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Arranca agora o Três Toques das manhãs 360, que também pode acompanhar em direto no YouTube e Facebook d'O Observador. E começo eu, porque quero falar.

Está reposta a normalidade.

Finalmente. Já há algum tempo que não pegava na bola. Mas só porque quero falar de quem já toda a gente falou e nós ainda não. E não deixo passar isto, porque gosto que vocês andem bem informados. Carlos Alcaraz. Sim, espanhol, ganhou o US Open de Tênis e tornou-se no mais novo número um da história do ranking tênis. O que querem saber mais? Avança, Júlio.

Queremos saber tudo. Vamos lá. Vocês sabem que sempre que algum desportista consegue uma vitória extraordinária, aparece sempre alguém que diz: "Eu já sabia que ele ia ser uma estrela desde pequenino, eu já tinha visto". Pois o Carlos Alcaraz é de Múrcia, Espanha, muito jovem, foi pra academia de um ex-conhecido tenista, Juan Carlos Ferrero, que quando recebeu, viu nele um rapaz magrinho, sem músculos, parecia um palito. Mas diz: "Vi logo que era diferente dos outros".

Era um palito diferente.

Era um palito. Pois bem, o Alcaraz começou então em torneios secundários. O último que ganhou, sabem onde foi? Foi aqui mesmo em Portugal, no Estádio Nacional, em maio do ano passado. Ele ganhou esse torneio aqui e entrou pro top 100. Agora é o número um. Com 19 anos, quatro meses e sete dias, é o mais novo número um de sempre. O que é que ele tem em comum convosco, com a Carla e com a Maria João? Deita-se todos os dias às 10 da noite.

Mas nós é muito mais cedo.

Não, pois. Ora, vocês também. Eu já sabia há muito que vocês iam ser umas dorminhas. Deitarem-se às 22:00. O segredo era dormir às 22:00.

É deitar cedo e cedo erguer, já se dizia. Ele acorda às 4:00 também. Aí é que está o segredo.

Tem que ir treinar cedinho. Não, acordar até às tantas.

Mas o João acha que, só ela é que traz aqui assuntos.

Por isso é o pau, é que estamos aqui subjugados a duas mulheres. Cada um paga o que tem, a vida que tem. Sim, mas tu ainda tiras uma semana sim, semana não.

Tens folga. Pois é, mas eu quero continuar a falar de campeões, por isso é que sou eu que ia falar sobre isto. Não sei se sabem, sou campeã dos palpites, mas há outro campeão mundial que ganhou esse estatuto muito mais cedo, mas noutra modalidade, não no tênis. Eu pergunto se já alguma vez falámos aqui de xadrez. Não, claro que não.

Só me lembro quando falamos de justiça nos noticiários.

Pois bem, desta vez andava eu a ler sobre a Rainha de Inglaterra e não é que me vai parar aos olhos esta incrível história que mete rainhas, reis e afins, precisamente o xadrez. E por que isso é incrível? Porque descobri que também no xadrez é possível fazer batota. E mais não digo, porque agora é pra Júlio. Já brilhaste o suficiente. Passa a bola.

É verdade. Uma história incrível esta da Carla, que descobriste. Vamos por partes. Magnus Carlsen é norueguês, tornou-se o número um do mundo da modalidade, este ainda mais novo. Se vocês fizerem contas. Este, quando foi número um da modalidade, o Alcaraz foi com 19 anos, quatro meses e sete dias. Este foi com 19 anos e 32 dias.

Muito mais precoce. Muito mais.

Ou seja, muito mais. Este deve se deitar às 21:00. Ou seja, 21:00, um mês e dois dias. Foi o mais novo de sempre no xadrez e foi campeão mundial em 2010, foi a primeira vez que foi campeão, tinha nessa altura esta idade. Ora, até hoje é campeão mundial de xadrez clássico desde 2013, ou seja, é campeão mundial de xadrez rápido em 2014, 2015, 2019, campeão mundial em xadrez blitz em 2009, 2014, 2017, 2018, 2019. Agora perguntem o que é o xadrez rápido e o xadrez blitz.

O que é o xadrez rápido e o xadrez blitz? Sim, o que é, Júlio?

Não sei. O xadrez rápido, deduzo que seja, fazem vários jogos, mas não sei quanto tempo demora. Agora, o blitz é que eu nunca tinha nem ouvido falar. Vamos ter que investigar e ligar pra alguém pra perceber o que é o blitz. Vai haver ouvintes nos carros que sabem, de certeza, mas depois dir-nos-ão. Ora, nos Estados Unidos, tornou-se também no primeiro xadrezista número um do mundo a abandonar um jogo. Já não perdia há 51 jogos seguidos. E por quê? Ora, este é que é o enigma. Este norueguês é fã de José Mourinho e depois de abandonar um jogo a meio num torneio rápido que estava a fazer perante um jogador norte-americano, citou o treinador português e disse: "Não vou falar se não posso ser prejudicado". Ora, isto tem tido uma repercussão imensa nos Estados Unidos. Por cá, só nós é que estamos a falar disso. Foi a Carla que levantou aqui esta notícia que está a atravessar o mundo. As más línguas, mas mesmo as más línguas, dizem que o jogador norueguês viu que o seu adversário estava a fazer batota. Estava a jogar exatamente como joga um computador. E como? Teria algum aparelho introduzido que lhe dava informações de como devia fazer todas as jogadas. Carlsen percebeu, abandonou o jogo. Sabem que em alguns torneios de xadrez passa-se aqueles scanners pelo corpo para perceberem se os jogadores têm aparelhos eletrônicos escondidos ou não. E, portanto, já estou como a Carla: "E mais não digo". Olha, são vocês e eu também. Quem diria, no xadrez? Estejam lá. É impressionante. E mais não digo sobre esse assunto também.

