Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Negócio está fechado. Quatro aeronaves norte-americanas Black Hawk vão reforçar a resposta do INEM no socorro à população. O Ministro da Defesa prometeu que estão operacionais até ao final de agosto do próximo ano. No entanto, e de acordo com uma notícia avançada pelo Expresso, estes aparelhos não servem muito por causa da volumetria. Tenho comigo Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Bom dia, Rui. Pergunto-lhe se esta aquisição não causa alguma angústia aos técnicos do INEM.
Bom dia. De facto, é um pouco estranho a escolha por este modelo, sobretudo porque não é adequado ao serviço de emergência médica, como de resto se viu durante os últimos meses em que a Força Aérea esteve a apoiar o INEM no transporte de doentes de helicóptero. O modelo actualmente ao serviço do INEM, a Starbush, é bastante mais adequado. Aliás, este modelo surge depois de uma consulta do INEM com parceiros técnicos, inclusive da própria Força Aérea. Não é por acaso que é o modelo mais utilizado por todo o mundo para o serviço de helicópteros de emergência. Portanto, estranhamos que o governo tenha optado por um modelo grande, pesado e, sobretudo, mais demorado, e que pode provocar atrasos significativos na assistência de emergência médica, a não ser que tenha para estes modelos outra missão que não emergência médica.
A esse propósito, Rui, Nuno Melo acaba de reagir a estas notícias e diz que, num relatório do INEM, não especifica bem qual, o INEM considera exactamente o contrário, e cita: "Esta é uma ótima escolha para operações de evacuação médica devido às suas capacidades excepcionais e versatilidade." Portanto, parece que o ministro tem aqui uma outra perspectiva.
De todo, e está absolutamente errado quanto a esta aeronave. Esta aeronave, pela sua dimensão, não consegue aterrar com facilidade, ou seja, precisa de muito espaço para aterrar. Muitas vezes não consegue aterrar no local das ocorrências, havendo a necessidade das vítimas e as equipas médicas se terem que deslocar de ambulância durante algumas dezenas de minutos, o que não é de todo recomendado, porque provoca atrasos na assistência de emergência médica. Mesmo alguns heliportos nos hospitais não têm condições para receber este tipo de aeronave, como de resto se verificou ao longo dos últimos meses. Portanto, esta escolha, de facto, não é a mais adequada para a emergência médica. Estes helicópteros têm outras vantagens, por exemplo, para os militares, agora para emergência médica não é adequado. Convidamos o INEM a divulgar os parceiros técnicos da própria Força Aérea aquando do lançamento do concurso das actuais quatro aeronaves que servem agora o instituto.
O ministro também não esclareceu se com o reforço destas quatro aeronaves está também associado um reforço de pilotos. E eu queria fazer-lhe precisamente essa pergunta: há recursos humanos para fazer face a esta aquisição?
Efectivamente, tanto quanto é público, neste momento não há. Aliás, as quatro aeronaves que estão agora a serviço do INEM foram colocadas operacionais com atraso significativo, sobretudo porque houve necessidade de formar pilotos. Pois bem, é importante que o senhor Ministro da Defesa também diga de que forma e onde é que vai arranjar novos pilotos para estas quatro aeronaves, uma vez que era um dos constrangimentos para quando a Força Aérea servia ou colaborava com o INEM no transporte dos doentes a transportar. Eu recordo aqui casos em que os doentes, por exemplo, em Coimbra, em Viseu, tiveram que se deslocar de ambulância, algumas dezenas de quilómetros entre o local onde o helicóptero conseguia aterrar e as unidades hospitalares, precisamente por eles não conseguirem aterrar com facilidade. Também o facto de eles precisarem de mais alguns minutos para levantar voo pode, naturalmente, e atrasa, naturalmente, a assistência e a deslocação dos equipas.
Muito obrigado, Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Um bom dia. Obrigado, Rui.
Obrigado, bom dia.