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António Costa defende que a Europa tem de continuar a ser a campeã da lei e da ordem. O presidente do Conselho Europeu insiste que os 27 não podem aceitar que a lei do mais forte prevaleça sobre os direitos dos mais fracos. Comentário feito numa altura de grande tensão entre Bruxelas e Washington, por causa dos esforços dos Estados Unidos para controlar a Gronelândia. O presidente do Conselho Europeu discursou esta manhã em Estrasburgo, onde está o repórter Miguel Viterbo Dias. Bom dia, Miguel. António Costa não esqueceu a Gronelândia nas declarações desta manhã.

Sim, é isso que pelo menos fica subentendido quando pede esse cumprimento da lei e ordem internacional, sobretudo entre países aliados, como é o caso da Dinamarca e dos Estados Unidos da América. Ora, o presidente do Conselho Europeu, que viajou pra cá ontem acompanhado do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta manhã no plenário que a União Europeia, para dar um sinal de força, tem que ser a campeã do direito internacional.

O primeiro caminho pra Europa se tornar mais forte e soberana é continuar o campeão da lei e da ordem, do direito internacional. Iremos sempre lutar pelo direito internacional, pela liberdade individual e pela dignidade humana. Não podemos aceitar que a lei do mais forte prevaleça sobre os direitos dos mais fracos. As regras internacionais não são opcionais.

O presidente do Conselho Europeu, numa intervenção onde referiu também o acordo do Mercosul, que está a gerar largos protestos aqui em Estrasburgo, com milhares de agricultores a estarem à porta dos edifícios europeus desde o dia de ontem. Ainda assim, António Costa diz que este é um acordo que ouviu todos os pontos de vista.

Este acordo envia uma mensagem forte para o mundo. Em vez de muros, a União Europeia oferece parcerias. Em vez de esferas de influência, estamos a criar esferas de prosperidade. A assinatura do acordo do Mercosul, depois de mais de 20 anos de negociações, em que todos os pontos de vista foram considerados, incluindo os desta casa, agimos respeitando o interesse de todos.

António Costa a dizer que todos os direitos foram respeitados neste acordo, que foi atualizado até ao último momento, num dia com uma forte presença portuguesa. Marcelo Rebelo de Sousa vai dirigir-se aos eurodeputados daqui a pouco, para assinalar os 40 anos de adesão de Portugal à União Europeia. Também esta manhã, a comissária Maria Luísa Albuquerque vai prestar declarações aos jornalistas, num dia que termina precisamente com o encontro do Presidente da República com todos os eurodeputados portugueses.

Uma agenda que vai ser acompanhada por ti, Miguel Viterbo Dias, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Depois do discurso de António Costa e com o programa do Presidente da República, está a assinalar os 40 anos da adesão de Portugal à Comunidade Europeia. Será uma das últimas saídas ao estrangeiro de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto chefe de Estado. Precisa-- os Estados Unidos estarão a planear reduzir a participação na estrutura e nas forças da NATO. A notícia é avançada hoje pelo New York Times. De acordo com várias autoridades norte-americanas, Donald Trump quer reduzir a presença militar dos Estados Unidos na Europa. Esta medida, que será divulgada em breve, deve afetar cerca de 200 militares e diminuir o envolvimento norte-americano em quase 30 organizações da NATO. Hoje, o presidente norte-americano vai discursar no Fórum de Davos, na Suíça, num contexto de alta tensão entre Estados Unidos e Europa. O especialista Francisco Proença Garcia avisa: Bruxelas não pode depender dos Estados Unidos para garantir a segurança da Europa. Foi ele o convidado do Gabinete de Guerra desta manhã. Proença Garcia defende que se os Estados Unidos vierem mesmo a reduzir a participação na NATO, então terá de ser a Europa a assumir as responsabilidades.

Nós só tivemos paz na Europa porque tivemos a presença das tropas norte-americanas e criamos, pois, instituições como a União Europeia. Isto deve-se à presença norte-americana. Se eles retirarem subitamente, podemos ter problemas securitários internos graves. Se eles fizerem isso gradualmente, tudo bem. Nós temos que assumir as nossas. Quando falamos em autonomia estratégica, temos que, de facto, assumir as nossas responsabilidades. Agora, eu lembro uma coisa, nós temos a NATO. A NATO somos mais de 30 países, não são só os Estados Unidos. A base são os Estados Unidos.

A visão de Francisco Proença Garcia sobre a eventual redução da presença militar nos Estados Unidos Que esteve em análise esta manhã no Gabinete de Guerra. Um episódio que já está disponível em podcast. Com as eleições presidenciais no centro da agenda, o primeiro-ministro volta hoje ao Parlamento. O debate quinzenal acontece mais logo, às 15h. O chefe de governo terá de responder às críticas que têm surgido à esquerda por não anunciar o apoio a António José Seguro na segunda volta das presidenciais contra André Ventura. José Luís Carneiro já desafiou o primeiro-ministro a ser claro. Defendeu que entre a democracia e aqueles que atentam contra a democracia não pode haver neutralidade política. Este debate acontece também numa altura em que o governo se prepara para assinar um acordo plurianual com os sindicatos da função pública, que será válido até 2029. O debate vai ser transmitido em direto aqui na Rádio Observador. A vitória de António José Seguro na primeira volta das presidenciais traz um balão de oxigênio ao PS, mas nos corredores do partido pede-se serenidade. António José Seguro não era o favorito do PS para avançar na corrida a Belém. A atual direção socialista procurou alternativas sem sucesso, mas é com este candidato que acaba por ficar a um passo do Palácio de Belém, 20 anos depois. Falta ultrapassar agora o obstáculo chamado André Ventura. Para já, Miguel Gato, os socialistas não escondem a felicidade, mas no Largo do Rato, o sinal é de cautela.

