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Ora são 8 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. São retomadas a esta hora as buscas por duas pessoas que estão desaparecidas no rio Tejo. A Capitania do Porto de Lisboa assegura que vão decorrer até que seja possível.
O acidente entre um catamarã da Transtejo Soflusa e um barco de pesca aconteceu ontem ao final da tarde. As buscas acabaram por ser interrompidas durante a noite. Dois dos tripulantes foram resgatados. Um está em estado grave e, de acordo com a autoridade marítima, o catamarã estava a fazer a ligação Barreiro-Lisboa e a Transtejo, Maria Miguel Duarte, abriu um inquérito interno para apurar as circunstâncias do acidente.
Exatamente. Em comunicado, a empresa afirma que o mestre do navio emitiu vários avisos sonoros que foram ignorados pela embarcação de pesca, acabando por acontecer o embate entre o catamarã e este barco de pesca. Fonte oficial da Capitania do Porto de Lisboa afirma que as buscas vão continuar e o capitão do Porto de Lisboa, Paulo Rodrigues Vicente, diz que a maré vai acabar por descer, o que pode ajudar no resgate destas duas pessoas que ainda estão desaparecidas. De acordo com Paulo Rodrigues Vicente, um helicóptero da Força Aérea foi acionado cerca de 40 minutos depois deste acidente e também várias viaturas estiveram envolvidas nestas buscas que aconteceram ontem ao final do dia e durante a noite. No decorrer das buscas, foram encontrados na embarcação instrumentos que permitiram identificar que se trata de um barco de apanha de amêijoa. As autoridades estão ainda, no entanto, a investigar os motivos do embate entre os dois barcos. Não existe a certeza, por enquanto, se os quatro pescadores saltaram para o rio no momento do acidente ou se foram depois arrastados pra água quando o barco virou.
Ainda há muitas dúvidas sobre as circunstâncias deste acidente. Maria Miguel Duarte olha para o que se sabe do que aconteceu ontem ao fim do dia entre um catamarã e um barco de pesca no rio Tejo. As buscas pelos dois pescadores desaparecidos devem ser retomadas por esta altura.
E na política nacional, o Parlamento discute mais logo o estado da segurança em Portugal. O debate de urgência foi requerido pelo Chega.
Que enviou também uma carta ao presidente da República a sugerir um Conselho de Estado sobre o mesmo assunto. Para já, Marcelo Rebelo de Sousa ainda não convocou esse Conselho de Estado, mas convocou os conselheiros a pronunciarem-se sobre a pertinência do tema numa hipotética reunião. E se houve vários conselheiros que ficaram surpreendidos com a iniciativa do presidente, o Observador sabe que houve também alguns que não chegaram sequer a responder, nem o vão fazer. E mesmo entre os que responderam, muitos fizeramno desaconselhar a reunião ou então a devolver a decisão ao chefe de Estado.
Carla, e o que dizem os conselheiros para não tomarem a posição sobre o assunto?
O Observador ouviu várias justificações. Um dos membros do Conselho de Estado admite que Marcelo Rebelo de Sousa tenha pedido a opinião para não se expor, ele próprio. Outro lembra que não podem ser os conselheiros a tomar uma decisão que é do presidente. E há ainda um outro que explica que é contra um Conselho de Estado e contra a diligência do presidente, já que isso vai dar mais palco a André Ventura e vai permitir que o líder do Chega condicione a atuação do órgão consultivo de Marcelo Rebelo de Sousa.
Carlos César e Luís Marques Mendes foram os conselheiros de Estado que falaram publicamente sobre o assunto.
No domingo, no espaço de comentário na SIC, Marques Mendes assumiu-se frontalmente contra a iniciativa do presidente e lembrou que é da exclusiva competência de Marcelo convocar o Conselho de Estado. Antes disso, Carlos César, presidente do PSD, foi ainda mais duro. No caso, em declarações ao Expresso, defendeu que é ao presidente que compete decidir, mas falou de uma grosseira manipulação partidária do Conselho de Estado.
E no Explicador desta manhã, vamos debater este tema da segurança com representantes do Chega, PS e PC. É, como sempre, logo a seguir ao Jornal das Nove. Na atualidade internacional, a Terra tremeu no Tibete. Cinquenta e três pessoas morreram e dezenas de pessoas ficaram feridas.
Um sismo de magnitude 6.8 na escala de Richter. Além do Tibete, o abalo foi sentido no Nepal e em algumas partes da Índia. Mais de mil casas foram danificadas pelo terremoto. Este sismo foi o sismo de maior intensidade na região nos últimos cinco anos, sendo que desde então já foram registadas várias réplicas. A maior teve uma magnitude de 4.4 na escala de Richter. O presidente chinês ordenou esforços de resgate totais para salvar vidas e para minimizar o número de vítimas. Xi Jinping pede ainda que sejam implementados esforços para prevenir desastres secundários e também para realojar os moradores afetados.
São agora 08h04, Carla, antes do Três Toques, que outras notícias marcam esta manhã de terça-feira?
Marcelo Rebelo de Sousa ouve hoje os partidos com assento na Assembleia Legislativa da Madeira para decidir o caminho a seguir depois da moção de censura ao governo regional. O presidente da República recebe primeiro o líder do PSD na Madeira, Miguel Albuquerque. O encontro está marcado para a 13h. Todos os partidos defendem novas eleições, sendo que dia 9 de março é a data que reúne maior consenso. Atenção ao tempo. Amanhã, todos os distritos do país vão estar sob aviso amarelo devido à previsão de chuva. O alerta é feito pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. A partir das 9h de quarta-feira, todos os distritos estão sob este aviso. A acompanhar a chuva, espera-se também trovoada. Hoje é dia de clássico. Sporting e Porto vão encontrar-se logo à noite para decidir a presença na final da Taça da Liga. O jogo está marcado para as 19h45, no Estádio Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria. Na antevisão deste encontro, Rui Borges, técnico do Sporting, assume a importância do jogo. Vítor Bruno diz que quer juntar a Taça da Liga à Supertaça. E agora uma das investigações mais marcantes na história da Polícia Judiciária. Os crimes do Estripador de Lisboa são o foco do novo podcast Plus, do Observador. O quarto episódio já está disponível.
A Caça ao Estripador de Lisboa revela toda a história da investigação policial aos crimes que ainda hoje são considerados dos mais violentos e misteriosos que já aconteceram no país.
Os investigadores seguiram centenas de pistas, investigaram mais de uma dezena de suspeitos e levaram ainda a cabo operações especiais para tentar apanhar o assassino. Vamos ouvir um excerto do quarto episódio.
O plano chama-se Operação Mala de Mão. A ideia é simples, mas a logística nem tanto. É preciso um armazém, quatro carros, 11 operacionais, equipamento de escuta, um isco e, claro, uma mala de mão. O mais complicado é encontrar o isco.
Tinha que ser um isco a sério, porque senão só lá ia uma vez. Essa foi uma pergunta: "E agora quem é a colega que se vai sujeitar? Então alguém vai agora arranjar uma colega pra pôr ali? Está tudo maluco". Não, nem pensar nisso. Vamos arranjar é uma profissional.
O objetivo é montar uma cilada ao Estripador de Lisboa, plantar uma prostituta num local estratégico na Póvoa de Santo Adrião e ficar à espera que ele apareça.
O quarto episódio de A Caça ao Estripador de Lisboa, que já está disponível no site do Observador e nas plataformas de podcast.
E esta é uma série em seis episódios, narrada pela atriz chinês Castelo Branco. A banda sonora original é do