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Quero que ponha aqui aquela música Calhambeque. Quero ouvir o meu calhambeque.

João Neves é quase um calhambeque.

Quando comparado com os outros.

Ele tem muita aura. E agora reforçou a aura porque chegou ao centro de treinos do Paris Saint-Germain numa carrinho de mercadorias.

Fantástico.

Nós aqui falamos muitas vezes.

A peça está muito gira, não é? Porque estão os outros a chegar com aqueles grandes carrões.

Os Lamborghinis, Ferraris, Porsches, aquela coisa toda, e chega João Neves, parece que foi fazer uma entrega. Parecia aquelas cangus. Não sei. É uma carrinho de mercadorias e deve ter sido a primeira vez que um jogador. Nesta altura, lembram-se da famosa carrinho do Bento, que era a carrinho do Peixe, que levava os jogadores do Benfica que eram da margem sul, era o Bento que os levava todos na carrinho para o Estádio da Luz. Ficou famosa. Aliás, até há programa na Sport TV, que é a Carrinho do Bento. E a carrinho do Bento agora tem uma nova versão, que é a carrinho do Neves.

Não sei quem é o João Neves, mas só por isto já tem o meu apoio incondicional.

E uma carrinho de mercadorias com matrícula portuguesa.

Mas isso demonstra uma autoconfiança.

Sem dúvidas.

Está se a marimbar.

Isto deve ter aqui qualquer problema.

Provavelmente não tinha. Melhor ainda.

Está que estar a fazer mudanças.

Se era o veículo que ele tinha mais à mão, fantástico.

Eu também acho.

Tem que se deslocar do ponto A para o ponto B, tem uma carrinho.

Tem uma carrinho, tem ali as coisas. O amigo para umas mudanças, tem ali uns candeeiros.

E vai levar umas coisas pra casa de caminho.

No Leroy, não se pode fazer publicidade. João Neves.

Não, só a Ford Transit.

É uma Ford Transit?

Não sei. Queria tentar dizer.

É uma Cango, uma coisa assim.

Passa muito pressa.

O Bernardo Silva aqui há uns tempos também se destacou, porque chegava às concentrações da Seleção Nacional com um carro muito modesto. Não sei se era Opel Corsa, era uma coisa assim.

Peugeot Partner.

Peugeot Partner. Aí está. É preciso esclarecer estas coisas, mas atenção, com matrícula portuguesa, João Neves neste momento está no ranking da aura, deve estar ali estratosférico, no topo, numa posição estratosférica. Muitos parabéns ao João Neves por esta atitude e por não levar um Lamborghini. É outro desses carros banais nas concentrações, nos centros de treino dos maiores clubes, e por levar uma carrinho.

Houve alguém há uns tempos, meses, que tendo relógio barato, não daqueles que são-

Era o Rui Borges. Falamos aqui.

Provavelmente, esse.

Era um Casio.

Que disse que é para não se esquecer do sítio de onde vem.

De onde vem, exatamente. E o João Neves também para não se esquecer do sítio para onde vai.

Neste caso, ia pro treino.

Ia pro treino. Mas eu continuo a dizer que eu acho que ele deve estar em mudanças. Vamos agora ao ténis. Não é bem ao ténis. Aquilo que se passa no corte é aquilo que se passou numa conferência de imprensa. O tenista grego Stefanos Tsitsipas eliminou Arthur Fils, o tenista francês, na primeira ronda do US Open, mas o destaque, aquilo que foi mais falado, não foi o que ele fez no corte, foi os comentários depois do jogo. E, a propósito do tenista australiano Nick Kyrgios, que foi agora suspenso por ter recusado cocaína num controle antidoping. Tsitsipas e Kyrgios têm já uma história. Os dois têm uma relação um pouco tumultuosa, com alguns bifes, umas rixas, mais ou menos uns rufos no corte. E Tsitsipas agora foi questionado sobre esta suspensão de Nick Kyrgios e não queria falar, a princípio, parece que estava a evitar ir ao assunto, mas acabou por dizer: "Bem, para ser honesto, eu já sabia antes disto ter sido anunciado, já sabia do controle positivo de Nick Kyrgios, porque já se falava nos mentireiros do ténis." Eles sabem estas coisas. E houve aqui uma espécie de acerto de contas entre os dois, com Tsitsipas a dizer que sabia que estas coisas estavam a acontecer fora dos cortes e que não vai encobrir alguém quando sabe a verdade. Provavelmente, poderá ter havido aqui uma denúncia às autoridades.

