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Olá, bem-vindos de volta à Vixi Suave. Temos conosco Paulo Núncio, deputado e líder parlamentar do CDS. Bem-vindo.

Obrigado, muito bem-vindo e muito obrigado pelo convite.

Vamos diretos ao assunto do momento. Recentemente, Nuno Melo disse muito desconfortável com a desencadeada crise. Paulo Portas disse que isto foi tudo um grande disparate. Enquanto líder parlamentar do CDS, subscreve toda a estratégia de Luís Montenegro ou é capaz de reconhecer algum tipo de erro?

Em primeiro lugar, boa tarde uma vez mais. Em primeiro lugar, eu acho que o presidente da República não tinha outra opção senão convocar eleições depois da moção de confiança.

Começou pelo fim, para não ter que responder ao início.

Ter sido rejeitada. Mas respondo-lhe já. Eu acho que estas eleições eram perfeitamente escusadas. São eleições que os portugueses não querem, como todos os estudos da opinião o demonstram, e estas eleições põem em causa um ativo fundamental que é a estabilidade política. São as terceiras eleições em três anos e nós todos, e quando digo todos, digo agentes políticos, partidos, comunicação social, sociedade, temos que fazer um esforço grande no sentido de evitar que Portugal volte a uma situação de instabilidade política crônica que marcou a primeira república de tão má memória.

E Luís Montenegro fez esse esforço, fez o seu papel?

Eu penso que sim.

Portanto, não reconhece nenhum erro.

Eu acho que o governo fez aquilo que tinha que fazer, porque aquela moção de confiança...

Até o próprio Luís Montenegro reconheceu que não reagiu aos ímpetos comunicacionais que deveria ter sido.

Sim, mas deixe-me dizer, eu acho que a responsabilidade da crise é das oposições. Em apenas três semanas, foram apresentadas duas moções de censura e foi rejeitada uma moção de confiança que derrubou o governo.

Quem apresentou a moção de confiança foi o governo.

Sim, mas foi chumbada pelos partidos da oposição.

Depois de o Partido Socialista ter ajudado a chumbar duas moções de censura, o que se esperaria mais do Partido Socialista?

O Partido Socialista, se quisesse estabilidade política, podia se ter abstido nas moções de confiança e teria salvaguardado a sua coerência de não dar confiança absoluta à política que tem sido seguida por este governo. Optou por rejeitar a moção de confiança e, com isso, derrubar o governo.

Portanto, não há nenhuma responsabilidade por parte de Luís Montenegro. Só para seguirmos.

Eu penso que o governo governou bem nestes 11 meses e acho que era fundamental apresentar aquela moção de confiança, tendo em conta o clima de suspeição que se gerou no país. O governo, como sabemos, não tem ou não tinha, uma vez que já foi demitido, não tinha maioria absoluta e era fundamental naquele momento saber se tinha a confiança da assembleia para continuar a governar. E por isso os partidos da oposição fizeram as suas escolhas, derrubaram o governo, vamos pra eleições. Há, pra mim, nestas eleições, duas opções muito claras: ou os portugueses votam na irresponsabilidade e na incompetência do Partido Socialista, liderado por Pedro Nuno Santos, que é porventura o pior candidato a primeiro-ministro alguma vez apresentado pelo PS a umas eleições, ou votam na recondução de um bom governo que governou bem nos últimos 11 meses. Provavelmente, ao nível do José Sócrates, mas Pedro Nuno Santos, pela sua irresponsabilidade e pela sua incompetência, aliás, manifesta quando exerceu funções de ministro, é uma péssima escolha do PS para primeiro-ministro. Aliás, também todas as sondagens o dizem.

Deixe-me só voltar ainda àquele fim de tarde, noite de 11 de março, e tanto quanto foi possível observar naquela hora, até pedida pelo CDS, em que o governo e o PS encetavam últimas conversas, Nuno Melo passeava-se pelos corredores do Parlamento e esteve na sala do grupo parlamentar do CDS, longe do núcleo duro de Luís Montenegro. Se o CDS não tem voto nestas questões nucleares, como uma moção de confiança, tem voto em quê?

Essa é a sua opinião e a sua interpretação. O CDS está no governo de corpo inteiro e eu evidentemente que não vou revelar aquilo que sei sobre o que se passou na negociação e na discussão da moção de confiança e a intervenção do CDS nesse papel.

O afastamento físico não foi um afastamento do núcleo de decisão.

Não, isso é um fait divers. A Aliança Democrática mostrou nestes 11 meses que é uma coligação sólida, que governou bem e que, essa é a minha conclusão, nós temos uma enorme tranquilidade e uma enorme serenidade relativamente àquilo que foi o período de governo deste último ano e, acima de tudo, uma sensação de dever cumprido. Quer no governo, quer no Parlamento, temos uma enorme sensação de dever cumprido. No governo, para além de todas as decisões que tomamos em conjunto com o resto do governo nas diversas áreas, o CDS tinha duas responsabilidades fundamentais: na defesa e na administração interna. Na defesa, conseguimos fazer da defesa uma prioridade nacional e valorizar e dignificar o estatuto dos nossos militares e dos nossos antigos combatentes. Na administração interna, conseguimos também fazer uma aposta decisiva na segurança dos cidadãos e valorizar também o estatuto das nossas forças de segurança.

