Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Quem acompanhou esta sessão foi a jornalista do Observador, Sónia Simões, que se junta agora a nós neste jornal. Muito boa tarde, Sónia. Esta era mesmo uma das sessões mais esperadas, mais aguardadas deste julgamento.
Boa tarde, João. Sim, o major Brazão tinha pedido para analisar algumas provas do processo que ainda não tinha analisado, nomeadamente todos os registos telefónicos para explicar as chamadas que fez para todos os intervenientes na investigação. Só agora se mostrou disponível para prestar declarações num julgamento que começou em novembro e em que já falaram 20 outros arguidos. O major Brazão aproveitou para dizer estar arrependido por não ter comunicado ao Ministério Público a recuperação das armas. No entanto, disse que todas as diligências que fez deviam ter sido comunicadas pelo à data responsável pela investigação criminal da PJM, o coronel Estalagem, que não é arguido neste processo e que tem sido muito referido ao longo de todo o julgamento. Aproveitou também para dizer, em resposta às perguntas do juiz, que o Ministro da Defesa, à data Azeredo Lopes, tinha uma relação meramente institucional com o diretor da PJM, Luís Vieira. No entanto, Luís Vieira mantinha com o assessor da Casa Militar da Presidência da República, uma relação menos profissional e ele sim sabia, nas palavras de Vasco Brazão, que os militares da PJM andavam a falar com o informador a fim de recuperar as armas Tancos.