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O Jornal das 8. Jornal das 8 com a edição de Carla Jorge Carvalho. Carla, face à previsão de calor extremo em algumas regiões do país nos próximos dias, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas admite suspender as aulas nos distritos mais afetados.
Mas apenas no pré-escolar e no primeiro ciclo, que ainda têm pela frente duas semanas de aulas. Filinto Lima não considera necessária a suspensão dos exames nacionais, visto que os alunos são mais velhos e as provas acontecem de manhã, quando o calor é menos forte. A preocupação do presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas é com os mais novos. Ouvido pela Rádio Observador, explica que a decisão de suspender as aulas tem de ser feita em conjunto entre escolas, autarquias e Ministério da Educação.
"Eu não me repugna nada as aulas do pré-escolar e do primeiro ciclo, porque neste momento temos ainda mais 15 dias de aulas com estes jovens, são jovens dos 3 anos aos 10, possam ser suspensas em algumas localidades, em alguns concelhos, em alguns distritos, não em todos, necessariamente. Aqui terá que haver uma parceria, uma interação com o Ministério da Educação, com certeza, com as escolas e com as autarquias, perceber-se em que circunstâncias e em que localidades é que, de fato, esse calor extremo pode ser prejudicial para as nossas crianças".
Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que foi ouvido esta manhã, acrescenta ainda que pode ser necessária uma decisão governamental, à semelhança do que já aconteceu, por exemplo, em França. Os distritos de Bragança, Guarda e Vila Real estão hoje sob aviso laranja por causa do calor. Quase todos os outros distritos do continente estão sob aviso amarelo.
E a Europa tem sido afetada por esta vaga de calor e há países, Carla, que estão a tomar medidas para prevenir eventuais problemas de saúde.
Já aqui falámos da suspensão das aulas. A ideia já avançou em países como Espanha e França, com escolas encerradas nas regiões onde se esperam as temperaturas mais altas, mas não só. O fim de semana fica marcado também pelo cancelamento de outras atividades ao ar livre, Carlos Pedro.
Do desporto à cultura. Na Alemanha, o Open de Berlim foi suspenso e o público teve de abandonar o recinto. As temperaturas atingiram os 38 °C na capital alemã, mas até foi a chuva a criar os maiores problemas. Em Espanha, estava prevista a exibição do jogo de ontem da seleção diante da Arábia Saudita para o Campeonato do Mundo, numa praça em Madrid, mas as autoridades acabaram por cancelar o evento também devido ao calor. Em Paris, um concerto gratuito ao ar livre junto ao Museu do Louvre também não se realizou devido ao calor. Melhor sorte teve quem quis visitar a tradicional Festa da Música, que decorre por esta altura. Não foi cancelada, mas as autoridades francesas proibiram o consumo de álcool em espaços públicos. Nos canais do rio Sena, foram permitidos banhos para que as pessoas se pudessem refrescar. E também na Bélgica, a circulação de comboios vai ser suspensa nas horas de maior calor para reduzir o risco de falhas nas vias.
Carlos Pedro, com algumas das medidas que estão a ser tomadas pelos países europeus perante a expectativa de mais uma vaga de calor, a segunda no espaço de menos de um mês.
E depois de um arranque tenso, a primeira ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, na Suíça, terminou com progressos positivos. É a expressão utilizada pelos mediadores Catar e Paquistão.
As negociações duraram toda a noite. Na Suíça, devem prolongar-se durante a semana para pôr fim à guerra. Numa declaração conjunta, Catar e Paquistão afirmam que os trabalhos estão a correr bem e que os Estados Unidos e o Irão definiram uma espécie de roteiro para atingirem um acordo final no prazo de 60 dias. O entendimento alcançado na semana passada inclui o compromisso de chegar a um acordo final dentro desse prazo, bem como o fim dos combates em todas as frentes, incluindo no Líbano e também a reabertura do estreito de Ormuz. Os trabalhos arrancaram, ainda assim, com alguma tensão. Os negociadores iranianos chegaram a abandonar a reunião depois de uma série de ameaças feitas por Donald Trump, mas as negociações acabaram por ser retomadas.
Oito horas e cinco minutos. Vamos ao mundial. Portugal faz hoje o último treino antes do jogo de amanhã com o Uzbequistão, da segunda jornada do grupo K.
Os jogadores treinam às 15h, hora de Lisboa, em Palm Beach, na Flórida. Depois viajam para Houston, no Texas, onde vai decorrer a partida. Destaque também para Cabo Verde. A equipa voltou a empatar, desta vez 2x2 frente ao Uruguai. No final do jogo, a Rádio Observador falou com vários jogadores de Cabo Verde na zona mista. Vozinha foi um deles. O guarda-redes garante que a equipa não está na competição só para participar.
Sim, nós estamos aqui para competir, respeitamos todos os adversários, trabalhamos muito bem todos os dias e vamos continuar a trabalhar sempre para competir com qualquer adversário.
Os cabo-verdianos estão perto do apuramento para a próxima fase do Mundial de Futebol. Na próxima jornada vão ter um jogo decisivo contra a Arábia Saudita. O mesmo se pode dizer do Uruguai, que defronta Espanha. No outro jogo desta madrugada, a seleção do Egito venceu a Nova Zelândia por 3x1 e já está nos 16 avos de final do Mundial.
Oito horas e sete minutos. A seguir o Momentos de Glória, mas antes, Carla, que outras notícias estão a marcar esta manhã de segunda-feira?
Keir Starmer pode demitir-se do cargo de primeiro-ministro britânico nas próximas horas, é o que avança a imprensa no Reino Unido. Mais de uma centena de deputados do Partido Trabalhista pediram a demissão após uma série de casos polêmicos. O nome mais apontado à sucessão é o de Andy Burnham, até agora presidente da Câmara de Manchester, e que foi eleito deputado ao Parlamento na semana passada. O LIVRE começa hoje as jornadas parlamentares. Vão decorrer em Leiria, uma das regiões mais afetadas pelas tempestades no início do ano. Os trabalhos vão focar-se precisamente na resposta do governo e das autoridades às intempéries. Os trabalhadores da EMEL começam hoje uma greve parcial. Exigem uma revisão salarial digna. O protesto vai durar até quinta-feira, em duas horas por turno. Na sexta-feira, os trabalhadores vão realizar um plenário junto à Câmara Municipal de Lisboa.