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Ainda Carlos César estava nos agradecimentos quando surgiu a primeira crítica.
A nossa candidatura, ao contrário de outras, é a candidatura que não troca os portugueses que podem vir a desempenhar funções, por exemplo, no Conselho Europeu, pelo ódio partidário ou pela inveja partidária. Esta é a candidatura de Portugal, que quer os portugueses no nível mais alto da União Europeia.
Já Pedro Nuno Santos mereceu os elogios do presidente do PS por fazer campanha junto dos portugueses, ao contrário do que faz o governo.
Não é uma campanha de vários Conselhos de Ministros por semana, nem uma campanha de várias aparições na televisão por dia. Por isso, é uma campanha junto dos portugueses.
E continuou nas críticas ao Executivo.
Um governo que é mais hábil a propagandear do que a governar. Um governo que é mais afoito a desvalorizar a oposição, do que a valorizar a sua própria governação. Um governo que demite e ameaça quem lhe parece perigoso. Um governo que nomeia, prestimosamente, quem lhe é subserviente. Um governo que eu gostaria de andar para trás, se lhes dessem roda livre na Assembleia da República.
Quanto ao candidato da AD, diz o presidente do PS que não é visto como o mais indicado e Carlos César diz mesmo que Bugalho foi a última escolha de Montenegro.
A escolha que fizemos dos candidatos do Partido Socialista foi a escolha para servir com eficiência e com dignidade Portugal, e não uma escolha de última hora, aproveitando quem estava naquele momento a falar numa qualquer televisão. Nada nos move pessoalmente contra os candidatos da AD ao Parlamento Europeu, que respeitamos, nem sequer contra o seu agitado cabeça de lista, que sobrou das escolhas aflitas de Luís Montenegro.
E nem a presidente da Comissão Europeia, que é de novo candidata pelo PPE, faltou à chamada.
Ursula von der Leyen, com o compromisso que não exclui do apoio à sua candidatura pelos amigos do Chega, tornou-se o rosto simpático das forças antipáticas que fragilizam a democracia e o sonho inicial europeu.
As críticas de Carlos César, que alertou ainda para a importância destas eleições europeias no momento de incerteza na Europa, mas também nos Estados Unidos.