Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Três toques com o Carlos Pedro. Bom dia, Carlos.

Muito bom dia.

Quantos dias faltam para o

38. Ainda me lembro. Vamos então a algumas histórias diferentes sobre desporto, sobre futebol, nomeadamente. Mykhailo Mudryk, ucraniano, 25 anos, assinou contrato com o Chelsea em janeiro de 2023, a troco da módica quantia de €70 milhões. Desde aí, 73 jogos, 10 gols e sem nunca convencer os adeptos. Não joga desde novembro de 2024 por causa de um teste positivo de antidoping. Acusou a presença de meldônio, uma substância proibida que pode facilitar o desempenho do jogador e, sobretudo, a recuperação. Já se passaram dois anos e só há poucos dias surgiu a decisão quanto a esse castigo: quatro anos de castigo sem jogar para Mudryk. Já cumpriu dois, faltam outros dois. Se o recurso, entretanto colocado pelo jogador, não funcionar, Mudryk arrisca-se apenas a voltar aos relevados em dezembro de 2028.

Com que idade? Sabes que idade ele terá?

Ele tem 25, portanto com 29 anos. Fica sem jogar desde 2024, são quatro anos sem jogar.

Muito pesado.

Dá cabo de uma carreira.

Exatamente. É sempre uma incógnita em que estado é que regressa um atleta que não compete profissionalmente há quatro anos. De acordo com a revista FourFourTwo, Mudryk tem treinado sozinho nas instalações de um clube amador para manter a forma física. Não pode utilizar as instalações do Chelsea, que é o seu clube, não treina com os colegas de equipe, mantém apenas a forma física com recurso a um ginásio. E tem, aliás, uma vida muito discreta desde que isso aconteceu. Sabe-se pouco de Mudryk. O ucraniano não é muito ativo nas redes sociais. Tem uma publicação a 5 de janeiro a assinalar o próprio aniversário, mas não postava nada desde 2024, a altura em que foi suspenso preventivamente. Surgiram, entretanto, alguns rumores, como é normal, engraçados nas redes sociais. Por exemplo, a determinado momento foi partilhada uma imagem que dava a entender que Mudryk era agora motorista TVDE. Enquanto não podia jogar futebol, era motorista TVDE. O suposto print da viagem com Mykhailo a conduzir um Tesla vinha acompanhado de uma fotografia do atleta no interior do carro, mas era falsa. A fotografia era verdadeira, o print é que era falso e foi tudo descontextualizado. Num fact check muito rápido, Mudryk não é, de facto, motorista TVDE, até porque não é uma vida nada fácil para Mudryk, o jogador do Chelsea tinha sido também impedido de conduzir durante seis meses em Londres por violar as leis do trânsito no Reino Unido. Certo é que o clube continua a pagar o salário a Mykhailo Mudryk, já o faz há dois anos, sem o jogador poder competir e terá de fazer durante mais dois anos, sem o jogador poder contribuir. E depois, quando acabar este castigo, em 2028, Mudryk terá mais três anos de contrato. Quatro anos sem jogar, ficam a faltar mais três. Há aqui um grande trabalho para resolver. Não sei se em Londres também se andam a discutir reformas laborais, mas o Chelsea tem aqui um grande problema, até porque ele assinou por oito anos e meio. Não é nada normal num jogador de futebol.

Só isso já é surpreendente.

Assinar contrato durante oito anos e meio.

Depende. Há a imagem também das letras mais pequenas dos contratos. Deve haver muita coisa desta prevista, não? Em caso de lesões, nesse caso, ou no doping, não sei.

Lesões, não acredito. Esta situação muito específica, acho que pelo menos devia vir acautelada no contrato, mas creio que não aconteça, até porque já passaram dois anos.

Aliás, um contrato tão grande, é a expectativa do clube que o jogador valorize tanto que uma saída possa depois ter uma retribuição e uma compensação interessante.

