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Arranca agora o Três Toques, sempre com o Júlio Magalhães, também direto no YouTube, Facebook e site do Observador. Hoje começo eu, porque é um dia importante do desporto mundial e coisas importantes, vocês já sabem, são comigo.

Vale é que é sexta-feira.

Esta sexta-feira marca o adeus de Roger Federer. Dizer só assim parece fácil, mas Júlio, o torneio chama-se Laver Cup. A Carla e o Paulo devem estar a perguntar do que se trata, mas eu não quero que fiquem com a ideia de que eu sei tudo, que sou a maior. Avança tu, Júlio. Depois ligas o micro.

Posso?

Podes.

Muito bem. Hoje é um dia, de facto, importante. Rod Laver era o ídolo do Roger Federer quando era mais novo. Em 2017, Federer decidiu criar esta nova prova, que é uma cópia, não sei se já viram, mas tenho certeza que sim, da Ryder Cup em golfe.

Claro.

Que junta jogadores de vários continentes.

Todos os dias vejo um bocadinho.

Mas vale a pena. Vocês andam a perder tempo com outras coisas. Isto junta dois continentes, a Europa com o resto do mundo. Portanto, o Federer transportou esta prova, o Ryder, que é a mais tradicional de todas do golfe, para o ténis e por isso cumpre dois objetivos: vai terminar a sua carreira num torneio organizado por ele e criado por ele, ao lado do seu grande rival de sempre, que é o Rafael Nadal. Isso vocês vão ver.

Isso é muito bonito.

É lindo, por acaso. Foram 20 anos de carreira.

Vocês estão a ser irónicos?

Não, é lindo. O maior adversário.

É muito lindo. Como se costuma dizer, é muito lindo.

Lindo.

Não fora por isso.

É uma história muito linda.

É muito linda. Exato. Foram 20 anos de carreira, 1526 jogos de ténis em singulares e 233 em pares, 20 títulos no Grand Slam. Só foi ultrapassado pelo Nadal e pelo Djokovic, mas o recorde de mais finais consecutivas ainda é dele. Dez finais consecutivas. Esteve 310 semanas no número um do ranking. Foi ultrapassado também por Djokovic, mas é aquele que mais semanas consecutivas esteve no top mundial: 237 semanas. Ganhou mais de 130 milhões de dólares só em competições, mas agregaria muito mais em patrocínios.

Ontem falámos disso.

Em 2020 ganhou 106 milhões. Este ano, mesmo sem jogar, deve repetir o mesmo número. Tem uma fundação onde já investiu 50 milhões de dólares com grande influência no ensino em países africanos. Foi e é um cidadão exemplar e por isso há quem diga que foi o maior desportista ou é o maior desportista de sempre. Não é por acaso que há bilhetes hoje a serem vendidos a 50 mil dólares para verem a despedida de Roger Federer.

Potei-me para ir, mas tinha compromissos.

Não, é que temos avião ao meio-dia e lugar marcado no camarote dele. Temos é que ligar a dizer que não podemos ir.

Temos aquele almoço.

Tínhamos coisas marcadas.

É chato, vamos ter que ligar, dizer que não podemos ir. Temos muito a fazer. Só para terminar, tinha em miúdo posters no quarto do Shaquille O'Neal, do Michael Jordan e da Pamela Anderson.

Tu?

Não o Roger Federer.

De quem?

Da Pamela Anderson.

Não estou a ver.

Dos outros ouviste a Pamela Anderson.

O Paulo tem toda a cara. Também tinha.

Shaquille O'Neal e Michael Jordan, sim. Não conheço a Pamela Anderson. Eles jogavam em que modalidade?

Era golfe também. Era força de querer que a Paula gostasse. Enfim, eu acompanho o futebol alemão, dei um prejisto e dei conta que as coisas não estão a correr bem num clube onde, por norma, corre sempre tudo bem, que é, imaginem, o Bayern de Munique, e vá-se lá saber porquê, tem tudo a ver com roupas. O Paulo e o João não devem estar a perceber bem isto.

Zero.

Como é costume, de resto. Isto só Pamela Anderson é que vos diz alguma coisa. Júlio, eu já te enviei umas informações, importas-te de explicar aqui ao João e ao Paulo?

Não me importo nada.

Se eles estiverem concentrados.

O Paulo ainda está no Google a pesquisar Pamela Anderson golfe.

No Bayern, duas informações rápidas.

Experimenta badminton.

Não vamos prolongar esta conversa, que são 08h15, há crianças no banco de trás a caminho da escola.

Pois é.

Vamos lá falar de roupas do Bayern.

Muito rapidamente. Um adepto do Bayern, profissional brasileiro, especialista em segurança informática, entrou e invadiu o site do clube e detetou falhas que iam comprometer milhares de utilizadores daquela plataforma. O que ele fez? Por ser adepto do clube, foi avisar a direção. Conseguiu uma reunião com a direção e dizer: "Vocês tenham cuidado, porque eu entro aqui e qualquer pessoa entra". A direção ficou preocupada, ficou-lhe agradecida e deu-lhe uma camisola assinada pelo ídolo dele, que é o Thomas Müller. Este o adepto. O problema é o treinador, neste momento, do Bayern, que é o Nagelsmann. O que acontece? As coisas não estão a correr bem, o Bayern anda a perder jogos. E o Bayern está sempre a ganhar, ganha o campeonato com facilidade. A verdade é que agora já vai em quarto lugar, já perdeu neste início de época, aquilo tem corrido mal. Mas o treinador, ao que dizem, é muito vaidoso. E então vai para o banco e faz passagem de modelos. Nos jogos, leva sempre roupas, são roupas na mesma, de patrocinadores do clube, mas feitas só para ele, mais justas, outras coisas. Mas mesmo roupas exclusivas.

