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Portanto, do que estamos a falar hoje é de uma ativação de um nível do plano de contingência, dentro daquilo que estava previsto, em função de um aumento da necessidade de internamento de doentes com infeções respiratórias, nomeadamente com gripe e doentes idosos com comorbilidades. O serviço de urgência está a funcionar com normalidade, com as suas equipas em plenitude e com tempos de espera adequados, mas estamos com uma percentagem de doentes internados que praticamente duplicou e que naturalmente coloca necessidades acrescidas de camas para manter esses doentes internados. Numa unidade local de saúde que reconhecidamente tem um número de camas que é inferior às necessárias para servir a população imensa de 500 mil utentes que serve, teremos que prever a possibilidade de medidas adicionais para lidar com essa situação. E isso estava previsto em plano de contingência, já previa e tem sido ativado de forma significativa a contratação de camas no exterior, seja no setor social, nas Santas Casas de Misericórdia, seja no setor privado, mas também com o recurso a novas áreas ditas de contingência dentro da própria estrutura hospitalar. E daí que atingimos este fim de semana a situação mais grave do ponto de vista do número de doentes internados e foi necessário tomar a decisão, que o Conselho de Administração fez, comunicando naturalmente à direção executiva, este incremento do nível do plano de contingência e a abertura desta nova ala, que é de facto uma ala de contingência, que prevê a possibilidade de receber até 28 doentes, libertando, que é esse o nosso principal objetivo, o serviço de urgência desta pressão dos doentes que já estão internados, de forma a que as equipas se mantenham totalmente disponíveis para os doentes que todos os dias, e são muitos, afluem ao serviço de urgência.
E as consultas externas podem sofrer alterações ou os médicos são suficientes?
Neste momento, não prevemos impacto significativo sobre a atividade programada. Vamos continuar a monitorizar a evolução epidemiológica da gripe, nomeadamente, e o impacto que essa evolução tem sobre a unidade hospitalar. Obviamente, faz parte das possibilidades de intervenção que este plano sazonal prevê, a impactação na atividade programada. Neste momento, ainda não foi necessário intervir a esse nível. Se assim for, se essa situação ocorrer, claro que o faremos, garantindo naturalmente que não seja afetado nenhum utente que tenha nenhuma situação, nem grave, nem crítica.
E até quando é que o plano de contingência vai estar em vigor?
Isso dependerá da evolução normal, da afluência e do número de doentes internados. Admito que dificilmente no prazo de duas, três semanas seja possível inverter esta situação, mas vamos mantendo uma monitorização diária da situação e em qualquer momento tomaremos as decisões e as ações que se revelem necessárias.