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Começa agora o Três Toques, que também pode acompanhar em direto no YouTube, Facebook e no site do Observador. Já sabe. Ora começo eu. Porquê? Porque temos todo um fim de semana extenso, carregado de acontecimentos, que não podemos deixar passar em claro.

Este foi grande.

Foi enorme. Estive a ver tudo. Os nossos ouvintes que hoje estão a regressar ao trabalho têm de saber tudo o que se passou. Júlio, vamos então às notícias dos últimos três dias.

Ora vamos.

Mais fresco, não há.

Mais fresco não há e ninguém sabe ainda como é que ficaram os jogos da Primeira Divisão. Faltam quatro jornadas para acabar o campeonato. O Benfica está com quatro pontos de avanço sobre o Porto e seis sobre o Braga. O Benfica ganhou ao Gil Vicente. Não sei se já sabiam vocês.

Já sabíamos e já nos tínhamos esquecido.

Já se tinham esquecido. O Porto também ganhou ao Boavista 1 a 0 e o Braga já tinha ganho na sexta-feira, esta é que é mesmo fresquinha, 4 a 1 ao Portimonense. Ora bem, estão os três parados. Sabem que no próximo sábado há um Braga-Benfica. Não, minto. Benfica-Braga.

Ah, é?

É verdade.

Sábado.

No sábado.

Vê se não me esqueço de marcar aqui na agenda.

Marca na agenda, Paulo, que vais ter.

Depois é o Sporting, não é? O Benfica joga com o Sporting.

Depois vai o Sporting. Mas agora vamos uma vez, de uma jornada cada vez. É melhor irmos, senão perdemos aqui o fio à meada.

Claro.

E não vamos lá. E vamos começar a ter palpites a partir do próximo. São quatro jornadas, campeonato de palpites a partir de agora. A partir de agora, lanço isto a vocês. Não aos palpites. Há uma semana para pensar.

Sim, vamos começar a pensar, a ver as estatísticas.

É verdade. Lá em baixo ainda continua tudo embrulhado. Há uma novidade deste fim de semana: a União de Leiria regressou aos campeonatos profissionais. Esteve 11 anos nos campeonatos distritais, nos amadores.

Que pena, com um estádio tão bom.

Com um estádio bom. E sabem o que é curioso? É que a nova administração da União de Leiria este ano conseguiu uma coisa. Leiria nunca foi uma cidade muito adepta do futebol. E, portanto, também tinha muito a ver com isso. Havia poucas pessoas nos estádios. A nova administração do clube este ano fez do estádio e do futebol uma experiência para as pessoas. E então a União de Leiria tinha mais gente a ver os jogos do que muitos jogos da Primeira Divisão. E agora subiu aos profissionais, à Segunda Liga. Chega até 15 e 20 mil pessoas a ver jogos da União de Leiria no estádio. Tudo porque criaram, havemos de falar aqui com alguém, para perceber que envolvência criaram à volta do futebol para isto acontecer. Quem também podia ter subido já aos campeonatos profissionais deste fim de semana era o Belenenses. O Belenenses Clube, não o Belenenses SAD, que está na primeira. O Belenenses Clube, o tradicional, que também desceu às distritais, também bastava-lhe empatar, perdeu, ainda está a um empate de subir. Vamos acompanhar aqui estas subidas e descidas. De resto, é o que as pessoas todas sabem. O Sérgio Peres ganhou na Fórmula 1, Miguel Oliveira foi outra vez na primeira volta da corrida ao Algarve e teve que desistir no Grande Prémio de Motos GP. E pronto, foi assim um fim de semana.

Foi um fim de semana estonteante.

Estonteante. Nós não nos havíamos virar. Já agora, deixem-me dizer, no Brasileirão, que é o Portuguêsão, o Botafogo, Luís Castro, está à frente do campeonato. Três jogos, três vitórias e ganhou ao Flamengo, no Maracanã, este fim de semana. Três a dois. Luís Castro. Temos que falar com ele um dia destes.

Temos.

Temos, sim, senhor. Enquanto isso, eu ando aqui há cerca de um mês a ver dois campeonatos do mundo que terminam este fim de semana ou que terminaram este fim de semana.

Não faz a coisa por menos.

Claro, eu não quis dizer nada nestes tempos, durante este mês, para agora vos dar boas notícias de finais que duram, mas chegam a um ponto e acabam. Júlio, eu já te passei todos os detalhes sobre estas modalidades que não estão ao alcance de qualquer um. O xadrez e o bilhar, que eu acompanho desde que me conheço. É verdade, vocês nem querem saber. Pois é, mas é que não é fácil. O xadrez e bilhar são duas modalidades.

