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E para fechar em grande, com muita humildade, pego eu na bola, porque quero falar aqui de algo inovador no futebol.

Humildade, João Miguel Santos.

Viste esta pausa dramática? Porque passaste a semana toda a começar tu os três toques. Júlio, tens que ligar o microfone. Aí está.

Está ligado. Não estava era a Paula.

Vamos lá, agora a sério. Vamos avançar. Vamos falar de algo inovador no futebol. Também é preciso termos aqui um momento "high tech", ou seja, inovação. Eu gosto de inovar. Ontem vi que vamos ter cascóis tecnológicos no futebol. Júlio, explica lá isso.

Muito bem, o que é que acontece? O Manchester City vai lançar agora uns cascóis. Vocês conhecem e já viram jogadores de futebol, com certeza, com uns coletes, uns bodies pretos debaixo das camisolas. Quando tiram a camisola para festejar um golo ou quando no fim acabam o jogo, tiram a camisola, vê-se aqueles bodies pretos. Não são os jogadores de futebol, são vários. Aquilo são coletes que dão informação sobre quantos quilómetros correu, o batimento cardíaco do jogador, enfim, vão monitorizando os jogadores através daqueles coletes. Eles chegam ao fim do jogo, sabem o rendimento que o jogador teve.

Para a semana não jogas.

Exatamente. Correste muito, mas correste mal. Agora o Manchester City vai lançar os cascóis para os adeptos de igual forma. Os especialistas juntaram 10 adeptos do Manchester City. Vocês aqui ficam a saber estas coisas, que é importante. Os nossos ouvintes também ficam a saber estas coisas, que é importante. Muitos vão ao futebol. Juntaram 10 adeptos de futebol, põem-nos a ver vídeos e jogos do Manchester City. Puseram-nos. E agora esses cascóis vão dar também aos adeptos a possibilidade de perceberem o batimento cardíaco, quanto é que sofrem durante um jogo, em que momento de jogo sofrem mais.

Se calhar é melhor não saber.

Com que lance sofrem mais, se é na defesa, se é no ataque, etc. E vai haver ali uma monitorização também dos adeptos por parte do adepto, não é? Por parte do estado. O clube também vai aproveitar isso, porque quer saber a verdadeira relação que há, a importância que tem o futebol na vida de um adepto.

Quando é que se vibra mais durante o jogo.

E se vibra tanto, por que tem assim tanta importância?

Isso é incrível.

Incríveis.

Incrível. Vamos ter também os orientados, Malta, os cantos.

Os adeptos, os cantos.

Os cantos, sente-se asma ao estádio, vamos apostar nos cantos.

Não, pois vai haver uns que aos cantos que os entusiasmam, outros é aos penáltis, outros é aos gols sofridos na própria baliza. Era só para vos dar conta desta inovação do Manchester City, é um clube que está muito à frente. Daqui em diante, nada será como dantes.

Vamos ter o "fan-oriented soccer".

Exato. Vamos lá.

Mas, João Miguel, não penses que és só tu o homem da inovação, porque eu também trago aqui uma novidade. Acho que nunca falámos de xadrez. Pois não, Júlio?

Não, eu não me lembro.

Então é hoje.

Também se ouve aí os batimentos cardíacos, os jogos de xadrez, há muita tensão.

Sim, muita tensão. Gosto de novidades, quero falar de xadrez. Júlio, avança, por favor.

Já ouviste falar de um Anand Viswanathan? Já ouviste?

Dito assim, não estou a ver.

É Anand Viswanathan. É assim que se diz.

Chega.

É indiano. É pentacampeão do mundo, é tão famoso na Índia como é, por exemplo, o Nadal em Espanha. E a Índia tem mais de mil milhões de pessoas.

Mas o Nadal também joga xadrez?

Não, é só para comparar. Mas este é campeão de xadrez. E então, por ser campeão de xadrez, tornou o xadrez uma febre imensa na Índia. Hoje há milhões na Índia também. Ainda sobraram outros.

Eu quando estive na Índia era o cricket.

Era, mas não, agora o xadrez está a tomar conta. E ia haver as Olimpíadas de Xadrez na Rússia, em função da guerra, de novo, e os indianos em quatro meses montaram umas Olimpíadas de xadrez que começam hoje. Vão lá juntar 300 equipas, 3000 pessoas ou 3000 atletas de mais de 200 nacionalidades. Há uma febre imensa na Índia e há aqui uma série de artigos relacionados com o xadrez, que nesta altura, o xadrez volta outra vez a ser um desporto que está a alimentar paixões imensas no cinema, nas séries.

