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Temos conosco Filinto Lima, que além de diretor deste agrupamento, é também presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. Filinto Lima, começo por esta greve geral. Passa pouco das 9h, é possível fazer já um balanço desta paralisação? Há mais escolas fechadas, tal como esta?

Sim, há muitas escolas fechadas ao longo do país. Há milhares de alunos neste momento sem aulas. Os recreios estão desertos, como é o caso desta escola. A greve, de facto, já era previsível. É uma greve que tem muita adesão, quer da parte dos assistentes operacionais, dos funcionários, também quer da parte dos professores. Temos, neste momento, muitos professores ao longo do país em greve, a aderir esta greve geral.

Esta é a segunda greve geral em pouco tempo. É possível traçar aqui uma comparação a nível de adesão entre esta e a última?

Ainda é um pouco cedo, mas eu penso que esta tende a ser maior do que a última. Esta tende a ser maior do que a greve geral de dezembro, motivada até pelos professores que neste momento estão a fazer greve e que não fizeram durante o mês de dezembro. Penso que poderá ser, embora as contas só se podem fazer mais no final. Mas a adesão, de facto, não digo que seja em massa, mas é uma adesão bastante grande dos nossos professores, no caso das escolas, dos nossos técnicos e também dos nossos assistentes operacionais.

E como dizia, já tem tido informação de colegas de muitas escolas fechadas.

Sim, nós já falámos com colegas de norte a sul do país e muitas escolas estão fechadas, com prejuízo, com certeza para os nossos alunos, com prejuízo também para as provas, para os testes MODA, que iam hoje ser aplicados no âmbito do português. E também estamos a aguardar que o Ministro da Educação diga se vai haver uma segunda chamada. Ele já disse que sim, que pontua a legitimidade. A pergunta é esta: em que dia que vai ser essa segunda chamada? Até porque nós temos só mais cinco dias de aulas até ao final do ano letivo e, portanto, rapidamente temos que saber qual é o dia que o ministro vai escolher ou, há a outra hipótese, poderá não escolher. Até porque estas provas, não quero tirar o mérito, têm todo o mérito, mas não contam para a avaliação final dos nossos alunos. Portanto, poderá haver aí a perspectiva.

Admitam como viável essa hipótese de cancelar a prova MODA, tendo em conta que alguns alunos estão a realizá-la neste momento, outros não a realizarão, mas mesmo assim é uma solução?

Cancelar, não, mas estes alunos que estão a realizá-la, devem realizá-la, não há nenhum problema. Agora, aqueles alunos que não realizaram em virtude da greve, provavelmente é uma opção, de facto, poderão não a realizar, até porque, como eu disse, não conta para a nota, embora é uma prova muito importante para o Ministério da Educação, na perspectiva macro, e também não deixa de ser importante para as escolas. Mas é uma opção que o ministro tem. Ele disse que ia agendar uma data. Estamos à espera que ele hoje diga alguma coisa.

Esperam uma resposta ainda hoje?

Esperamos resposta hoje. Já devia ter sido dada essa resposta, mas hoje tem que ser dada, porque estamos com cinco dias de aulas até final do ano letivo, com greves pelo meio, com feriados também pelo meio.