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Está no ar o Domínio da Guerra da Rádio Observador, sempre com o Major-General José Namora. Bem-vindo.

Olá, muito bom dia a todos.

Boa sexta! Recordo que além da rádio, também nos pode acompanhar em direto, com imagem nas nossas redes sociais ou no site do Observador. Esta semana continuamos a acompanhar a realidade militar e política na Ucrânia e na Federação Russa. Nenhuma das partes parece querer recuar nas manobras ofensivas e prosseguem as estratégias que valorizam a conquista de território. Putin tudo parece fazer para desvalorizar a invasão ucraniana e continua, por isso, a apostar no Donbass. General, que consideração podemos fazer do que se passa neste momento nesta guerra?

Bom dia a todos mais uma vez. Eu vou começar por contar um segredo.

Então, uma confidência.

Ninguém nos ouve.

Sim.

Isto é uma opinião pessoal, é que esta ofensiva, esta surpresa desta ofensiva ucraniana em Kursk, não teve a aprovação ocidental. Isto é, apanhou todos desprevenidos e sem autorização. Esta semana, passados quase 15 dias depois do início, hoje já estamos no dia D+18, o Departamento de Estado norte-americano veio dizer que autorizava o emprego de meios americanos para as ações de ataque da Ucrânia sobre as forças de contra-ataque da Federação Russa em território russo. Isto é, foi preciso buscar aqui uma fórmula complicadíssima para justificar a utilização das armas americanas em território russo. É isto que é a minha pista para esta minha teoria. É que não apenas foram surpreendidos os meios ocidentais.

Como depois todas as acusações de Putin tiveram de sair.

Como não foram autorizadas este tipo de manobras. A Ucrânia ganhou liberdade estratégica. Isto é um aspecto que me parece fundamental para perceber o conflito a partir daqui. E ganhou essa liberdade estratégica com base num exemplo. É o exemplo de Israel. Israel não pede autorização a ninguém para as ações militares que desencadeia no Líbano, no Irão, na Faixa de Gaza. Não pede autorização a ninguém. Ora, o que se tinha passado até agora, é que cada vez que a Ucrânia queria fazer uma manobra estratégica mais ousada, as capitais ocidentais diziam: "Não, nem pensar. Os nossos meios não estão autorizados para fazer isso". Ora, nenhum de nós, julgo eu, parece aceitar que, de repente, os Estados Unidos viessem a autorizar a Ucrânia a fazer uma invasão sobre o território russo. Então, depois da quantidade de linhas vermelhas que as capitais ocidentais têm colocado sobre Kiev, relativamente ao que pode e não pode fazer, de repente iriam autorizar? É por isso que a Ucrânia já não pede autorização, precisamente para não embaraçar os aliados europeus, por um lado, mas por outro lado, porque as respostas seriam negativas e a situação seria muito mais complicada.

E constrangedora também.

E, portanto, tudo isto me leva a esta opinião de que não foram apenas surpreendidos. A Ucrânia resolveu saltar por cima das autorizações e com isso cortou duas linhas vermelhas que até agora pareciam muito bem traçadas, que era a linha de não poder ser violada a fronteira da Federação Russa, isso era uma linha vermelha que levaria certamente a uma resposta de natureza nuclear. E agora, desta vez, também as linhas vermelhas colocadas pelo Ocidente relativamente à autorização das armas. Pronto, este é o nosso segredo, não vamos contar, fica entre nós os dois.

E agora resta saber as consequências também.

