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12 dias depois, Marcelo Rebelo de Sousa voltou ao espaço público para avisar que o protesto dos polícias é justo, mas que é preciso ter cuidado.

Que seja muito importante que daqui até às eleições, que as forças de segurança continuem a ter o apoio dos portugueses na base da confiança e da segurança.

O presidente da República pede cautela nos protestos e deixa a garantia de que o partido que for governo vai resolver a situação em pouco tempo.

Dois meses, três meses, quatro meses, um governo que saia, uma das preocupações que tem como prioritária é corresponder àquilo que é uma legítima aspiração e a correção ou a compensação de uma desigualdade que se introduziu.

Já sobre o jogo partidário, Marcelo Rebelo de Sousa não adianta qual o princípio para dar posse a um novo governo, mas elogia os vários líderes.

Nenhum dos líderes escondeu dos portugueses aquilo que pensa sobre a sua visão de futuro para Portugal. Nenhum. Às vezes podia acontecer, os líderes dizerem: "É cedo, não sei." Muito cedo, muito cedo, destrunfaram.

Para Marcelo, não há cenários escondidos. Agora, o que conta é o voto.

E todos os portugueses têm direito a fazer cenários, desde logo por ter que escolher o seu voto. Mas o que conta são os votinhos.

Já sobre os votos que foram já contados nos Açores, diz que cabe ao representante da República ouvir os partidos e sem querer fazer leituras, recorda um episódio antigo.

Eu viabilizei um governo minoritário do Eng.º Guterres durante três anos.

Significa que considera que há condições?

Não, não significa nada. Significa que naquela altura eu achei que havia condições, mas agora será ponderado pelos partidos e, neste caso, pelo representante da República.

Marcelo Rebelo de Sousa a pôr a atualidade em dia numa visita à exposição de Eduardo Gageiro na Cordoaria Nacional.

Até daqui a 12 dias.