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São 8h01.
Um avião militar com 39 passageiros vindos do Médio Oriente aterrou esta madrugada em Lisboa. Daqui a três horas chega outro avião e o governo admite mais voos de repatriamento.
Esta é a primeira fase de uma operação que envolve 186 pessoas que estavam no Médio Oriente. O primeiro avião, um C-130 da Força Aérea, aterrou por volta das 5h no Aeroporto Figo Maduro. Trazia a bordo 39 passageiros, 24 portugueses e 15 estrangeiros. Em declarações aos jornalistas no aeroporto, o secretário de Estado das Comunidades confirma que para as 11h está prevista a chegada de outro avião fretado à TAP. Emídio Sousa adianta também que o governo pode avançar com um outro voo de repatriamento, desta vez da Arábia Saudita.
É uma hipótese, já estamos a ver com a Força Aérea, já estamos a fazer o planeamento e iremos depois avaliar se vale a pena avançarmos com o voo próprio ou se, havendo outros países europeus que venham a organizar, através do mecanismo europeu, usarmos esses lugares disponíveis para trazer as pessoas que queiram vir.
E essa será a solução para os portugueses que estão em Omã, no Bahrein, para toda essa zona, é essa a solução?
A nossa maior preocupação, pelo número, são os que estão no Catar. Mas logo que tenhamos a informação, estamos a fazer contatos pessoalmente. Hoje, durante toda a manhã, os nossos serviços vão contactar as pessoas a ver quem quer vir para vermos a oportunidade ou não de organizar esse voo e a Força Aérea já está a planear o voo.
O secretário de Estado das Comunidades afirma que a operação está a ser um sucesso graças à coordenação entre governo, embaixadas e Força Aérea.
Um português que vinha a bordo deste avião militar mostra-se aliviado por estar em Portugal em segurança e agradece às autoridades portuguesas.
Tomás Figueira estava em Israel em trabalho quando se deu o ataque dos Estados Unidos ao Irã. O português diz que os últimos dias foram difíceis e confessa agora o alívio por estar finalmente em segurança.
Estando também num hotel e vendo como as pessoas estão já habituadas ao que é a situação, deixa-nos um pouco mais calmos, mas para nós que não estamos habituados a estar numa situação de guerra, não é nada fácil. Claro que quanto mais rápido pudermos sair, sem dúvida, melhor. Com a ajuda da embaixada e de todos, sem dúvida, a primeira possibilidade de sair do país foi realmente a opção a ser tomada. Não trocaria esta decisão por nada e acho que o mais importante é mesmo voltar a casa seguros.
O testemunho de um dos 24 portugueses que viajaram a bordo do C-130 da Força Aérea, que aterrou esta madrugada em Figo Maduro. Esta operação foi anunciada ontem à noite, num comunicado conjunto dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.
A madrugada voltou a ser de troca de ataques no Médio Oriente. Isto numa altura em que Donald Trump avisa que o Irão já vem tarde para encontrar um acordo de paz.
O presidente dos Estados Unidos repete que o poder militar do Irão foi em grande parte destruído na primeira vaga de ataques, há uma semana. Quanto a um acordo de paz, diz que devia ter sido alcançado mais cedo.
Eles já não têm força aérea, nem defesas aéreas. Todos os aviões deles desapareceram. As comunicações caíram. Mísseis e lançadores também destruídos, mais ou menos, 60% e 64%, respetivamente. Sem contar com isso, eles estão relativamente bem. Eu perguntei: "O que é que sobra?" Eles são duros e querem lutar. Eles estão a ligar para perguntar como é que negociamos. Eu digo que já vêm tarde. Nós agora queremos lutar.
Donald Trump em declarações na Casa Branca. Depois do presidente norte-americano, falou o secretário de Defesa, que disse que a guerra ainda agora começou. Como dizíamos, os ataques continuam. As Forças de Defesa de Israel afirmam ter realizado 26 ataques em larga escala contra estruturas do Hezbollah, perto de Beirute, no Líbano. Israel afirma também que fez vários ataques contra Teerão nas últimas horas. A imprensa internacional fala em ataques aéreos intensos e explosões nos arredores da capital do Irão.
André Ventura sai em defesa de Passos Coelho. O presidente do Chega qualifica o desafio do Luís Montenegro como política de baixo nível.
Luís Montenegro propôs esta semana antecipar para maio as eleições diretas no PSD e desafiou eventuais opositores a avançarem numa alusão a Passos Coelho. Em entrevista à CNN Portugal, André Ventura critica esta reação de Luís Montenegro.
Luís Montenegro sabe que está neste momento no controlo do aparelho partidário. Sabe que está em funções de primeiro-ministro e que logo isso gera uma dificuldade muito grande em mudar um líder. Mudar o líder do PSD agora era mudar o primeiro-ministro, na verdade, internamente, porque Montenegro ia se manter como primeiro-ministro, perdendo as eleições do partido que o suporta. Portanto, há aqui uma certa baixaria política que é esta: Luís Montenegro não suporta que Pedro Passos Coelho tenha um pouco mais de clarividência que ele nas reformas que o país precisa, tenha tido também a clarividência de perceber que o país estava a virar à direita e que exigia acordos à direita. E quando Pedro Passos Coelho começou a aparecer mais, nestas últimas semanas, sobretudo, ele, Luís Montenegro, começou a congeminar uma ideia de o anular e de o encurralar. E foi esta a forma que encontrou.
André Ventura, ontem à noite, em entrevista à CNN Portugal. Já José Luís Carneiro afirma que não fica surpreendido com as críticas de Passos Coelho ao governo e acusa Luís Montenegro de estar a governar em falsete, ou seja, de estar apenas a fingir que governa sem apresentar resultados concretos. Quanto às eleições diretas convocadas pelo presidente do PSD, José Luís Carneiro considera que é uma prova que o Partido Socialista é o único a oferecer estabilidade.
E as eleições diretas no PSD são o tema do Explicador. São nossos convidados Carlos Carreiras, ex-presidente da Câmara de Cascais, e Fernando Leal da Costa, o antigo ministro da Saúde de Passos Coelho, para ouvir depois do Jornal das Nove. Agora são 08h07, já a seguir Momentos de Glória. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque?
Apesar do frio, chuva e vento, não houve ocorrências esta madrugada em Leiria. A Proteção Civil alertou ontem que o mau tempo que se faz sentir poderia ter efeitos nas zonas afetadas pela Depressão Christine. Contactados pela Rádio Observador, os Bombeiros de Leiria afirmam que a noite foi calma. Ainda assim, o IPMA prevê frio, chuva, vento e agitação marítima em Portugal continental nas próximas horas. Hoje decorre a edição 36 da Cimeira Luso-Espanhola. Vai reunir em Huelva os chefes dos dois governos, além de vários ministros. O tema principal da cimeira é segurança climática. Está prevista também a assinatura de uma dezena de acordos com foco na cooperação na proteção civil.