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André Ventura estava na plateia, mas Passos Coelho nunca se referiu diretamente ao Chega. Ainda assim, as palavras do antigo primeiro-ministro são claras: é preciso entendimento. Não o procurar, garante, é um insulto a quem votou.
Se fizer esta escolha, daqui não leva nada, porque eu daqui não faço. Se fizer aquela escolha, comigo não fala, porque isto não é uma maneira urbana e civilizada de construirmos um destino coletivo.
Depois do não é não de Luís Montenegro, Passos Coelho deixa um aviso: os eleitores estão fartos de discurso tático.
Há muitas pessoas que se começam a maçar desse teatro, porque se trata de uma teatralização, porque não é genuína, não é autêntica, é posicional, é tática.
Só por uma vez o governo de Montenegro foi referido diretamente pelo antigo primeiro-ministro. Passos Coelho elogia a mudança do logotipo que representa o Executivo.
O novo governo começou bem, do meu ponto de vista, com uma medida que é extremamente simbólica, é muito simbólica, mas que é importante. Nós não podemos fazer conta que se pode brincar com os símbolos.
Com Ventura e Nuno Melo presentes, Passos Coelho não fugiu a várias bandeiras da direita conservadora. No ensino, critica o que diz ser um processo de sovietização.
Uma espécie de sovietização do ensino, em que queremos dirigir o ensino em favor de uma determinada perspectiva, que nem sequer é dominante na sociedade, quanto mais nas famílias.
Num discurso que passou pela família, educação e ideologia de gênero, Passos Coelho deixou ainda críticas à eutanásia e reforçou a ligação polêmica feita no passado entre imigração e insegurança. O antigo primeiro-ministro recusa o rótulo de radical e diz que é a altura de desconstruir caricaturas para que todos se possam entender