Kiev oscila entre duas estratégias. Uma é uma estratégia de natureza maximalista e outra de natureza minimalista. A minimalista é mais fácil de conseguir. A maximalista é, por definição, também mais complicada. A estratégia maximalista era criar em Kursk uma ameaça tão considerável sobre a Federação Russa, que obrigasse Vladimir Putin a abrandar aquilo que é o seu esforço no Donbass para acorrer a este problema de Kursk. Esta é a estratégia maximalista. Para isso, a Ucrânia precisava de continuar a injetar forças, que não sabemos se tem, para estender a tal mancha de óleo de que falámos na semana passada. A estratégia minimalista é mais fácil de conseguir e de alguma maneira já está realizada. Ela corresponde basicamente a embaraçar Putin interna e internacionalmente. Criar-lhe um enorme embaraço, porque de repente a Federação Russa, uma potência nuclear, vê-se invadida pelo seu vizinho pequenino, que lhe rouba uma parte considerável do território. Já é muito território A Ucrânia terá, neste momento, controle sobre cerca de 1300, 1500 km². Mas se conseguir anexar aquela parte que está a sul do rio Seimine, onde se encontram, neste momento, encurralados algumas centenas, não sei se mais do que isso, forças russas, são 700 km² a mais. A Ucrânia pode, de repente, ficar na posse de 2000 km². Só pra termos uma ideia, como comparação, fui ver o distrito de Lisboa. Com os seus 16 municípios, são 2800 km². Portanto, a Ucrânia, em 18 dias, tomou uma parte considerável do distrito de Lisboa, pra termos uma ideia da dimensão sobre isto. Bom, esta é a estratégia ucraniana: é aproveitar estas fragilidades detectadas pra ganhar controle sobre o território e embaraçar Vladimir Putin. E a estratégia de Putin? O problema de Putin é que ele não teve capacidade de reação, isto é, não dispunha dos instrumentos de natureza militar suficientes para contrariar a estratégia ucraniana. E então a estratégia passa pela desvalorização sistemática. Não se passa nada. Não se passa nada naquela zona de fronteira, como ele costuma dizer, ou naquela área geográfica que todos conhecemos, por utilizar estas expressões, que já aqui vimos no nosso programa anterior, que Putin utiliza pra não falar na palavra Kursk. Ora, a que é que corresponde o não se passa nada? O não se passa nada corresponde, por um lado, em manter ativa uma agenda de natureza interna e de natureza internacional que mostre que a vida continua como sempre. Ele esteve no Azerbaijão, esteve na Chechênia, esteve em Beslan, esteve em vários sítios mostrando-

E vamos ver isso mais à frente.

É. Mostrando que não se passa verdadeiramente nada, que não há que ter preocupações sobre o assunto. Simplesmente, esta questão de evitar o pânico entre a população, não se destina a evitar o pânico da população, destina-se a proteger o regime. Isto é, continuar a passar a ideia de que Putin é o garante da segurança da Federação Russa e que os russos com Putin continuam seguros, cada vez mais seguros, porque ele é a resposta para todos os outros problemas. E não se preocupem os russos, porque o próprio Putin tem uma agenda ocupada.

E está tranquilo a fazer o seu dia a dia.

Está tranquilo a fazer o seu dia a dia. Esta semana observei uma coisa interessantíssima na televisão russa. Putin resolveu reunir, não com o governador de Kursk, como tem feito, mas desta vez reuniu simultaneamente com o governador de Kursk, o de Belgorod e o de Bryansk. Os três. Para quê? Para falar sobre assuntos de natureza socioeconômica. Para quê? Para evitar falar-

Do assunto, do tema

...do assunto, do tema, daquilo que se passa naquela região da fronteira que não se pode mencionar. E, portanto, todas as estratégias de Putin vão para esta desvalorização. Esta desvalorização é uma fragilidade. Putin não interviu ainda em Kursk porque não tem meios militares com capacidade pra poder fazer. E, portanto, está a tentar desvalorizar o problema no sentido de o adiar para uma altura em que o possa fazer. Putin entende que o futuro do seu regime está no Donbass.

Daí que os avanços sejam lá.

