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Em relação à criminalidade dos gangs, dos grupos, assaltos a multibanco, a transportes, a praias, isso também vem provar a necessidade da videovigilância. Isso está provado em muitos países, que a colocação de câmeras de videovigilância nos grandes espaços de aglomeração de pessoas, nas praias, nos transportes, nas praças, tem efeitos dissuasores muito significativos e, portanto, por consequência, efeitos de evitação da prática de crimes. Esse é um caminho que deve ser um caminho de futuro e que o governo deve também procurar seguir com mais intensidade, julgo eu. A criminalidade jovem, das pessoas mais jovens, não levam tanto a sério os mecanismos de gravação das mensagens, acham que aquilo nunca lhes irá acontecer, o fato de um dia serem denunciadas e de serem investigadas. E, portanto, a solução tem que ser sempre, não uma dissuasão através do registo das imagens, mas uma dissuasão através da presença dos agentes da autoridade. Penso que aqui a grande tarefa que o governo tem pela frente, o governo e todas as autoridades e o Estado em geral, é de facto recuperar o efetivo do número de agentes da autoridade, que tem de existir. Por um lado, pode motivar a intervenção proativa dos agentes para garantir a segurança interna e, por outro lado, também pode motivar a intervenção proativa dos meliantes. Do ponto de vista, sobretudo, de rotas, não só do narcotráfico, como também da imigração ilegal de pessoas e de falsificação de passaportes. É por isso que a questão do SEF, a pior coisa que pode acontecer é estarmos aqui num limbo, que pelo visto é um limbo que nem sequer tem dia, porque foi adiado sine die, que é não saber o que vai acontecer. Sabemos que vai acontecer alguma coisa, ou seja, sabemos que o SEF vai ser extinto, mas não sabemos é quando.