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Eu queria saber como é que reage a uma coisa que foi dita pelo Manuel Jorge Vala Matos, que é presidente da Câmara Municipal de Abrantes e que também é o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém. Ele disse que acha que as situações mais graves já passaram em termos de caudais dos rios e das bacias e acha que a situação agora vai começar a melhorar e que o pior já passou. Não sei se concorda, se tem outra opinião completamente diferente.

Vamos ser objetivos. Dos dados que são disponibilizados pela Proteção Civil, nós temos uma diminuição acentuada do caudal que está a ser ditado. Estamos a falar, neste momento, de 3 mil metros cúbicos. Ou seja, no que diz respeito às cheias, a situação está estabilizada e o caudal, nas zonas mais críticas no concelho de Santarém, de facto, está a diminuir. Mas temos outras preocupações muito graves que assistem aos vários municípios, nomeadamente de Alveirito Tejo, e acredito que no Médio Tejo também, do distrito de Santarém, que tem a ver com um conjunto de infraestruturas que estão numa situação muito crítica. No caso do concelho de Santarém, temos um problema grave no que diz respeito às nossas encostas. A malha urbana da nossa cidade está em cima de um planalto. Temos muitas encostas numa situação de risco, onde, por exemplo, já tivemos que evacuar pessoas em situação que ofereciam perigo para as mesmas. Portanto, eu diria que no caso do concelho de Santarém, no que diz respeito à globalidade, o pior não passou. Continua ainda no terreno e por isso é que estamos em prontidão e em alerta máximo, no que diz respeito à mobilização de todos os meios para salvaguardar aquilo que é o nosso foco, que é protegermos a nossa população, a nossa comunidade. Estamos preocupados. Hoje tivemos aqui a visita da senhora ministra do Ambiente para este tema em concreto das encostas, e que eu alerto que é um problema do país. Algumas delas estão numa situação bastante crítica, podem afetar a linha principal a séria, a linha do Norte, para além de toda a componente, e a mais preocupante, que neste momento não oferece qualquer perigo, porque a Câmara Municipal tomou a decisão rápida de deslocar quatro famílias. Não há esse perigo neste momento, mas para que situações não possam piorar, é preciso mobilizarmos meios de amplitude nacional para fazer uma intervenção com caráter de urgência nas situações mais críticas.