Exatamente. Os avanços são todos no Donbass. Ele estará relativamente perto de poder chegar a Pokrovsk, que é um nó rodoviário e logístico importante para as forças ucranianas, e também sobre Toretsk. E, portanto, o que Putin pensa? "Então, eu já mandei pra morte mais de meio milhão de russos e vou agora desistir do Donetsk?" É que eu, por enquanto, em Kursk, tenho tido prisioneiros de guerra, mas não tenho tido mortes muito grandes. E, portanto, é impressionante como para salvar o regime, Putin está a dar a região de Kursk, pelo menos temporariamente, à Ucrânia. Ele entende que a sobrevivência do regime corresponde a alcançar resultados visíveis no Donetsk. E é por isso que está a tentar desvalorizar, a ver se do ponto de vista político, isto não ganha tração. Mas está a ganhar tração. E basta ver a televisão russa, como eu faço, já aqui o disse várias vezes, com atenção, para verificar que o assunto começa a ser abordado. É impossível não ser abordado. E eu trouxe aqui dois exemplos muito interessantes. Vários comentadores esta semana trouxeram o tema de Kursk para os canais informativos da Federação Russa Um deles é um comentador, tem um programa, chama-se Mardan. Mardan admira-se com a falta de resposta da sociedade civil. Isto é, então onde é que está a solidariedade? Não há uma espécie de um bruá na sociedade russa para defender, para ir em auxílio de Kursk, de um território russo, da população, etc.? Esse bruá não existe. Não existe porque Putin matou a sociedade civil russa, matou os aspetos da sociedade civil, tudo aquilo que são as dinâmicas de solidariedade, para manter o seu regime. E, portanto, esse bruá que Mardan gostaria de ver na sociedade russa não está a acontecer. Essa é uma questão. No programa que vi hoje de manhã, Mardan ainda diz mais uma coisa. Começou a citar, para não ser ele a dizer, comentários que vai lendo nas redes sociais, que é uma maneira de dizer: "Não fui eu que disse". Mas o que dizem essas redes sociais é: "Mas há seis meses era muito melhor quando havia aquele porta-voz vestido de verde do Ministério da Defesa, que dizia umas coisas que ninguém percebia". Mas diz ele: "Era muito melhor do que aquilo que se passa agora, neste momento, no Ministério da Defesa". E depois apareceu uma comentadora a dizer: "Mas isto tem tudo solução. Isto corresponde a: vamos cercar os ucranianos em Kursk e vamos estender um tapete de bombas sobre isto". É mais fácil de dizer do que fazer. Primeiro, que o tapete já está muito grande.

Era o que estava achando.

E segundo, porque ela está a bombardear cidades russas, população russa que está lá. Portanto, isto é bastante mais complicado do que entrar ali e dizer: "Agora vou estender um tapete de bombas". Além disso, a artilharia está no Donbass e, portanto, esse é um dos aspetos. Essa movimentação é exatamente aquilo que Zelenskyy gostaria que acontecesse. E depois ainda há mais um embaraço, que é um embaraço internacional terrível. A Federação Russa faz parte, foi ela que criou, aliás, na sequência da queda da União Soviética, uma organização que é um tratado de segurança com aquilo que eram as antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central e inclui também algumas do Cáucaso e a Bielorrússia, que é o Tratado de Segurança Coletiva. O Tratado de Segurança Coletiva tem uma cláusula, eu não resisti, fui buscar essa cláusula. Diz no seu ponto quatro aquilo que diz o ponto cinco, o artigo cinco do Tratado de Washington da NATO. Diz assim, da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, artigo quarto: se um dos Estados for sujeito a uma agressão por qualquer Estado ou grupos de Estados, isto será considerado uma agressão contra todos os Estados que fazem parte deste tratado. Nem uma linha se ouve disto. Por quê? Porque a Federação Russa era o garante da segurança de tudo isto. Se a própria Federação Russa está a ser invadida por um país como a Ucrânia, é claro que todo este tratado não pode ser invocado, que isto seria uma vergonha. Agora a Federação Russa, que deveria proteger os outros, que era essa a ideia central deste tratado, de repente estar a pedir a ajuda destes Estados. É por isso que Putin faz de conta que não se passa nada.