Anônima.

É anônima. Neste caso, foi uma espécie mesmo de acerto de contas, de ajuste de contas entre os dois. Stefanos Tsitsipas, que já foi número três do mundo, agora está no lugar 53. A carreira dele tem tido aqui uns altos e baixos, uns baixos mais baixos. Mas agora surpreendeu ao derrotar Arthur Fils nesta primeira ronda. Arthur Fils que tinha vencido o torneio de Cincinnati uma semana antes do US Open. Portanto, foi uma surpresa e talvez também por isso Tsitsipas tenha sentido ali com energia para atacar o seu arquirrival, seu arquiinimigo, Nick Kyrgios. Eu devo confessar que apesar das atitudes muito polêmicas e às vezes muito desagradáveis de Nick Kyrgios, em termos de talento puro, acho que dos tenistas mais talentosos do circuito.

Mais completo.

Mas sempre muito aquém daquilo que é a sua valia técnica, muito por este tipo de comportamentos e por ser uma espécie de bad boy do ténis, mas muito desagradável muitas vezes pra outros tenistas. E agora está a receber de volta todo o amor que tem dado aos outros. Agora vamos à Coreia do Sul A Coreia do Sul tem um novo selecionador, é o espanhol Roberto Moreno. Ele foi escolhido para ser o selecionador da Coreia do Sul. A federação anunciou esta terça-feira a contratação do treinador, que tem um contrato até 27 de novembro. Vai orientar a seleção nacional da Coreia do Sul durante seis jogos, que estão previstos agora para as próximas janelas internacionais, e vai estar à experiência. Na verdade, está sob avaliação nestes seis jogos. Isto é muito incomum.

Pode-se considerar precário.

Eu não sei quanto ele está a ganhar, mas que está numa situação de precariedade, está.

Mas há treinadores já em muitos casos.

Em muitos casos.

Primeiro experimento.

Podem renovar depois, provavelmente.

Isso acontece.

Sim, podem renovar.

Claro, e a ideia, em princípio, será essa.

São aqueles seis meses de experiência.

Eu lembro-me que há uns anos houve alguém que quis despedir um treinador ao abrigo do tempo de experiência, ou seja, despedimos porque ainda estava no período de experiência.

Eu acho que foste tu que falaste isso aqui.

Sim, eu agora não me recordo exatamente em que clube é que foi, mas houve uma tentativa de despedir um treinador nessas circunstâncias, argumentando que, como qualquer outro trabalhador, tem um período à experiência.

Para se adaptar.

Para se adaptar. Eu acho que fazia muita falta esse tipo de contrato para treinadores e alguns jogadores. Daí que alguns jogadores e também os treinadores normalmente não aceitem essas condições. Mas aqui não foi só o facto destes seis meses. Foi o todo o processo.

São seis meses ou é menos?

São menos de seis meses. Até novembro, são seis jogos. Aqui também foi destacado o processo de recrutamento, porque pela primeira vez a Federação Sul-Coreana recorreu a um concurso público para escolher o treinador da seleção. E isto incluiu uma avaliação documental, uma entrevista online, reuniões presenciais e negociação das condições contratuais. E uma das condições terá sido precisamente esse período de experiência até novembro. Aqui está uma muito boa ideia. Normalmente, isto não é feito.

Pois não. Mas devia.

Ou seja, ter ali um processo de escolha muito transparente.

Transparente, claro.

Pois, isso às vezes não convém.

Queres acabar com o futebol.

Acabava com a carreira de muita boa gente. Roberto Moreno pelo menos tem essa coragem. Vai ficar à experiência e depois logo se vê.