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9 horas. Jornal das 9, na Rádio Observador, edição da jornalista Diana Rosa. Bom dia, Diana.
Bom dia.
Na Coreia do Sul, o partido no poder vai rejeitar a moção de destituição contra o presidente do país.
Uma informação avançada pela agência Yonhap. A sessão plenária na Coreia do Sul já começou. Os deputados do Partido do Poder Popular abandonaram o Hemiciclo, o que gerou protestos da oposição, uma vez que a moção precisa de, pelo menos, 200 votos para ser aprovada. Junto ao Parlamento, em Seul, estão a esta hora concentradas centenas de pessoas que pedem a saída do chefe de Estado. O presidente sul-coreano pediu, entretanto, desculpa por ter decretado a lei marcial, uma medida que foi revertida. Diz que agiu em desespero, mas não vai sair pelo próprio pé. Enquanto decorre a votação no plenário, a Polícia Metropolitana de Seul prevê um protesto em larga escala.
Emmanuel Macron vai receber hoje Volodymyr Zelensky e Donald Trump no Palácio do Eliseu, em Paris.
Vão estar reunidos com o presidente francês antes mesmo da reabertura da Catedral de Notre-Dame. Donald Trump já chegou à capital francesa, aterrou em Paris quando eram cerca de 6h30 da manhã, hora de Lisboa, foi diretamente para a Embaixada dos Estados Unidos. É um dos mais de 40 representantes internacionais que participam na cerimónia na catedral, que reabre ao público cinco anos depois de um incêndio que destruiu uma das torres. Quem também marca presença é o chanceler alemão Olaf Scholz e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Ausente vai estar o Papa Francisco, que escreveu uma mensagem para ser lida durante a cerimónia.
E continuamos na atualidade internacional. Os Estados Unidos pedem um processo democrático pacífico na Roménia, depois de o Tribunal Constitucional ter anulado as eleições presidenciais dois dias antes da segunda volta. Em causa, Diana, estão suspeitas de interferência russa no ato eleitoral.
Os Estados Unidos apelam a um processo livre de violência e intimidação e que reflita a vontade democrática do povo romeno. É o pedido feito pelo porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Matthew Miller. As eleições presidenciais foram anuladas depois de os serviços secretos terem divulgado uma ingerência russa que favoreceu o candidato da extrema-direita, que venceu a primeira volta a 24 de novembro. Todo o processo eleitoral foi invalidado. Prevê-se que vai ser reiniciado na primavera de 2025.
Mário Soares faria hoje 100 anos e para assinalar o aniversário do fundador do PS, estão agendadas várias sessões comemorativas.
Às 16h30, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, recebe uma cerimónia evocativa da vida, ação e obra de Mário Soares. Às 20h, na FIL, arranca o jantar comemorativo dos 100 anos do fundador do PS. Os socialistas António Costa, também Pedro Nuno Santos, secretário-geral do partido, e Manuel Alegre vão discursar. Estão previstos também discursos da filha e da neta de Mário Soares, isto depois da sessão solene que decorreu ontem na Assembleia da República.
E Diana, olhamos agora para as autárquicas. Manuel Pizarro é o cabeça de lista pelo Partido Socialista à Câmara Municipal do Porto.
A concelhia do PS elegeu por maioria o antigo ministro da Saúde para as eleições que decorrem no próximo ano. A candidatura de Pizarro foi eleita com 61 votos a favor, quatro contra. Em declarações à Agência Lusa, o líder da concelhia do Porto, Tiago Barbosa Ribeiro, defende que o ex-ministro é o candidato que reúne mais condições para vencer. A escolha é agora remetida à distrital do Porto, que vai reunir-se daqui a 10 dias para aprovar o nome dos candidatos às autárquicas do distrito. É já a terceira vez que Pizarro se candidata à autarquia do Porto. A primeira foi em 2013, quando venceu o atual presidente da Câmara, Rui Moreira.
Das autárquicas passamos para as presidenciais. José Ribeiro e Castro, antigo líder do CDS, lamenta críticas que têm sido dirigidas a Gouveia e Melo sobre uma eventual candidatura a Belém.
Ribeiro e Castro sublinha que qualquer candidatura é válida, mas acredita que é cedo para apontar nomes para a corrida presidencial.
Acho que o almirante Gouveia e Melo tem todo o direito de se apresentar. Não partilho da alergia que uma pessoa que foi militar possa candidatar-se. Acho que tem todos os direitos democráticos, mas enfim, não sabemos ainda quem serão os outros candidatos. Portanto, acho que é muito prematuro estarmos a comentar presidenciais.
É cedo, é o que diz Ribeiro e Castro, ouvido no Tira-Teimas, na Rádio Observador, onde foi também convidado António Capucho, social-democrata. Acredita que à esquerda, o melhor candidato será António José Seguro, à direita, José Pedro Aguiar Branco, atual presidente da Assembleia da República. No entanto, afirma que caso o almirante Gouveia e Melo entre mesmo na corrida às presidenciais, é muito provável que exista uma segunda volta.
Avançando o almirante, como é expectável, com a intenção de voto que tem agora, acrescido, evidentemente, até lá pode crescer um bocado, e com a dispersão de votos à direita e ao centro e ao centro-esquerda, e com a pulverização de candidaturas, é possível e é muito provável que haja uma segunda volta do senhor almirante contra um dos dois candidatos que eu já referi anteriormente, se for essa a vontade deles.
António Capucho e Ribeiro e Castro foram os convidados do Tira-Teimas na Rádio Observador.
9h07. O governo vai lançar um concurso aberto aos cidadãos para concretizar a conceção da imagem do novo passaporte eletrónico português.
Que vai ter como tema: Território Nacional. É o que adianta hoje um comunicado da Presidência do Conselho de Ministros. Tal como já tinha sido anunciado no verão, o novo passaporte vai ser válido por 10 anos, em vez dos atuais cinco. Deverá começar a ser entregue aos cidadãos no primeiro semestre de 2026. Para concretizar a conceção da imagem do novo passaporte, vai ser lançado um concurso de criatividade, incluindo o design do conceito global do documento. O vencedor deste concurso vai receber 5 mil €.
Eu estou tentado, Diana. Eu sou criativo, não sei se tenho dotes para fazer uma coisa destas, mas estou tentado. Acho que o prémio incentiva a participar.
Qualquer um pode participar.
É verdade. Portanto, ficamos assim. É o ponto final no Jornal das 9, edição da Diana Rosa. Até já, Diana.