Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Portugal ganhou. Portugal está no Mundial do próximo ano, uma vitória por 9x1 no Estádio do Dragão coloca a seleção portuguesa nesse próximo mundial que se vai disputar no México, Canadá e Estados Unidos. Pedro Henriques, vamos ao "Sem Falta" com um árbitro bósnio, como dizias, à terceira foi de vez, nunca tínhamos ganho um jogo apitado por este árbitro. Hoje conseguimo-lo e por números muito consideráveis. Começas aqui no minuto número sete, quando chega o primeiro gol de Portugal.
Sim, dois momentos de análise para este pontapé livre do Bruno Fernandes e depois o gol, até porque nós só nos focamos numa situação, pois eu gosto de rever sempre os lances e por isso também demorou tanto tempo a análise por parte do vídeo-árbitro. O que foi mais evidente quando o Bruno Fernandes bateu o livre, que o guarda-redes defende e depois há a recarga do jogador português, estava aqui à procura do Renato Veiga, estava em falta ou não, que o Renato Veiga depois faz o gol, se ele estava ou não em posição fora de jogo. E até numa primeira análise parecia que estava em fora de jogo. Depois percebe-se com o traçado das linhas que o Karen Muradyan está mais pra frente, o pé esquerdo deste jogador, número 20, é quem está a colocar Renato Veiga em jogo e, portanto, a partir daí tudo ok. A questão está noutro jogador também muito interessante, que é o Bernardo Silva. É que o Bernardo Silva está um cadinho mais à frente e está claramente em fora de jogo posicional e portanto, ao estar claramente em fora de jogo posicional e ao saltar para tentar interceptar a bola, colocava-se a questão se isto, mesmo não tocando a bola, teria ou não impacto naquilo que podia ser a ação do Henri Avagyan, o guarda-redes da equipa arménia. E depois, quando nós de forma mais atenta vamos ler a lei 11, o fora de jogo e a página 104, percebe-se que um jogador não estando em fora de jogo e ao saltar pra bola para que possa eventualmente ser penalizado, é preciso que tenha uma ação óbvia, que tenha impacto claro na capacidade do adversário, que intende ser o guarda-redes, jogar a bola. E esta palavra que foi acrescentada, que é o impacto claro, vem pôr a UEFA nesta perspectiva, e a UEFA quer isto, que é preciso mesmo que ou seja muito perto, ou que o jogador, por exemplo, não visse a bola a partir, ou a trajetória da bola, ou que a sua ação de defesa pareça ser mesmo claramente impactada por esse movimento ou salto. E o guarda-redes vê sempre a bola partir, vê sempre a trajetória da bola, realmente salta, mas não me parece que haja o tal impacto muito claro e óbvio sobre o guarda-redes. E foi por isso que este fora de jogo esteve a ser analisado com um cadinho mais tempo, não tanto pela colocação das linhas, porque essas são relativamente rápidas, mas foi na análise, sobretudo, do Bernardo Silva. Pra mim, tudo certo, tudo legal, gol legal de Portugal com estes dois momentos de análise em relação a fora de jogo.
Saltamos então para o minuto 18, o gol do empate, o surpreendente gol do empate da Arménia.
Também dois momentos pra análise. Primeiro, o Gran Granos, também é GR, mas não é Gonçalo Ramos. O Gran Granos no corredor direito, que é quem faz a ascensão pro gol, ganha a João Cancelo sem falta. João Cancelo aí vem por trás, digamos que quase que impacta, choca contra o jogador da Arménia, sem qualquer motivo para falta. E depois também a dúvida se quem marcou o gol, se o Edouard Spertsyan tinha finalizado com alguma falta sobre o Nelson Semedo. E aí também percebemos que não há qualquer infração sobre o defesa português, até porque ele se antecipa e o contato que existe é um contato físico de corpo, sem qualquer infração, sem qualquer falta atacante. E por isso, nesses dois momentos, tudo legal no gol de empate da Arménia.
Então vamos ao minuto 28, o gol de Gonçalo Ramos.
Certo. Também aqui a questão, as pessoas estão familiarizadas com isto, mas de qualquer maneira realçar, o Gonçalo Ramos está claramente em fora de jogo posicional, entre ele e a linha do adversário, só tem um adversário, tinha que ter dois, neste caso, que era o guarda-redes, mas o Arthur Se hobyan é quem faz o passe para o jogador português. E conforme também sabemos em relação à lei, é que sempre que a bola é jogada deliberadamente pro adversário, isto é, há um jogador que está em fora de jogo posicional e acaba por ficar com a bola que foi jogada deliberadamente pro seu adversário, reparem, não é o jogador adversário que passa pra ele, não é isso que está em questão, é se o jogador adversário jogou deliberadamente a bola com todas as possibilidades de jogar, não está a fazer um corte, não é um ressalto, não está a disputar a bola com ninguém, ele está sozinho, que foi o caso, e coloca a bola, sabe-se lá por quê.
Tenta no guarda-redes. Ele tenta fazer um passe ao guarda-redes, parece.