Já sabemos o que isso é.

Diz que na primeira parte vai com um estilo, no intervalo, no jogo. Conclusão: os adeptos andam a ficar nervosos com isto. Porque a direção diz que isto não é um espetáculo, futebol destes, de fashion, passagem de modelos.

Tem de deixar isto para as galas.

Ou ganha ou acaba-se a brincadeira. Ou vai desfilar para outro lado.

Exatamente.

Esse é que é o problema. Isto é assim, se ele estivesse a ganhar Não havia problema nenhum. Era o treinador mais bem vestido do campeonato, tem pinta. A perder, isso é como tudo. Como dizem os brasileiros: "Pão de pobre cai sempre com a manteiga virada para baixo".

É mesmo isso. E eu aproveito para dar aqui conta de um acidente.

É verdade.

Os brasileiros dizem consultório. E tu tens . Tu és tão bom a dizer lá em brasileiro.

Consultório do norte.

Bom, Paulo.

É melhor não traduzir isso para o dialeto do norte, não é?

É melhor não.

Há crianças no meio.

Há crianças no meio .

Bom, deixem-me dar conta aqui de um acidente inusitado que aconteceu ontem aqui em Lisboa. Olha, daqueles que se fosse na praia, requeria a intervenção da equipa das Marés Vivas. E aproveito porque acho importante que este Três Toques também tenha um lado pedagógico, sobre o respeito pelas bicicletas. Há cada vez mais gente, de facto, a andar de bicicleta, a utilizar bicicletas nas nossas cidades. Carla, o assunto é sério.

A Carla está em lágrimas, para quem não está a ver.

Eu, por exemplo, faço vários quilómetros por dia de carro.

Mas passas por muitas bicicletas.

Este acidente tem contornos curiosos. Contornos, cá está a palavra. Podes contar aqui à Carla e ao João, que embora eles de bicicleta, tenho a certeza que não andam. Nem sei se sabem andar, mas enfim.

Eu ando no ginásio, está paradinha.

Conta lá os contornos desta coisa.

Carla, já podes pôr aí que o vencedor do Paulo é o treinador.

Ainda temos a acelerar, são 08h19. Acelera.

Temos que acelerar. Caramba, já não temos tempo então para o resto.

Meta aí a quinta na bicicleta.

Bom, o que é que aconteceu ontem? Um acidente de bicicleta na Avenida Liberdade, aqui em Lisboa, no centro. Um ciclista ia por ali abaixo e houve um estrangeiro que não respeitou um stop e o ciclista bateu no carro, passou por cima do capô.

Ontem que foi Dia Europeu sem Carro.

E ontem, que era o Dia Europeu sem Carros. O que é mais inusitado nesta história, que vocês não vão acreditar? Quem era o ciclista?

Quem era?

Não sabem.

Eu li nas notícias.

Era o director da Volta a Portugal em bicicleta e que foi um grande ciclista, que é o Joaquim Gomes.

O grande Joaquim Gomes.

O grande Joaquim Gomes.

Mas ficou bem?

É um problema sério.

É um problema muito sério.

Mas ele está bem?

Está bem. Eu queria vos falar agora aqui do Vitória de Guimarães. Já não temos tempo, já estamos muito tarde.

Sim, vá. Um minuto chega?

Do Vitória só.

Posso começar?

Podes. É só para dizer que ontem os nossos ouvintes, depois de falarmos do hino do Guimarães, mandaram-nos e-mails, gostam imenso de nos ouvir. E este António Magalhães mandou dizer que este é que é o verdadeiro hino do Guimarães, o original.

Faz mais sentido, não faz?

Um hino que faz mais sentido, o outro é uma adaptação e este é que é o verdadeiro hino.

Era uma adaptação bem engraçada.

Ninguém diria.

O original é a música.

Os Rod Stewart já é velhote, mas não tem 100 anos, era impossível ter sido ele ontem.

Também chamou a atenção que ontem foi a Gala dos Conquistadores, em Guimarães. Não são só vocês que fazem galas, está tudo a copiar-nos. Eu já apresentei uma gala do Guimarães, por acaso.

Foi aí que tomaste o gosto.

Foi. E o outro, o Francisco Pereira, também um adepto e também ouvinte. Houve um deles que diz que acorda todos os dias com uma telha monumental e que o nosso programa faz vivê-lo para o dia. Também falado pela Melandes. E outro, que foi o Fernando Pereira, que disse que há adeptos de outros clubes em Guimarães. Eu tinha dito: "Não há casas". E não, até eles dizem: "Não há casas, nem vai haver tão cedo", para já para avisarem. Não há casas de Benfica e Sporting, mas há adeptos, e esses adeptos são chamados os Vitorinos. Ou seja, os de Guimarães são os Vitorianos, os adeptos que não são do Vitória são os Vitorinos.

Não são adeptos a sério.

Não são adeptos a sério. E ontem foi a Gala do Guimarães.

E aqui estamos nós a celebrar, do Vitória Sport Clube.

Nós estamos a celebrar 100 anos e bom fim de semana.

Juli Magalhães e o Três Toques da Rádio Observador, é sempre no fim do Jornal das 8.