Nesta divisão de responsabilidades, Luís Montenegro e Rui Rocha têm falado abertamente no acordo pós-eleitoral para formar uma maioria. O CDS sentir-se-ia confortável se visse o primeiro-ministro ceder, por exemplo, dois ministérios à iniciativa liberal?

Isso são cenários que compete aos comentadores e aos jornalistas fazer. No CDS, nós estamos absolutamente empenhados Na Aliança Democrática, nas próximas eleições e, acima de tudo, reforçar as condições de governabilidade e de estabilidade política num próximo governo. Repare, o CDS e o PSD governaram com a maioria relativa.

Ainda que isso possa significar uma perda de relevância do CDS, essa necessidade de alcançar estabilidade política?

Pelo contrário, reforçando a votação na Aliança Democrática, o que é expectável é que o CDS ganhe força, quer no governo, quer no Parlamento.

É expectável no sentido em que o CDS desejaria ter mais ministérios, por exemplo, ou ser representado por mais do que um ministro?

O que digo é que o nosso objetivo-

Pergunto isso sempre da perspectiva do CDS.

Não, o que eu lhe posso dizer é que é cedo para falar sobre a composição do próximo governo. Há umas eleições e essas eleições têm que ser ganhas e, por isso, cada coisa a seu tempo. O que eu lhe posso dizer é que nós estamos completamente focados em ganhar as próximas eleições e reforçar as condições de governabilidade de um futuro governo da Aliança Democrática. Sabe-se que este governo tinha uma maioria relativa no Parlamento, de apenas 80 deputados, e sabemos que durante esta legislatura o PS contou sempre com o Chega para derrubar medidas e políticas do governo e para impedir que o governo concretizasse um conjunto de reformas fundamentais do seu programa. E por isso, o que nós pretendemos é que se reforce a posição da Aliança Democrática no Parlamento para que o governo possa cumprir o seu programa sem estar dependente dos conluios e dos acordos entre o PS e o Chega. Sobre esta matéria, apenas dizer-lhe o seguinte: nesta legislatura, nos últimos 11 meses, o Chega viabilizou 95% das propostas que o PS apresentou e que foram a votação final global. Eu repito, o Chega viabilizou 95% das propostas do PS. O PS apresentou nestes últimos 11 meses 57 propostas, o Chega viabilizou 54 e apenas votou contra três. Se isto não é conluio e não é estar de mãos dadas com o Chega e entre o Chega e o PS, então o que será, não é?

Deixe-me passar aqui para outro cenário, apesar de já ter dito que não está muito interessada em falar de cenários, mas em caso de derrota da AD, as sondagens parecem apontar para um quadro da maioria de deputados de direita na Assembleia da República. Se o PS vencer as eleições, a AD deveria permitir Pedro Nuno Santos governar?

Nós estamos completamente focados em ganhar e eu não crio outro cenário, nem quero falar de outro cenário. E deixe-me dizer-lhe a esse propósito que a última sondagem-

É só uma questão de clareza, porque de facto os cenários são imensos nesta altura e tudo pode acontecer. Não era mais claro os partidos detalharem já aquilo que podem ir.

O que eu lhe posso dizer é que as últimas sondagens dão a AD em primeiro lugar. A última sondagem, conhecida ontem, penso eu, dá precisamente a AD em primeiro lugar, o que é um ótimo sinal. É certo que há muitos indecisos. As sondagens apontam para muitos indecisos. Mas isso até pode significar que a AD está mais à frente do que aquilo que surge efetivamente nos números da sondagem. E há uma coisa que pra mim é óbvia, é que ouvindo a generalidade das notícias e dos comentários, a AD já teria perdido as eleições e já seria a terceira ou a quarta força política em Portugal. Felizmente, as sondagens demonstram que não é assim e eu acho que há muita gente que no dia 18 de maio vai ter uma grande surpresa.

A questão aqui era se Pedro Nuno tem falado, por exemplo, na questão da reciprocidade, e que vai exigir pro PS aquilo que deu a este governo da AD. No caso, e insisto, no caso do PS ficar à frente, mas haver uma maioria de direita na Assembleia da República, incluindo o Chega, a tentação da AD deve ser qual?

Olhe, eu não vou comentar uma hipótese que eu acho praticamente impossível. Eu não acredito, sinceramente, que Pedro Nuno Santos ganhe as próximas eleições.

Luís Montenegro já disse que só governaria se ficasse em primeiro lugar, o que ainda adensa mais esta questão. Sendo assim, a direita, nomeadamente o PSD, deveria indicar outro candidato a primeiro-ministro?