Sim, há aquela série.

"Gambito de Dama".

Exatamente.

Nas séries, cinema, tudo. Diz que está a voltar também uma febre do xadrez aos cineastas, à literatura, aos escritores, aos jornalistas também. Dizem que as damas, os reis, os peões, aquelas conexões estranhas que se vivem no xadrez estão a alimentar de novo toda esta arte. Diz que estas conexões com a inteligência artificial, o xadrez está a ser fonte de inspiração para a pedagogia, para a matemática, para a psicologia, para a música, para o cinema, para o desporto, e dizem que o xadrez está-se a tornar num desporto outra vez na moda por causa disto.

Quem diria? O xadrez está na moda, quem diria?

É verdade. Não sei se vocês viram no outro dia na televisão, por acaso, uma coisa engraçada, que era um miúdo que no Leste, na Rússia, na Ucrânia, os jogadores de xadrez, o xadrez é uma cultura também, que estava à porta de um supermercado a jogar xadrez, desafiava as pessoas a jogar xadrez. Ele é um campeão de juniores ou juvenis de xadrez e as pessoas tinham que lhe pagar para jogar, para ver se lhe ganhavam e o dinheiro era para o exército ucraniano. E aquilo foi um sucesso durante dias. Muita gente passava aí à porta do supermercado jogar com ele, lá tal, gente de todas as idades, de todas as áreas, e não o conseguiram ganhar. Era um miúdo de 11 anos, ganhava os jogos todos e ganhou dinheiro para ajudar o exército ucraniano. Vamos acompanhar este campeonato, estas Olimpíadas de xadrez na Índia. É um bocado longe para vir almoçar a casa, mas a gente consegue lá ir.

Levamos uma bucha.

Exatamente, vamos lá.

Muito bem. Olha, ontem deixaste uma promessa, disseste que ias falar de um jogador.

Exatamente. E lembras-te de qual?

Wagner Love.

Ora bem.

Wagner Love.

Bem, mas só para terminar, eu acho que há aqui uma vez que contei a história dele. O Wagner Love é um jogador brasileiro Que é provavelmente o jogador que mais mundo tem. Já jogou em 22 clubes. Jogou na seleção, foi da seleção brasileira. Ele foi o jogador responsável, em 2005, pela derrota do Sporting na final da Taça UEFA, com o CSKA Moscovo. Ele era jogador do CSKA, era a grande estrela da equipa. O Sporting perdeu aqui em Alvalade, 3x1, essa final da Taça UEFA. Ele já jogou no Palmeiras, no Corinthians, no Flamengo e agora chegou a outro clube brasileiro. Jogou no Midtjylland, da Dinamarca, que vai jogar com o Benfica, cedo lá em abril, no Shandong, na China, no Kairat Almaty do Cazaquistão, no Mónaco, no Beşiktaş, no Luneng, que eu não sei de onde é o Luneng, estive aqui a pesquisar, mas hei de lá chegar e há de haver um ouvinte que nos vai dizer de onde é o Luneng. E agora chegou ao Sport Recife. Aos 38 anos, foi contratado por Sport Recife. Foi apresentado numa ilha, na Ilha do Retiro, não sei se vocês conhecem. E eles puseram na Ilha do Retiro enormes faixas a dizer: "O amor chegou à ilha."

Muito bom!

Era o Wagner Love.

Engraçado, estou aqui a procurar Wagner com V, não é com W.

Não, Wagner com V.

Wagner com V.

E Love.

E Love.

É muito conhecido.

Love de apelido.

É muito conhecido. Ele espalhou o amor por vários países.

Wagner Silva de Souza.

Wagner Silva de Souza. Notas de autor não há, porque é sexta-feira também. Vou vos dizer que segunda não estou cá, não há "Três Toques". Vou tratar da questão do Cristiano Ronaldo. Preciso de três dias.

Foste convocada.

Fui convocado. Eu disse que íamos resolver este assunto e vamos.

Então terça-feira, atrasos.

Terça-feira.

Desistias.

É isso. É como os jogadores de futebol, quando têm uma lesão para meses, depois escrevem nos Twitter: "Voltarei mais forte". Portanto, terça-feira voltarei mais forte ainda e agradeço o apoio de todos.

Já temos saudades.

E com uma contratação. Júlio Magalhães e os "Três Toques" a fechar o jornal das 20:00.