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Para celebrar a União Europeia, Marcelo Rebelo de Sousa atirou aos nacionalismos e recuou na história de Portugal para lembrar.
Estas raízes mesclaram-se logo à partida com as de outros continentes, de outros universos. Por isso, não há portugueses puros. Há portugueses diversos na sua riqueza cultural.
E por isso pediu à Europa para atualizar o sistema político, para dar resposta aos valores europeus e não perder tempo.
Não percamos um segundo a hesitar, a duvidar, a autoflagelarmo-nos.
Numa fase em que as relações com os parceiros estão em ebulição, Marcelo Rebelo de Sousa diz que os líderes mundiais vão acabar por reconhecer na União Europeia um aliado.
Virão, como sempre vieram, quando perceberem que não há senhores únicos no globo, que não há poderes eternos.
Mas para Donald Trump também diz:
Preferiríamos que fôssemos sempre aliados a 100% e não com hiatos, intermitências ou estados de alma.
E avisa que não é possível voltar a controlar o mundo pela força.
Não há quem consiga hoje refazer pela força a divisão do mundo em hemisférios, como no passado, e sonhar controlar o seu hemisfério. Falhará.
O Presidente da República, que discursou logo depois do Rei Felipe VI para reconhecer que as relações com o país vizinho ficaram melhores e ouviu do Rei de Espanha um agradecimento.
Em sua língua: juntos demos um passo histórico, um passo mais na nossa longa história partilhada.
O Rei Felipe VI e Marcelo Rebelo de Sousa a assinalarem os 40 anos da adesão à União Europeia.