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Trafaroo 8 e 1. Jornal das 8 com Carla Jorge Carvalho. A Iniciativa Liberal quer o adiamento do debate sobre o Estado da Nação. O partido explica que, tendo em conta que o ministro da Educação foi chamado ao Parlamento de urgência na próxima sexta-feira, faz sentido que o debate só aconteça depois.
Os liberais propõem que a discussão sobre o Estado da Nação aconteça na quarta ou na quinta-feira da próxima semana. A bancada parlamentar da IL entende que é preciso primeiro ouvir o ministro da Educação sobre os exames nacionais. O líder parlamentar, Mário Amorim Lopes, diz que é preciso serenar pais e alunos por causa do atraso na correção das provas.
numa altura em que os alunos e os pais estão ansiosos com o processo mal conduzido dos exames nacionais, o que importa debater agora são esses mesmos exames. E por isso, a nossa proposta é clara: que o debate do Estado da Nação seja adiado para a próxima semana e que esta semana se realize, sim, um debate de urgência com o ministro da Educação sobre os exames nacionais. E que seja um debate para informar, para esclarecer e, sobretudo, para serenar alunos e famílias.
A Iniciativa Liberal já enviou um requerimento ao presidente da Assembleia da República a pedir que a discussão do adiamento do debate sobre o Estado da Nação seja feito na próxima reunião da conferência de líderes marcada para amanhã. A Rádio Observador já está a pedir uma reação dos restantes grupos parlamentares a este pedido de adiamento por parte da Iniciativa Liberal.
Ainda sobre os exames nacionais, os professores classificadores têm até o final do dia de hoje para concluir a correção de todas as avaliações.
Isto no dia seguinte ao ministro da Educação ter estado reunido com vários organismos do setor da educação. Os diretores e administradores escolares saíram do encontro com a garantia de que as provas estão praticamente todas corrigidas. Fernando Alexandre falou ontem em mais de 90% das provas e que, por isso, há condições para que na próxima sexta-feira os alunos tenham acesso às notas. No final do encontro, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas, Filipo Lima, mostrou-se confiante com o cumprimento dos prazos estabelecidos pelo governo.
Nós estamos a um dia do término dos professores acabarem o seu trabalho e, por esse motivo, e também pela porcentagem que parece ser elevada, 95% dos itens neste momento estão corrigidos, levam a crer que, de fato, nós no dia 17 possamos afixar as pautas. Por esse motivo.
Portanto, é esse indicador que lhe dá essa esperança.
É só esse indicador que me dá essa esperança, com certeza. Uma esperança que eu acho que é reforçada, mas temos que esperar pelo dia 17. Na mesma, também vê para crer, eu quero muito, quero ver as pautas afixadas nas escolas. Acho que é uma grande vitória das nossas escolas, se isso acontecer.
O presidente da Associação Nacional dos Diretores de Escolas Públicas, Filipo Lima, depois da reunião de ontem com o ministro da Educação. É hoje que termina o prazo para os professores entregarem as classificações dos exames nacionais. O ministro vai estar no Parlamento para um debate de urgência no dia em que os alunos terão acesso aos resultados.
Olhemos agora para a polêmica com o ministro da Administração Interna. Luís Neves terá construído uma piscina no monte que detém em Odemira e a Câmara Municipal não recebeu nenhum pedido de licença, nem comunicação prévia sobre o assunto.
Imagens reveladas ontem pela CNN Portugal mostram que a propriedade não tem um tanque, como tinha dito o ministro. De acordo com os especialistas ouvidos pelo Observador, Luís Neves teria de ter feito uma comunicação prévia à autarquia de Odemira por se tratar de uma obra urbanística, algo que não terá feito. O ministro continua assim debaixo de fogo. O jornal Nascer do Sol revelou na semana passada que Luís Neves contratou o empreiteiro, que já tinha trabalhado para a Judiciária, para realizar obras em terrenos pessoais do ministro. Apesar de dizer que não há indícios fortes contra Luís Neves, o redator principal do Observador, Luís Rosa, explica que há dois cenários que podem agravar este caso que envolve o ministro da Administração Interna.
Só pode haver aqui um problema sério se das duas, uma: se Luís Neves interferiu nos concursos públicos da subjudiciária para que este empreiteiro fosse contratado, isso é um problema muito sério.
Claro.