Custou 70 milhões de euros e vinha com outra cláusula que dava a possibilidade de o clube anterior receber mais 30 milhões de euros mediante a concretização de objetivos. Objetivos esses que nunca serão concretizados. Esse clube, o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, também acaba por ficar a arder um bocadinho, porque nunca vai receber esse dinheiro e muitos dos objetivos, alguns até eram relativamente fáceis de se cumprir. Ainda assim, contrato até 2031 a receber 115 mil euros por semana é bastante dinheiro para um jogador que não contribuiO segundo caso de hoje é bem diferente. É um caso muito raro nos dias de hoje. Vou falar de Dara O'Shea, um irlandês de 27 anos que consumou a subida de divisão à Premier League com o Ipswich Town, depois de ter descido na temporada anterior, e conseguiu com a particularidade de ter jogado todos os 46 jogos do campeonato, do início ao fim, 46 jogos, 4140 minutos. Não faltou uma única vez e num desporto que exige bastante da condição física, mas os feitos deste jogador não ficam por aqui. Este irlandês é defesa central, ficou conhecido há uns tempos depois de ter levado uma cotovelada nas costas de Cristiano Ronaldo, que resultou na expulsão do português no último jogo que tivemos na República da Irlanda, que até acabamos por perder. Dara O'Shea parece então que é bom a sacar, passo aqui a expressão, cartões, mas também a livrar-se deles. É que este central conseguiu terminar um campeonato com todos os minutos jogados e zero cartões recebidos.

Muito bem!

Nem um amarelo, nem um cartão vermelho. Parece que é, de facto, muito bem-educado. Não é por acaso que é o capitão da equipa, mas ainda assim numa das ligas mais competitivas do mundo, conhecida por ser uma liga agressiva, é obra o que fez Dara O'Shea. Aliás, para todas as competições, é preciso recuarmos mais de um ano, até 26 de fevereiro de 2025, para vermos nas estatísticas o último cartão amarelo com que o irlandês foi admoestado num jogo de futebol, foi num Manchester United 3, Ipswich Town 2. Desde então, registo limpinho e assim vai continuar até o final da época, porque os jogos já acabaram para o Ipswich Town.

Já não há risco agora.

E porque a República da Irlanda também não conseguiu a qualificação para o Campeonato do Mundo, portanto, não poderá levar lá nenhum cartão amarelo. Ainda uma nota sobre este clube, é o clube de Sir Bobby Robson, um dos grandes nomes do futebol, mas também o clube de um dos grandes nomes da música, Ed Sheeran. Talvez este mais conhecido para a generalidade das pessoas. O cantor é desde 2024 acionista do Ipswich, já viu o clube descer.

É o clube dele mesmo.

Sim.

É acionista.

Não, é o clube dele, ele é acionista, mas é também adepto.

Claro, é duas vezes o clube dele.

Exatamente. Já viu o clube descer, agora vê o clube subir e depois fez questão de ir ao balneário festejar com direito a música, juntamente com os jogadores, os vídeos circulam nas redes sociais.

Fez lá um miniconserto.

Exatamente. Ele até envergonhado, com aquele ar um bocadinho envergonhado, pediu aos jogadores para cantarem com ele e eles lá fizeram a vontade. Vou falar-vos também de Richie Wellen, técnico do Leyton Orient, que é um treinador que não tem papas na língua. O Leyton Orient precisava de vencer para garantir a manutenção na League One, a terceira divisão do futebol inglês. Não conseguiram vencer, mas mesmo assim garantiram a manutenção, porque beneficiaram de outros resultados. Isso irritou imenso este treinador, que fez críticas à exibição muito fraca da equipa, disse, e passo a citar: "Tínhamos a despromoção escrita na testa. Tivemos de esperar que outro obtivesse um resultado por nós. Sofremos novamente bola parada porque nos falta liderança". Portanto, aqui já há críticas ao capitão, creio eu. Não ficou por aqui. Confessou que no final do jogo pediu aos jogadores para que fossem agradecer aos adeptos, mas que depois fossem imediatamente para o balneário, porque não eram dignos de ficar a festejar aquela manutenção juntamente com as famílias. E ainda teve tempo para dizer que desperdiçou um ano da carreira com estes jogadores.

Tenso.

Já avisou a malta, prometeu uma revolução no plantel, diz, e passo a citar outra vez: "Aqueles que têm contrato vão ter dificuldades em conseguir uma renovação e haverá jogadores com contrato que queremos dispensar". Portanto, aqui voltamos novamente às questões laborais.

Sim. O Carlos Pedro está aqui muito fixado na reforma laboral, já percebi.

Não.

Quer dizer mais alguma coisa sobre isso?

Digo tudo.

Carlos Pedro, obrigada. Até amanhã. Foi mais um Três Toques.

Até amanhã.