Entretanto, esta semana ficou marcada por mais uma deslocação de Anthony Blinken ao Médio Oriente e uma nova ronda negocial. O otimismo inicial de se alcançar um cessar-fogo, entretanto, desvaneceu-se. E houve mais ações ofensivas de Israel em Gaza, um ataque suicida em Tel Aviv e foram recuperados os corpos de seis reféns israelitas num túnel em Khan Yunis. Ninguém parece interessado em fazer cedências ou em estabelecer compromissos. General, que desenvolvimentos podemos esperar daqui?

A situação continua muito complexa. Estas negociações tiveram uma vantagem. Mesmo que daqui não resulte o tal cessar-fogo ou o tal plano de paz, teve uma vantagem: arrefeceu o ímpeto do Irão.

Do Irão, pois, é verdade.

É que o Irão está à espera do resultado destas negociações para tomar uma decisão sobre isto. Ora, não é a mesma coisa tomar uma decisão sobre brasas, que isto era na sequência, logo na altura, com a pressão popular das ruas a exigir uma vingança violenta sobre Israel, ou depois de passarem estas semanas todas, naturalmente que essa pressão popular, já alguns esqueceram até, o que já arrefeceu. Ou seja, pode ser uma resposta mais cuidada, mais pensada, mais articulada, eventualmente também menos violenta, podendo ser mais simbólica.

Para não ficarem sem resposta, até.

Exatamente. Uma das vantagens de todo este processo negocial e do fato dele se continuar a prolongar, porque ainda não temos acordo, é exatamente a de conter o Irão e de fazer com que toda a pressão popular que havia para uma resposta iraniana possa passar. Esta será também, do meu ponto de vista, uma das razões para o Hamas ainda não ter assinado o acordo. É claro que o Hamas o que gostaria era da saída completa da Faixa de Gaza, de todas as forças, incluindo o corredor de Filadélfia. Para quê? Para se poder rearmar outra vez através dos túneis que o ligam ao Egito. O Israel não parece muito entusiasmado com a ideia da desmilitarização desse corredor de Filadélfia, que é aquele corredor que separa Gaza do Egito. Mas o Hamas gostaria de ver o Israel bombardeado pelo Irão E, portanto, se aceitar o acordo, as possibilidades do Irão retaliarem sobre Israel diminuem consideravelmente. E, portanto, o Hamas continua na esperança que se não houver acordo, o Irão acabará por retaliar sobre Israel. Andam todos envolvidos aqui numa lógica de violência, que é a lógica que continua a imperar. Eu, aliás, já disse aqui uma vez que a escolha de Yahya Sinwar não foi uma boa escolha. O Hamas e a sua sobrevivência passam, sobretudo, pela capacidade de passarem para a ação de natureza política, para o lado político. Deixarem-se encurralar naquilo que é uma guerra sem fim com Israel, não parece uma solução com um grau de sucesso muito provável. A vantagem de Haniyeh era a sua liberdade de ação estratégica, o facto de poder, do ponto de vista da gestão política dos acontecimentos, ter essa liberdade de ação que Sinwar, fechado dentro de um túnel, não tem.

A escola de Beslan, no Cáucaso, foi invadida há 20 anos, em 2004, por militantes islâmicos. A intervenção russa para libertar os reféns acabou em tragédia. E esta semana Putin reuniu-se com o movimento Mães de Beslan. Mas, general, esta solidariedade parece aqui ser uma enorme cortina de fumo. O que é que esconde esta visita? Aliás, falava nela há pouco. Nela, não em concreto na visita, mas por onde anda o Putin.

