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Apesar das divergências na política interna entre PS e PSD, há consenso na externa. Luís Montenegro espera que António Costa seja nomeado presidente do Conselho Europeu, já esta quinta-feira, e deixa elogios ao antecessor.
É mesmo o melhor socialista para o exercício daquela função em concreto. É por ser português, e eu direi: não é só por ser português, é pelas suas próprias características.
Quem não concorda é o Chega, com André Ventura a apontar incoerências a Montenegro.
Para Portugal era péssimo, para a Europa toda está ótimo. Ó senhor primeiro-ministro, isso não é hipocrisia, é o sistema a funcionar há 50 anos!
Mas para o primeiro-ministro, as críticas de Ventura não são para levar a sério, porque as vontades vão mudando.
A sua vontade era estar aqui ao meu lado, a governar comigo. Pois é, senhor deputado. A imaturidade tem destas coisas.
Montenegro acusa Ventura de navegar ao sabor do vento, num debate em que a Justiça também esteve em destaque, com as críticas do líder do PS, Pedro Nuno Santos, aos processos mediáticos que surgem em momentos eleitorais.
O primeiro momento pode ser coincidência. Ao terceiro caso, nós já só dizemos que é coincidência se não tivermos respeito pela nossa própria inteligência.
Montenegro está disponível para o debate e deixa até pistas sobre alterações.
Se não houve, em determinado período de tempo, capacidade de reunir prova suficiente para o acusar, é preciso fazer como os anglo-saxónicos fazem: passa à frente.
O Bloco de Esquerda também está disposto a juntar-se ao diálogo, mas critica o governo na política de imigração, que compara ao passado.
A solução, nesse tempo, foram regularizações extraordinárias. Hoje não há Expo, mas há agricultura.
Já a Iniciativa Liberal critica a falta de mudanças na saúde e pede mais a Montenegro, enquanto o Livre desafia o chefe do governo a alargar o teste-piloto da semana dos quatro dias aos funcionários públicos. Já o PCP quer um compromisso sobre a Palestina.
Quer mesmo ser um dos últimos países a reconhecer o Estado da Palestina?
Apesar do desafio de Paulo Raimundo, a posição mantém-se do reconhecimento dos dois Estados.