Sim, exatamente. É isso. Ele joga deliberadamente a bola e a partir do momento em que joga claramente a bola, o jogador português, o Gonçalo Ramos, acaba por ficar por ela. Como ela vem do adversário, foi jogada deliberadamente, anula essa posição de fora de jogo. Não deixa de ser curioso, isso também só deu pra ver depois na repetição, que o árbitro assistente cumpriu o protocolo, que é deixar que a bola entre na baliza e a seguir levanta a bandeirola dando fora de jogo. Portanto, o árbitro assistente percebe que o Gonçalo Ramos está em fora de jogo posicional, mas não percebe, ou não sabe, ou não consegue ver quem é que lhe passou a bola. E na cabeça dele, terá sido um jogador português a fazer o passe, o que daria fora de jogo. Mas o árbitro, automaticamente percebendo quem fez o passe, mandou baixar o árbitro assistente e depois, obviamente, também através do intercomunicador, disse-lhe: "Olha, quem passou foi o adversário, baixa a bandeirola". E portanto, tudo bem, tudo certo neste gol de Portugal, que não há fora de jogo e sobretudo, na concentração e atenção do árbitro em função da desconcentração do árbitro assistente.
45+1, o pênalti sobre Rúben Dias.
Sim, o Karen Muradyan acaba com ambas as mãos por trás, agarrar e puxar de forma muito clara, ostensiva e evidente o Rúben Dias. E portanto, este puxão teve uma consequência, foi, por um lado, fazer cair o central português e ao mesmo tempo impedir que ele fosse tentar jogar a bola. E, portanto, pontapé de pênalti bem assinalado.
Bem assinalado. Uma segunda parte sem grandes incidências ao nível da arbitragem. Destacamos aqui o minuto 70 no pênalti sobre Forbes
Três coisas para dizer. Em primeiro lugar, uma coisa que só apareceu mais à frente era se o Carlos Forbes estaria em fora de jogo ou não. A linha do fora de jogo mostra que ele está ali mesmo em linha e está em posição legal. Bem aqui as tecnologias ao serviço da arbitragem, porque antes de qualquer coisa, e este qualquer coisa entenda-se pontapé de penalty, estaríamos a analisar a sua posição legal ou ilegal. Está em jogo. Depois, o segundo momento, o penalty propriamente dito. E aqui também, bem o árbitro, sem ajuda, neste caso, do vídeo-árbitro, porque o Sergey Muradyan com o seu pé esquerdo pontapeia por trás o calcanhar direito do Carlos Forbes, derrubando. Terceiro momento, o cartão amarelo mostrado ao número dois da Arménia, o Muradyan. Por quê? Porque o Carlos Forbes está isolado. Ele ao ter a bola, ia, embora de forma lateral, mas na direção da baliza, distância curta, bola controlada, mais ninguém podia interferir, estava numa chamada clara oportunidade de golo. E o que diz a lei? Que quando há uma falta para clara oportunidade de golo, livre direto ao penalty, conforme fora da área e depois cartão vermelho. E depois vem a lei da dupla penalização, é dizer, se o jogador que sofre a falta, neste caso o Carlos Forbes, se o jogador que faz a falta, vamos dizer assim, para penalty, e só em caso de penalty, se foi na tentativa de jogar a bola, e obviamente que ele ao esticar o pé tenta jogar a bola, não consegue e derruba o adversário, sendo penalty, o cartão vermelho passa para cartão amarelo. Ou seja, o que é isto? É para não haver uma dupla penalização de um penalty e ao mesmo tempo uma expulsão, o que a equipa ficaria com menos um. E nessa lei, que no fundo é uma lei, é uma forma de ser lei da dupla penalização, há esta despenalização passando o vermelho para amarelo. Portanto, não há fora de jogo, há penalty, o cartão amarelo foi bem mostrado e por isso tudo certo, mais uma decisão correta por parte da equipa de arbitragem.
Muito bem, uma equipa de arbitragem liderada pelo bósnio Irfan Peljito. Qual é a nota que atribuis a este árbitro, Pedro?
Nota 7, porque com 9x1, também é difícil dar mais, porque o jogo tem um grau de dificuldade baixíssimo. Mas o árbitro acertou naquilo que foi importante, nos penalties, nas diversas situações de fora de jogo, com exceção daquele pequeno desacerto do árbitro assistente, na validação de todos os gols e foi tudo legal. Uma nota que eu por acaso não fiz referência e podia, a talhe de foice, é que a única coisa que eu não concordo é a infração que dá origem ao quarto gol português, porque no meu ponto de vista, aquele braço que foi penalizado, não devia ter sido penalizado. Mas isso é um pormenor num jogo 9x1 e por isso eu não iria nunca baixar a nota por essa circunstância. Se fosse um jogo 0x0 a 1x0, teria outro impacto. Aqui, tudo legal, tudo certo. O árbitro fez uma boa arbitragem num jogo de baixo grau de dificuldade, sobretudo com este relevo para os penalties e para os gols em si e para as situações de fora de jogo, que com árbitro consistente ou sem assistente e o árbitro a corrigir, digamos que no produto final, foi tudo certo. Nota 7.
Está feito mais um "Sem Falta" com o Pedro Henriques, o audioárbitro aqui da Rádio Observador. Pedro, muito obrigado. Voltamos a encontrar-nos numa próxima emissão especial de desporto.