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O plano de desconfinamento foi apresentado na semana passada e causou algumas dúvidas a alguns setores, como é o caso do setor das tatuagens e body piercing. Os profissionais deste setor ficaram um pouco na dúvida sobre quando poderiam voltar a abrir portas, não tinham uma data exata. Agora, este decreto, que foi publicado ontem à noite pelo governo, esclarece que estas lojas e estes estúdios podem reabrir já amanhã, segunda-feira. Teo Pedrada, enquanto membro da Associação Portuguesa de Profissionais de Tattoo e Body Piercing, pergunto-lhe como é que recebeu esta notícia e o que é que os seus colegas lhe fizeram chegar. Estão prontos para regressar ao trabalho, para voltarem a abrir portas?

Foi com muita alegria que recebemos a notícia. Parte dos tatuadores estava à espera que voltássemos a 15, mas parte estava à espera que voltássemos somente dia cinco. E claro que esses 15 dias aqui são cruciais, porque já estamos fechados há 60 dias, para amanhã.

No primeiro confinamento, nós falámos, eu lembro-me de falar consigo e descrevia-me profissionais deste setor com muitas dificuldades. Como é que foi agora neste segundo confinamento em que as lojas estiveram fechadas? O que é que os seus colegas lhe fizeram chegar? Mais dificuldades ainda ou, por outro lado, já estavam mais preparados e prepararam-se melhor para voltarem a fechar portas?

Não estávamos à espera dessa segunda vaga, terceira, no caso. E tenho conhecimento de muitos colegas que fecharam os estúdios porque não conseguiram suprir com as contas. Parte conseguiu se manter fechados e sempre com muita dificuldade também. Aqui nós tivemos algumas dificuldades também, graças ao governo conseguimos manter os ordenados pagos, porque temos pessoas com ordenados. Tivemos uma pequena ajuda do governo que foi crucial.

Receberam portanto apoio do governo. Como é que foram esses apoios? Como é que funcionaram?

O governo nos ajudou com praticamente quase 100% dos ordenados dos funcionários.

Com esta reabertura, espera agora uma grande afluência por parte dos clientes aos estúdios? Já têm muitas marcações?

Com o nosso estúdio, realmente tivemos o contato sempre com os clientes porque nós tínhamos já a agenda composta para esses meses e realmente os clientes souberam esperar bem e tenho conhecimento de colegas meus também que têm tido grande contato de clientes. Eu acho que o pessoal não está com medo. Estão querendo voltar à vida normal, dentro dos possíveis. No outro confinamento o que se passou o mês a seguir à abertura foi de grande afluência por parte dos nossos clientes. E também tenho conhecimento dos meus colegas que se passou o mesmo.

Espera que agora aconteça o mesmo com este novo regresso?

Penso que sim. As pessoas querem voltar à vida normal, querem se tatuar, já estão em casa há dois meses. E é muito difícil, as pessoas querem voltar ao seu ritmo diário normal, fazer tatuagem, entre outras coisas.

E as condições de segurança e todas as exigências das autoridades de saúde estão reunidas?

Com certeza, porque a nossa classe já lida com essas situações há muitos anos. Não de vírus, mas temos os cuidados todos de higiene e já fazia parte do nosso dia a dia. Muito do que o governo necessita, muito do que é necessário para voltarmos à atividade já fazia parte do nosso dia a dia, por isso foi só um pequeno ajuste ali dentro do que o governo necessita, porque nós já fazíamos praticamente os nossos atendimentos on-line. Para a nossa classe não é difícil nos adaptarmos, porque já fazia parte do nosso dia a dia.