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Muito boa noite! Altura própria de convidar o nosso ilustre convidado a usar a palavra, Paulo Portas.

O rei do show de baires discursou nas Caldas da Rainha para atacar os rivais da Aliança Democrática com onomatopeias. Primeiro, o PS.

"Não viabilizo um governo da AD. Zig. Talvez viabilize um governo da AD. Zag. Retiro o que disse sobre viabilizar. Zig. Afinal, não retiro, nem mantenho o que tinha dito no dia anterior. Zag. Como pode o centro votar em Pedro Nuno Santos quando ele muda de opinião dia sim, dia sim, sobre a questão da governabilidade de Portugal?"

Depois, a mesma técnica para o Chega.

"Ameaçam fazer uma moção de rejeição contra AD. Ainda as pessoas não votaram. Ping. Depois, que suspendem a decisão de apresentar uma moção de rejeição. Pong. A seguir, logo vejo caso a caso. Ping. E agora? Não governam porque eu não deixo. Pong. Como é que alguém que se diz de direita pode votar nesta inconstância permanente?"

Paulo Portas falou durante 40 minutos, já noite dentro, ainda antes da refeição ser servida, tal como Montenegro, que foi um pouco mais curto, mas assistiu o antigo líder do CDS.

Nós somos uma candidatura que tem uma liderança que não anda aos ziguezagues, nem anda no pingue-pongue.

Montenegro continua a caçar votos nos adversários mais diretos, mas faz marcação cerrada aos eleitores que querem protestar e até partilha culpas com o PS.

Não tenho nenhum problema em assumir que também possa haver algum protesto dirigido ao PSD. Nós não fizemos sempre tudo bem, como lideramos também alguns governos, estamos no subconsciente das pessoas, corresponsáveis por muitas dessas situações que geram indignação. Eu quero, portanto, dizer a essas pessoas que eu compreendo-as e sei que elas não são extremistas, e sei que elas não são racistas, e sei que elas não são xenófobas. Eu sei.

Voltando a Paulo Portas, hoje como convidado, quis refletir sobre a tentativa de apagar a Aliança Democrática. Falou em discurso do medo e por isso quis citar o papa Francisco.

Todos, todos, todos. Foi a mensagem do papa. Não deixem transformar a democracia portuguesa em todos contra todos, cada qual contra o outro, e em vez de respeitarmos as ideias dos outros, agredirmos todos os dias os que não pensam como nós.

A fechar, o antigo vice-primeiro-ministro citou Agustina Bessa Luís para pedir uma mudança.

Portugal já não precisa de quem diga o que está errado. Portugal precisa agora de quem saiba o que está certo. Nós sabemos quem errou. Nós sabemos quem pode acertar.