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Em busca da unidade nacional e de um país com mais ambição, Seguro escolheu os Açores para celebrar o 10 de Junho e, por entre os mares e o nevoeiro do arquipélago, o Presidente da República identifica tempos difíceis.

As ansiedades que sentimos na economia, na geopolítica, na segurança das cidades, na proteção dos mais desfavorecidos, nas questões muito concretas da vida das pessoas reais, criam esse impulso de fechar fileiras, de escolher um lado, de erguer muros.

Mas encontra nas palavras a solução.

Faltam-nos cada vez mais as palavras do meio. Aquelas que não nascem entre muros, mas nos espaços abertos. São o antídoto para o vírus da polarização, que tende a substituir a argumentação, o debate e a negociação.

Seguro pede coragem ao governo.

A coragem prática de fazer escolhas difíceis sem ceder ao populismo, de defender o interesse de longo prazo, mesmo quando o ciclo eleitoral empurra para o curto prazo.

E nos Açores deixa uma exigência de igualdade aos aliados internacionais.

A garantia da segurança dos países europeus só é possível em articulação com os nossos aliados, numa relação de equilíbrio e reciprocidade, de respeito pela soberania dos Estados, assente em valores que, apesar da incerteza dos tempos, não mudam.

Já Miguel Monjardino, presidente das comemorações, alerta para uma nova era internacional.

A grande ruptura está em curso e estamos presentes, novamente, na criação de um novo ciclo histórico.

O professor e especialista em geopolítica pede pragmatismo e reconhecimento da realidade.

Este não é o tempo de alimentarmos ilusões sobre as mudanças que estão em curso e as suas consequências. Este não é o tempo de enterrarmos a cabeça na areia e negar os factos. Este é, sim, o tempo de deixarmos para trás o campo de sonhos em que temos vivido.

Avisos de Miguel Monjardino nas celebrações do 10 de Junho diz que o país deve ter uma boa relação com os aliados, mas primeiro, e acima de tudo, depende do caminho que quiser seguir