Não existe nenhum indício nesse sentido, nem de perto, nem de longe. Nenhum. Ou então Luís Neves não pagou estas obras que João Carvalho fez na sua casa. E é isso que nós pedimos desde sexta-feira ao ministro da Administração Interna, ao doutor Luís Neves: se faz favor, mostra-nos os comprovativos. Enfim, com os comprovantes de pagamento, eu acho que o assunto acaba.
Luís Rosa é o redator principal do Observador e também o convidado da história do dia de hoje.
E a polêmica das obras de Luís Neves, aliada às ofensas que terão sido feitas a membros do CHEGA, levaram ontem André Ventura a anunciar que vai pedir a demissão do ministro.
Convocou uma conferência de imprensa para dizer que o ministro não tem condições para continuar no governo e, por isso, André Ventura anuncia o pedido de demissão.
E na quinta-feira, o partido CHEGA terá a oportunidade, com a mesma frontalidade com que aqui exigiu estes esclarecimentos, dizer ao primeiro-ministro que este ministro da Administração Interna não deve continuar enquanto ameaçar jornalistas, mesmo que nós não gostemos desse jornalismo. Não deve continuar enquanto ameaçar líderes da oposição, mesmo que nós não gostemos desse estilo de fazer política. E que o ministro da Administração Interna não pode querer um regime para si, diferente de todos os que exige para os outros políticos em Portugal. É a nossa democracia que está em causa.
André Ventura ontem numa conferência de imprensa. O ministro Luís Neves já veio negar as acusações feitas pelo presidente do CHEGA.
A última noite ficou marcada por mais uma troca de ataques entre Estados Unidos e Irão. Donald Trump promete que a ação norte-americana no Médio Oriente é para continuar.
As forças norte-americanas anunciaram ataques a alvos militares em todo o território iraniano. Terão sido atingidos sistemas de defesa, bases de mísseis e de drones e ainda capacidades marítimas. O presidente norte-americano falou durante a realização destes ataques para dizer que não vão ficar por aqui.
"Vamos atacá-los fortemente esta noite. Nós temos uma imensa quantidade de munições, temos números como nunca antes tivemos e vamos atacá-los e vai continuar. Vamos ver o que acontece, mas destruímos toda a capacidade ofensiva deles e estamos a controlar o estreito. Voltamos a colocar o bloqueio. E é um bloqueio que atinge só o Irão e quem fizer negócios com o Irão. Todos os restantes vão poder atravessar".
Declarações ontem de Donald Trump. A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou, entretanto, bombardeamentos em bases norte-americanas no Golfo. Na análise ao momento do conflito, o coronel José do Carmo diz que mais relevante do que a troca de ataques entre Estados Unidos e Irão, é a situação no Estreito de Ormuz.
O Irão não precisa de muitas capacidades para fechar, de facto, o Estreito. Às vezes, basta uma comunicação rádio com os navios que estão a atravessar e uma ameaça para parar o Estreito. E essa ameaça, quando é reforçada por um drone ou dois, um míssil ou dois, basta a ameaça para fechar. É o que está a acontecer. Embora os Estados Unidos destruam muitas capacidades, e de facto fazem, cada alvo atingido é destruído, isso não há dúvida, é uma coisa completamente assimétrica e por isso, dificilmente, apenas pela via militar, se conseguirá manter o Estreito aberto.
O coronel José do Carmo, que esteve no gabinete de guerra desta manhã aqui na Rádio Observador. Donald Trump anunciou ontem o controle do Estreito de Ormuz e também a criação de uma taxa de 20% sobre todo o comércio. O Irão nega que o Estreito esteja sob controle norte-americano. São 08h08, antes dos Momentos de Glória, Carla, que outras notícias há a destacar? O Estado vai ter de pagar €50 mil de indemnização a um arguido do processo do roubo de armas em Tancos, pelo tempo que passou na prisão, tendo sido depois absolvido. Gabriel Moreira passou dois anos, cinco meses e dois dias preso. Foi um dos dois arguidos absolvidos depois do julgamento, por falta de prova. A decisão é revelada hoje pelo Jornal de Notícias, decisão do Supremo Tribunal, que reverte o entendimento da Relação de Lisboa, que no ano passado tinha recusado esse direito. As juízas defendem que não é o arguido que tem de provar a inocência para que possa ser indemnizado. Entramos na fase dos jogos das meias-finais no Campeonato do Mundo de Futebol. França e Espanha vão defrontar-se esta noite em Dallas, nos Estados Unidos. O outro jogo entre Inglaterra e Argentina é amanhã. As duas partidas vão começar quando forem 20h, hora de Lisboa.