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Junta-se agora a esta edição das 19h da Rádio Observador, Rui Abreu, é o oficial de ligação aos adeptos e responsável pelo departamento de marketing do Paços de Ferreira. Boa tarde, Rui.

Olá, boa tarde, Miguel.

Como é que o Paços de Ferreira acolhe esta decisão da Liga Portuguesa de Futebol, esta autorização concedida pela Direção-Geral da Saúde e Governo para que o público volte aos estádios?

Nós estamos muito satisfeitos com esta notícia. Há largos meses que entendemos que o futebol já poderia ter recebido os seus adeptos. Como é óbvio, estamos muito satisfeitos. Ainda não é o que pretendíamos, ou seja, termos a lotação total, mas eu penso que é um bom princípio para que os adeptos possam começar a regressar ao estádio. E tenho a certeza que o futebol dará uma demonstração cabal de que tem capacidade organizativa para que não seja um fator de incremento do número de casos de Covid na sociedade portuguesa.

Na perspectiva do Paços de Ferreira, haveria condições para que este limite não estivesse fixado nos 33% e isso pudesse ir um pouquinho mais além?

Nós acreditamos que sim. Obviamente que nós ainda não tivemos a felicidade que outros clubes tiveram de poder organizar jogos com adeptos. Ainda recentemente, eu fiz um pedido à ARS que gera a nossa região, para que nos jogos de caráter particular que temos, possamos começar a fazer testes para receber os adeptos. Mas estamos convictos que a nossa organização seria perfeitamente capaz de garantir as condições de segurança e de higiene, uma lotação, pelo menos na casa dos 50%. Mas como disse, estes 33% são uma excelente notícia, são um excelente ponto de partida, até porque anteriormente falava-se em 10%, 15%. Portanto, estes 33% são já um valor bastante aceitável e um excelente ponto de partida.

E com impacto significativo nas contas do clube, que passam a poder contar com esta receita. Isto é importante para um clube como o Paços de Ferreira, o clube de metade superior da tabela classificativa do Campeonato da Primeira Liga. De resto, o Paços de Ferreira julgo que este ano vai competir na Liga Europa, não é?

Na Conference League. Sim, esta ausência dos adeptos no estádio, obviamente que trouxe inúmeros prejuízos aos clubes. O facto não só de não vendermos bilhetes, mas também de perdermos uma significativa parte da receita da nossa quotização, de lugares anuais, de pessoas que entendiam que não podendo usufruir de um jogo de futebol ao vivo, não deveriam pagar as suas quotas, o que é perfeitamente aceitável. Tudo isto representou um prejuízo enorme para os clubes. Na casa, se calhar, há clubes que estaremos a falar em prejuízos que rondam os milhões de euros. E o nosso caso é muito próximo desses valores e, portanto, isto tem um peso muito significativo naquilo que são as contas de um clube de futebol e como é óbvio, até desse ponto de vista, isto é uma excelente notícia para o futebol português.