do PSD e CDS pro aumento extraordinário das pensões e os partidos que apoiam o governo conseguiram também aprovar o fim do corte de 5% dos vencimentos dos políticos e a descida do IVA dos bilhetes das touradas de 23 para 6%. Contas feitas, os partidos que apoiam o governo viram aprovadas 11 propostas de alteração, enquanto o Chega recebeu luz verde para nove medidas. Destaque também para o aumento do financiamento por criança dos cuidados paliativos pediátricos. A proposta do Chega passou depois de PSD e CDS terem mudado o sentido de voto. Ao todo, neste último dia de especialidade, foram aprovadas 38 propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2025.

É um orçamento que fica marcado também, Laura Figueiredo, por um número recorde de propostas entregues. Foram mais de 2100. A sessão plenária começa às 10h. O orçamento tem a viabilização garantida com a abstenção do PS. E a poucos dias de iniciar funções no Conselho Europeu, António Costa defende um diálogo franco com Donald Trump. O presidente eleito do Conselho Europeu alerta que as tarifas já anunciadas por Trump são deitar gasolina sobre o fogo no atual contexto internacional. À entrevista ao Público, António Costa defende, por isso, que é preciso manter o diálogo.

A negociação com os Estados Unidos vai seguramente ser difícil, vai seguramente ser dura, mas como tem que acontecer entre aliados, tem que ser bem-sucedida.

Mas a minha questão é: o que é que lhe podemos oferecer? Compensações...

Primeiro, disponibilidade para o diálogo. Essa é absolutamente fundamental. Respeito, ouvir o que tem a dizer e trabalhar como é que podemos, de uma forma que seja vantajosa para a Europa e vantajosa para os Estados Unidos, encontrar aqui um ponto de encontro.

António Costa, em entrevista ao Público, reafirma ainda que o apoio da União Europeia à Ucrânia é indiscutível. O ex-primeiro-ministro português recebe hoje o testemunho do presidente cessante do Conselho Europeu e inicia funções no domingo.

São 08h07, Carla Anjo do Três Toques, que outras notícias podemos destacar a esta hora? Alguns hospitais da região de Lisboa têm registado um aumento da procura dos serviços de urgências. De acordo com uma ronda feita pela Agência Lusa, a Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra tem dias onde são registadas 900 admissões. O São José também teve um pico de afluência às urgências, com mais de 800 atendimentos a 14 de outubro. Já a Unidade do Estuário do Tejo verificou cerca de 20 mil episódios desde o dia 1 de setembro. Ainda assim, esta afluência ainda não se está a refletir no número de internamentos. No Médio Oriente, pelo menos oito pessoas morreram e cinco ficaram feridas em novos ataques de Israel na Faixa de Gaza, numa altura em que estamos no terceiro dia de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, no Líbano. Rúben Amorim estreou-se com uma vitória no primeiro jogo em Old Trafford, como treinador do Manchester United. Os Red Devils venceram ontem à noite os noruegueses do Bodø/Glimt por 3x2, a contar para a Liga Europa. Já o Porto não foi além de um empate a dois no terreno do Anderlecht e o Braga recebeu e venceu o Hoffenheim por 3x1