É melhor ficar por aqui.

Como é que estamos de tempo? Já quase não há tempo aqui para o meu caso, para o meu tema, mas não me deixes ficar, basicamente.

Depende de quanto é que tu queres falar.

Calma, Carla. E Carla, por falar em batota, precisava que investigasses. Adivinham por quê? A campeã de palpites é uma grande detetive. Eu tenho aqui um caso que gostava de falar e que vejam só o meu alcance, o meu radar: na imprensa do Equador.

Sim, essa estás a ouvir muito, sim, Paulo.

Isto não é para todos, obviamente. Júlio, prefiro contar o que te contei para não pensarem que estou muito mais à frente e já agora aproveitei as férias da Carla para lhe tirar o lugar, basicamente nas questões, na especialidade de Catar.

Batota. Isso é batota.

Vais falar com o Fernando Santos, não sei se ele vai permitir isso. Exatamente. É uma mudança radical no plantel. É verdade.

Para falar com o nosso seleccionador.

Com o míster. É mesmo sobre o Catar e aqui está uma tal chatice que ainda vamos ser chamados a resolver, como resolvemos aqui há dias o caso do Ronaldo, lembram-se? E aquele da Alemanha.

Sim, da pizza.

Da pizza, é verdade, com a FIFA também fomos nós que resolvemos esse.

Nós resolvemos muita coisa.

Muita coisa. E agora temos de resolver este. O que é que acontece? O Equador está apurado para o Mundial do Catar, mas posso vos dizer com quase toda a certeza que não vai. E por quê? Tudo concentrado amanhã em Zurique, na reunião da FIFA, porque o Daily Mail fez uma investigação exaustiva e descobriu que um jogador, um Byron Castillo, do Equador, nasceu na Colômbia e falsificou, ou alguém por ele falsificou os seus documentos e joga como equatoriano. Já jogou oito vezes na qualificação e agora foi denunciado o caso. Há provas de falsificação e nomeadamente uma gravação de uma investigação no Equador em que o jogador conta toda a sua história. Não era mais fácil terem naturalizado o rapaz? O rapaz, pois era. E o que é que acontece? A FIFA vai decidir amanhã e como devem calcular, isto depois há muitos interesses. Apesar de haver muitas evidências de falsificação, há muitos interesses. Por quê? Se o Equador não for, está o Chile na calha para ir. Mas dizem que a Itália também. A Itália também? Sim, não sei. Tem a ver com os rankings. Isto vai ficar tudo umas invencões de águas de bacalhau, não é? Vai ser um grande problema, porque o Chile diz que tem direito a ir se o Equador não for, a Itália também. E vamos ver ainda se é decidido que o Equador não vai ou não e como é que fica esta questão deste jogador.

Vamos ter de resolver isto.

Amanhã temos que nos centrar em Zurique.

É um assunto sério, isto.

Esta noite é um assunto sério. Temos que nos pôr em campo. Temos que nos pôr em campo, exatamente, para resolver este assunto.

Tu e o Paulo.

Pronto, malta da atual, como devem calcular hoje.

Tens bocadinho a dizer sobre o que aconteceu ontem, não?

Decidi falar do ténis, dos equatorianos.

Fizeste bem. Começaste a falar de batota, não sei o que ias dizer para ali.

Ir para longe, exatamente.

Não correu bem ao Porto.

Não, mas houve alguma coisa ontem à noite. Aconteceu alguma coisa. Eu estava tão embrulhado aqui nestes temas.

Aconteceram quatro coisas, Júlio.

Ah, sim? Eu estive tão embrulhado aqui nisto que nem dei conta.

Não deste por nada.

Amanhã lembrem-me. Não, a sério, o Sporting fez um grande jogo ontem.

Fez, 4-0.

O Porto também, 4-0, não há nada a dizer. E lembrem-me para falar. Há coisas, Júlio. Por falar em casos que nós vamos resolver.

Então e a nova rubrica?

Estou a pensar. Está. Pode sair de presa, Amanhã, João.

Era ontem, não havia tempo.

Estávamos a preparar estas coisas.

O Júlio está em baixo, por causa dos quatro erros não lhe podemos pedir muito ao Júlio hoje.

Hoje não podem ser muito exigentes. Só para vos dizer que o caso Griezmann está a ser resolvido entre o Barcelona e o Atlético de Madrid. Estão a ver? Mais uma coisa que ontem falámos aqui e eles estão a resolver.

Pois é.

Exatamente.

Temos um poder impressionante.

É incrível isto.

Sendo assim, está feito.

Estou impressionado.

Estás melhor, Júlio.

Muito obrigado.

Vai-te despachando, vai para dentro.

Depois põe quatro toques. Vou para o gelo.

Vou para o gelo, é muito bom. Foi mais um "Três Toques" da Rádio Observador. Amanhã há mais, já sabe que é sempre no fim do Jornal das 8.