É um Partido Socialista a tentar conter a euforia com a possível eleição de Seguro para o Palácio de Belém. A vitória de domingo é considerada um balão de oxigênio, mas ainda não é grande o suficiente para o PS poder descansar à sombra da Presidência da República. Depois dos maus resultados nas legislativas de 2024 e 2025 e também nas autárquicas de outubro do ano passado, os socialistas têm convicção de que existe ainda um grande caminho até a recuperação do PS.

E daí a surpresa com a pressa de José Luís Carneiro em marcar novas eleições diretas no partido.

Sim, e durante o dia de ontem, o Observador ouviu vários membros do PS que não esconderam a estupefação com a decisão do líder. Alegam que Carneiro não tem neste momento oposição interna e, por isso, não faz sentido avançar para diretas nesta altura. A Comissão Nacional do PS vai reunir-se já no próximo sábado e apesar desta reeleição na liderança do partido, que José Luís Carneiro procura, a estratégia no Largo do Rato para os próximos tempos é dar estabilidade política ao governo e eleições legislativas apenas daqui a três anos. É o que prevê o PS. O Observador sabe, no entanto, que José Luís Carneiro já começou contactos para alinhar o futuro do partido, mas por agora, Carla, o secretário-geral socialista está focado apenas em seguir a onda da vitória de António José Seguro na primeira volta das presidenciais e a esperar essa eleição de Seguro no dia 8 de fevereiro.

Miguel Gato, e o futuro político do PS com a possível eleição de Seguro para a presidência. António José Seguro tem somado vários apoios de personalidades à direita, tal como os mandatários das candidaturas de Luís Marques Mendes e de João Cotrim Figueiredo, Rui Moreira e José Miguel Judice, e também alguns apoios partidários à esquerda, como o PCP e o Bloco de Esquerda. Já hoje é a vez do LIVRE discutir o apoio formal ao antigo líder socialista. As reações dentro do PS depois da vitória de António José Seguro é uma notícia que está a esta hora em sete no site do Observador e, de resto, vamos continuar a falar das eleições presidenciais nesta hora das 9. Já a seguir vão juntar-se a nós António Tavares, mandatário de Gouveia e Melo, no Porto, e José Ribeiro e Castro, antigo líder do CDS. A Operação Irmandade resultou na detenção de 37 pessoas suspeitas de ligações à extrema-direita. A Polícia Judiciária defende que todos os detidos devem ser ouvidos já hoje no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa para ficarem a conhecer as medidas de coação. O Observador sabe que os suspeitos chegaram de vários pontos do país depois de uma operação conduzida pela Judiciária e que começou de manhã, bem cedo, desde o Porto até ao Algarve, passando por Lisboa. Vários foram os pontos de busca das autoridades durante o dia de ontem. Há cinco mulheres detidas, há dois não civis, que a Judiciária não quis detalhar. A PSP confirma, entretanto, que há um agente do Comando Distrital de Setúbal detido, enquanto que a CNN Portugal avança que o outro não civil pertence à Força Aérea Portuguesa. As autoridades acreditam ter desmantelado a cúpula do grupo 1143, que alegadamente continuava a ser liderado por Mário Machado, que está a cumprir pena de prisão. As autoridades alegam que Mário Machado coordenava as ações do grupo de dentro para fora. São agora 9h09. Carla, antes do Explicador, que outras notícias marcam esta manhã? Benjamin Netanyahu aceitou o convite de Donald Trump para integrar o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza. É o que pode ler-se numa publicação na rede social X da conta oficial do primeiro-ministro israelita. A organização vai ser composta por nomes como o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair e os membros da delegação dos Estados Unidos, Steve Witkoff, Jared Kushner e Marco Rubio. O presidente da Comissão de Combate à Fraude no SNS, o juiz Carlos Alexandre, vai ser ouvido hoje na Comissão Parlamentar de Saúde. É um pedido da Iniciativa Liberal, que quer perceber como vai funcionar a nova estrutura criada pelo governo. Esta comissão vai levar a cabo a estratégia de prevenção e detecção de fraude no âmbito do Serviço Nacional de Saúde. A audição está marcada para daqui a uma hora, às 10 da manhã. Quase 90% da população com 85 anos ou mais em Portugal já se vacinou contra a gripe. A estimativa é da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Portugal está também perto da meta da Organização Mundial de Saúde para a taxa de vacinação para pessoas a partir dos 65. É cerca de 73%, quando a recomendação da OMS é de 75%.