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Temos em direto neste jornal o presidente da Liga de Bombeiros, António Nunes. Bom dia, obrigada por se juntar a nós. Partimos, de facto, e depois do anúncio de ontem do Governo, partimos com mais confiança para esta fase de maior risco de fogos florestais.

Bom dia. O dispositivo continua a desempenhar as suas tarefas e naturalmente que não tendo havido alterações legislativas que eram expectáveis e que até chegaram a ser discutidas no seio do governo atual e anterior governo, nós diremos que a capacidade de resposta pode estar reforçada em termos de meios aéreos, mas em meios terrestres e em termos de política, está muito semelhante àquilo que ocorreu no ano passado.

E quando fala em alterações legislativas, está a referir-se concretamente a quê, António Nunes?

Estou a referir-me, em concreto, à alteração que foi proposta e estava contida no programa do Governo, de uma redefinição do papel da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e da criação de um sistema de gestão e controlo dos bombeiros, principal agente que combate incêndios florestais em Portugal, que dispõe de cerca de 75% a 85% da capacidade de resposta para a globalidade dos agentes que combatem os incêndios florestais, regressando até a um dispositivo que está na lei de bases da Proteção Civil, que era a criação de inspeções distritais de bombeiros, agrupamentos de bombeiros e ao nível nacional. Portanto, havia aqui uma reforma que estava para fazer, não houve oportunidade de ser completada. Esperamos agora, porque consta do atual programa eleitoral da AD, que o próximo governo o implemente e aí sim, poderemos falar que há alterações e melhorias na gestão dos meios do que diz respeito ao principal agente de proteção civil, que está contido no agrupamento das várias instituições que combatem os incêndios florestais.

A verdade é que estamos, de facto, agora a entrar no novo ciclo político. De resto, hoje pode ser um dia importante para a indigitação do primeiro-ministro. Parte então com expectativas elevadas, nomeadamente para a área da administração interna?

Nós partimos numa expectativa muito simples, é que o governo cumpra com o seu programa eleitoral e que possa vir a ser refletido no programa de governo como foi anteriormente. Se tal ocorrer, dissemos no passado e dizemos no presente, que os bombeiros, no final de um ciclo político, estarão em melhores condições de poder prestar um serviço de qualidade às populações, uma vez que estando eles capacitados do ponto de vista da sua formação, mas com alguma debilidade no ponto de vista das instalações, dos equipamentos e da organização, se isso se vier a concretizar, como acreditamos que vai ser, nós poderemos dizer que os bombeiros estarão numa situação muito melhor. E quando os bombeiros estão melhor organizados, melhor capacitados e com melhor capacidade de resposta, naturalmente, quem beneficia é o cidadão, porque os bombeiros servem os cidadãos.