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Em Viana do Castelo, os socialistas escolheram como alvo Rui Rio, um mote que foi rapidamente seguido por António Costa.

Não somos todos iguais. O Dr. Rui Rio, quando foi perguntado sobre o que pensava da governação da austeridade, o que ele disse é que teria feito igual e pior. E honra lhe seja, tem sido coerente.

As críticas subiram de tom quando o Ministro da Educação recorreu à geografia para questionar um rio que vira cada vez mais à direita.

Este foi o rio que andou por aqui e este nem foi o meu Minho, nem foi o meu Lima, nem foi o meu Coura. E este é o rio que andou hoje por aqui. Vocês sabem de política, todos sabemos de política, depois de tantos anos de democracia. É de centro dar abracinhos à extrema-direita?

Um comício também de olhos postos no futuro, depois de explicadas as diferenças entre Costa e Rio, o presidente da Federação do PS de Viana desenhava a estratégia para a ida a votos de janeiro.

Eu não sei quem vai ganhar as próximas eleições, mas sei quem vai perder. E quem vai perder é quem achar que pode contar com este ovo no sítio onde as galinhas o guardam. Quem vai perder as eleições é quem achar que o ovo vai lá estar.

Lembremo-nos bem do ovo que aqui nos mostrou Miguel Alves. Não há vitórias antecipadas. As eleições não se ganham nas sondagens. As eleições ganham-se nas urnas e com cada voto que entra na urna.

Os social-democratas estão na mira dos socialistas, que avisam, no entanto, que nem tudo são favas contadas. O melhor é mesmo esperar pelas eleições de 30 de janeiro.