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Monte Redondo, a 20 km de Leiria, ainda é quase uma vila fantasma. Ao longo da Nacional 109, há muitas empresas e lojas de portas fechadas. Nas bombas de combustível, só se aceita dinheiro, não há comunicações e pouca eletricidade. Um supermercado à beira à estrada está a meia luz. Susana Marques, explique que gerador não aguentou.

É, infelizmente, o nosso gerador não suportou e agora temos ali um pequenino que dá o computador e meia dúzia de luzes.

E isso causa-lhe prejuízo aqui na sua loja?

Sim, não temos qualquer tipo de frio, não temos clientes, porque realmente as pessoas vão onde há luz e todas as outras condições.

E ainda será para durar? Susana não tem resposta. Ainda tem esperança que isto se resolva rapidamente?

A gente não vê assim grande avanços. É verdade, tem havido avanços. Mas, por exemplo, aqui nesta zona, temos tado sempre a gerador, tanto nós como as pessoas. E há muitas pessoas ainda que não têm luz.

A senhora é a responsável por esta loja?

Sim, sou.

Como é que se chama?

Fernando Coelho.

Fernando Coelho, dono de uma drogaria no centro da vila, também não tem perspetiva. Só tem eletricidade com recurso a meios alternativos.

Com baterias, com lanternas e com gerador, quando é preciso.

E nos primeiros dias, a loja foi muito procurada, com clientes em busca de tudo o que desse luz.

Vendia-se. Coisas que dessem luz, lanternas, tudo o que desse luz, vendia-se tudo. E lume, para fazer comer.

Mais sorte teve Carlos Tomaz. É responsável por um café e pastelaria. Esteve cinco dias sem eletricidade, mas agora está a trabalhar graças a um gerador montado pela freguesia para alimentar o centro escolar e, desta forma, o café, que fica logo ao lado.

É através de um gerador que alimenta ali o PT, que apanha esta fase só da escola e aqui estes lotes.

Mas este não é o primeiro gerador colocado nesta zona da vila.

Tivemos cinco dias, basicamente foram cinco dias que não tivemos luz até ser restabelecido. Um primeiro gerador aqui só para nós. Até que depois esse gerador fazia mais falta noutro sítio, então levaram-no. Foi quando reforçaram este gerador maior, provavelmente para poder dar alimentação às escolas e aqui a esta rua.

Carlos Tomaz teve apenas prejuízos de alguma matéria-prima que se perdeu e também ele não sabe quando o abastecimento de eletricidade vai voltar ao normal.

Sinceramente, não tenho informação disso. Já perguntei, mas não nos sabem dizer. Andamos aqui um bocadinho à deriva.

De resto, a folha afixada na porta da Junta de Freguesia de Monte Redondo é clara: eletricidade, não há previsão.

Penso que vai demorar ainda algum tempo, sem dúvida.

Ok, muito obrigado.