Exatamente. Esta visita é para esquecer do ponto de vista dos valores da humanidade. Porque, na verdade, o que aconteceu em Beslan foi um acontecimento imensamente trágico. Estamos recordados, isto foi em 1 de setembro de 2004, vai fazer agora 20 anos. Um conjunto de militantes islamistas armados invadiu a escola e tomou como reféns mais de 1100 pessoas. Entre essas 1100 pessoas estavam 777 crianças. Putin considerou, na altura, que isto era um imenso desafio à Federação Russa. E este desafio foi lidado de um ponto de vista militar. Foram levados carros de combate, armas pesadas para as imediações da escola, foram utilizados todo tipo de bombas e de armas disponíveis de um arsenal de natureza militar. A tragédia não podia ter sido outra daquilo que foi. É que a utilização deste tipo de armamento sobre uma escola onde estavam 777 crianças e mais de 400 funcionários, levou a que tenham morrido 334 pessoas. Isto é, quase uma em cada três pessoas morreu para ser libertada pelas forças militares. Isto gerou um escândalo, porque foi considerado despropositado que para eliminar estes terroristas, se eliminassem também 334 pessoas pelo método utilizado, onde, mais uma vez, aquilo que é padrão na Federação Russa é a utilização da força como instrumento de poder. E criou-se um movimento, que é o movimento das Mães de Beslan. Esse movimento das Mães de Beslan, o que é que queria? Queria saber quem tomou decisões sobre a forma como foi executado este conjunto de ações de natureza militar, para ver se alguém era responsabilizado pela morte dos seus filhos. Morreram 334 pessoas nisto. Esse relatório, em 2005, foi chamado por Putin para a sua responsabilidade. Putin, em 2005, prometeu, no ano seguinte, que o relatório iria ser da sua responsabilidade e a chamá-lo a si para ser divulgado. Bom, esse relatório está na mesma gaveta onde estão os relatórios da morte de Navalny, onde estão os relatórios sobre o acidente do avião de Prigozhin, e é uma gaveta enorme que existe no Kremlin, onde entram esses documentos e nunca mais saem. As Mães de Beslan estavam à espera, dentro deste seu sofrimento, que Putin fosse lá passados 20 anos, para falar sobre o relatório, mostrar as conclusões e, eventualmente, incriminar pessoas ou pedir desculpa por aquilo que foi a ação tomada e a forma como foi tomada, e não foi nada disto. Putin foi lá utilizar a dor das Mães de Beslan para equiparar a situação em Beslan àquilo que são as incursões em curso que Putin define como sendo ações de natureza terrorista. E que da mesma maneira como a Federação Russa resolveu o problema dos terroristas em Beslan, também acabará por resolver este problema. Isto é de um imenso cinismo e de aproveitar a dor. Falta de decoro isto tudo. Falta de decoro utilizar a dor das Mães de Beslan para fazer depois paralelismos absolutamente incomparáveis em situações muito diferentes para procurar extrair conjunturalmente ali algumas vantagens de natureza política.

O nosso Ponto de Mira salta hoje da Índia para a Europa, onde o chanceler Olaf Scholz foi obrigado a dar uma explicação sobre a redução do apoio militar à Ucrânia. Foi convincente ou estamos aqui a mandar sinais errados a Moscovo?

A palavra é exatamente essa, foi obrigado. O clamor foi tão grande que o Scholz foi obrigado. Estava na Moldova quando fez esta, mas ele viu-se obrigado a vir a jogo. É claro que o que motiva tudo isto é a proposta de Orçamento de Estado. A proposta de Orçamento de Estado prevê para este ano um apoio militar de 8000 milhões. E para 2025, para o ano que vem, apenas de 4000 milhões. É uma redução para metade. Scholz foi obrigado a vir em defesa da Alemanha, dizendo que é verdade que vai ser reduzido esta importância, mas a Ucrânia vai poder contar com aquilo que são os lucros daqueles fundos que estão congelados, os fundos russos que estão congelados. Está a trocar aquilo que é uma coisa certa, que é aquilo que estaria inscrito no orçamento, por um processo muito complicado, que não sabemos se terá desenvolvimentos positivos ou não. Portanto, a explicação foi dada, mas, na verdade, ficou coxa.

General Álvaro Moreira, muito obrigada por mais um Ponto de Mira. Sempre bom fim de semana.

Muito obrigado