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Luís Sêneca, presidente da Federação de Patinagem de Portugal. Hoje tem início o Europeu de hóquei em patins, uma competição realizada em Portugal, no Porto. Começo por perguntar, será também a pergunta mais óbvia: já está tudo pronto para arrancar este Europeu?

Sim, está tudo pronto e preparado. Falta mesmo a bola rolar pela parte de Portugal. Uma organização de excelência, uma autarquia muito empenhada de Paredes, a federação também com toda a sua dinâmica habitual. Portanto, é só rolar a bola e esperar que essa bola role a nosso favor.

Esperemos que sim. Já vamos falar também dessas expectativas para Portugal, para a seleção. Mas antes disso, quais são as expectativas para Portugal enquanto país? Há a expectativa de que o hóquei em patins possa crescer depois de receber este Europeu?

O hóquei em patins tem estado em fase de ascensão. Tivemos um ano muito difícil de pandemia, como todas as modalidades, eu diria como a sociedade. Continuamos a viver essas vicissitudes, mas também continuamos a conseguir ser resilientes. Se pensarmos, este é já o quarto Campeonato da Europa que realizamos em Portugal este ano. Portugal chamou a si a organização de todos os Campeonatos da Europa: sub-17, sub-19, seniores femininos, e agora culmina com este campeonato de seniores masculinos e ainda culmina também com um torneio internacional, que quisemos homenagear a memória de Rafael Oliveira, feminino de sub-17, de promoção do hóquei em patins feminino. A resiliência leva-nos neste caminho e nesta vontade de fazer muito pelo hóquei, muito pelo desporto português e de continuarmos a crescer.

Já falou também que nos tempos de pandemia tivemos sempre algumas dificuldades, não só nas modalidades de desporto, mas um bocadinho em toda a vida social. Agora nesta altura, já no final da pandemia, que regras podemos esperar, ou que medidas podemos esperar para também evitar situações como surtos epidemiológicos?

Não, nós cumprimos todos os protocolos emanados pela Direção-Geral de Saúde. Não falhámos a nenhum. Temos a organização devidamente preparada para receber o público, o certificado de vacinação obrigatório, o teste também para algumas situações mais específicas obrigatório. Tudo foi controlado, as seleções foram controladas, as pessoas a serem acompanhadas, o público não vai poder entrar sem esse certificado. Cumprimos integralmente, sem qualquer restrição e sem qualquer oposição, aquilo que está emanado pela Direção-Geral de Saúde e estamos em permanente monitorização com a saúde local da zona de Paredes.

E isso também inclui limitações ou, neste caso, a falta de limitação no acesso ao estádio. Podem ter lotação cheia.

Não. Neste momento, pela própria legislação, não existe limitação de entradas. O que existe é o controle e o cumprimento das regras que falei.

Olhando agora então para a seleção, Portugal já tem um caminho, de certa forma, favorável dentro do hóquei em patins. Já foi campeão da Europa algumas vezes. Agora ganhamos também o último Campeonato do Mundo. Que expectativas podemos guardar para a seleção portuguesa?

A expectativa é a melhor possível. Estamos crentes que jogando em Portugal, estaremos na final para a disputar e faremos tudo para a vencer. É importante perceber que esta é uma seleção de grande dinâmica, de grande excelência. Desde 2016 que vem fazendo todas as finais. Em 2016 fomos campeões da Europa, em 2019 fomos campeões do mundo em Barcelona. Estas ganhamos, outras perdemos finais, mas isto é mesmo assim o desporto e queremos e desejamos todos que este campeonato possa ficar em Portugal e que se possa juntar ao título mundial.

E aqui o fator casa também pode ter o seu papel a desempenhar.

Sim, claramente. Jogar em casa é outra realidade. Temos o nosso público, temos a nossa família, temos os nossos amigos, temos toda a gente a torcer positivamente por nós e isso também dá-nos sempre um determinado élan. Certamente não vamos estar em todos os jogos. Vamos ter alguns momentos de dificuldade e nesses momentos de dificuldade o público joga a nosso favor.

E o que, na sua opinião, poderia ser decisivo para este Europeu, dentro da equipa?

Eu acho que é o coletivo, a equipa. Não há outra forma de olhar para uma modalidade coletiva que não a equipa. Portanto, a decisão, o peso, aquilo que me pergunta quem pode ser decisivo, é a equipa no seu todo.