Ao mesmo tempo, ainda por cima.

Convém não confundir as duas modalidades. Não confundir. Pois olha, é só para vos dizer rapidamente. Isto depois vamos falar com mais tempo, que isto merece. O Le Quang Liêm é um chinês que ontem, ao fim de um mês e uma semana de final, a final durou um mês e uma semana, ganhou o Campeonato do Mundo de Xadrez. A um russo, que é o Nepomniachtchi, chama-se assim, se não for assim, é parecido. E o que é que acontece? Este chinês, 30 anos, o jogo esteve sempre empatado, durou um mês e uma semana, a final. Eles fazem uma jogada e vão às compras, o outro fica a pensar não sei quanto tempo. Ganhou ontem numa jogada arrojadíssima, no desempate, na negra mesmo, quando tudo parecia que estava empatado outra vez, que ia acabar empatado. Ele em dois minutos teve uma jogada que toda a gente ficou espantada e ganhou este Campeonato do Mundo. E sucedeu ao Magnus Carlsen, que desde 2013 que era o campeão do mundo. Aliás, já se contou aqui a história dele, já se falou dele aqui, e que já não joga porque desmotivou-se. Ganhava os Campeonatos do Mundo desde 2013 e achou que já não tinha mais nada.

Não tinha ninguém à altura. Deixava ele.

Não tinha. E, portanto, agora, pela primeira vez, um chinês. Devo-vos dizer que na China, só depois de 76, só depois da morte de Mao Tsé-Tung é que voltou a haver xadrez. O xadrez era proibido até lá. Havemos de falar disto. Entretanto, no bilhar, ganhou um belga, o Brecel. É a primeira vez que ganha um Campeonato do Mundo de bilhar um atleta que não fala inglês.

É curioso isso.

Vamos falar disso.

Não sabias, Paulo?

Não, não sabia.

Estava tão concentrado nestes jogos que não fui para trás. Nem os ouviu.

Eles por regra não falam muito no bilhar.

Isto também é verdade.

Depois temos que ter aqui alguém a explicar, não só este xadrez, como o bilhar que eu fui vendo ali. Aquilo não é fácil. A final não é fácil Acompanhar o jogo, porque eles batem a branca, depois a preta, depois voltam a meter outra, e depois demoram muito tempo.

É que afinal estás todo baralhado.

É, aquilo baralha um bocado, para quem não estiver. Temos alguém que nos explique depois, porque a final demorou muito tempo.

Como a pessoa até se esquece do início.

São jogos que exigem uma grande concentração e uma grande agilidade mental, sobretudo.

E por isso foi o Paulo que tomou conta disto. Mas eu também vos vou surpreender, porque eu este fim de semana passei-o todo a fazer o quê? A acompanhar a final do campeonato da Albânia. Até só para vos dizer até onde é que eu consigo ir.

Albânia?

Albânia. Avança lá, Júlio.

Nem sabia que havia campeonato na Albânia.

Também não sabes tu.

Temos pouco tempo, Juca. Vamos lá.

Temos. Olha, na Albânia há um jogador português que ganhou a taça e quando marcou um golo no campeonato festejou à Ronaldo. E agora ganhou a taça e os adeptos, vejam lá. Ele é o Vítor Freitas, é mais conhecido pelo Barata. Os portugueses espalham-se como baratas pelos campeonatos internacionais. E então ganhou e festejou como o Ronaldo. Vou vos passar só aqui um som, para verem os adeptos na Albânia a gritarem o nome dele.

Vamos lá ouvir, então.

É só isso. Temos que falar com ele.

Barata! Barata.

Pronto, como vocês veem, até na Albânia. Temos que falar com o Barata. Para saber como é que se vive na Albânia, como é que se joga na Albânia. Vejam lá, nem imaginam. A Carla descobre cada coisa.

Realmente.

Um jogador na Albânia.

Fiz aí três dias para isto, mas cá vai.

Todo nisto. Para amanhã, Notas de Autor só para ver. Não tenho nada. É feriado. Vamos ver se amanhã arranjamos aqui alguma coisa.

Está bem, combinado.

Há sempre notícias fresquinhas.

Sempre para acompanhar. Júlia Mangalães e o Três Toques da Rádio Observador e também em podcast.