Luís Montenegro tem sido muito coerente nas suas posições. Defendeu isso nas últimas eleições e volta a defender nestas eleições. E eu acho que é algo que o distingue de outros políticos. Luís Montenegro disse desde o início que para ter legitimidade para exercer o cargo de primeiro-ministro em plenitude, entendia que devia ganhar as eleições, devia liderar, neste caso, a coligação que ficava à frente nas eleições. Volta a fazê-lo. Eu acho que isso é uma questão de clareza e de honorabilidade do primeiro-ministro. E eu o acompanho nessa intenção. Eu acho que é muito importante, ao contrário do que aconteceu no passado, designadamente nas geringonças de António Costa, eu acho que é importante ganhar as eleições, ficar à frente nas eleições, ser a coligação mais votada para poder exercer em plenitude as funções de primeiro-ministro.

Mas, por exemplo, se Luís Montenegro fosse a personalidade que ficasse ali a bloquear de alguma maneira um entendimento à direita que permitisse essa governação, deveria sair.

Eu também não concebo essa hipótese. Nós estamos completamente claros em ganhar.

Já disse que não concebe que o PS ganhe, sim, mas temos que partir de vários princípios. Isso pode simplesmente não acontecer, até porque o PS ficou à frente por pouco nas últimas europeias, nas legislativas foi ao contrário. Portanto, a questão aqui que se coloca é esta: se Luís Montenegro, se for de alguma forma um bloqueio a que a direita possa ter uma maioria na Assembleia da República, se ele deve sair.

Luís Montenegro, estou convencido, será o próximo primeiro-ministro de Portugal e por isso não será bloqueio a coisa nenhuma.

E perante a indisponibilidade de Luís Montenegro para governar perdendo as eleições, Pedro Passos Coelho poderia ser um líder para uma maioria?

Nós estamos completamente apostados na vitória de Luís Montenegro. É o cenário A, é o único cenário para o qual estamos a trabalhar.

Um alfabeto tem uma série de letras.

Não me peça para fazer comentário político. Eu não sou jornalista, eu sou agente político.

Pois não, é um agente político que pode estar a ser confrontado com estas situações.

E estamos focados em ganhar as eleições. E achamos mesmo que as pessoas, confrontadas com as várias opções nas próximas eleições, vão acabar por decidir, e espero de uma forma reforçada, na recondução de um bom governo, que governou muito bem. E já agora, se me permitir, só para não falarmos só de política, falarmos também da vida concreta das pessoas. Um governo que pôs a economia a crescer bem acima da média europeia, um governo que aumentou salários, não só o salário mínimo, mas sobretudo o salário médio, que era uma coisa que não acontecia no tempo do Partido Socialista, um governo que reduziu impostos para as famílias, para os jovens, para as empresas e um governo que aumentou pensões para todos os pensionistas e o complemento solidário para idosos para muitos idosos. Por isso é um governo que governou bem, que fez o trabalho bem feito e que estou certo merecerá a vontade e a votação maioritária do povo português.

Falemos de eleições presidenciais. O CDS está resignado e vai apoiar Luís Marques Mendes?

As eleições presidenciais são um capítulo que ainda não se abriu no CDS. E mais agora, numa altura em que temos eleições legislativas antecipadas, as eleições presidenciais não são de todo uma prioridade para o CDS. Nós neste momento estamos completamente concentrados nas eleições legislativas e em ganhar, uma vez mais, as eleições legislativas. Depois teremos uma prova muito importante para o CDS, que são as eleições autárquicas. Eu recordo que o CDS governa neste momento cerca de 50-

Mas o facto das presidenciais terem sido empurradas para mais à frente no calendário abre margem para o CDS ainda sonhar com o aparecimento de Paulo Portas, por exemplo?

Como lhe digo, é matéria que nós não abrimos ainda internamente. Não houve nenhuma reunião, quer da Comissão Executiva, quer da Comissão Política Nacional, quer de um Conselho Nacional, no sentido de decidir sobre o posicionamento do CDS nas eleições presidenciais. Deixe-me só terminar as autárquicas e acabo já com as presidenciais. O CDS neste momento governa cerca de 50 câmaras, seis sozinha e as restantes em coligação com o PSD. Somos a quarta força política autárquica no país e por isso estas eleições autárquicas são muito importantes para o CDS. Relativamente às presidenciais, como lhe digo, serão as terceiras eleições neste percurso.

Mas de zero a São Cristas, quanto é que está no acreditar que Paulo Portas ainda pode aparecer enquanto candidato?

Não me substituo às pessoas. As eleições são um ato de vontade pessoal, são os candidatos que têm que se apresentar. O que eu lhe posso dizer é que o CDS apenas tomará uma decisão quando o leque de candidatos presidenciais apresentados estiver consolidado. Só nessa altura é que o CDS-

É porque não está satisfeito com o que já assumiu formalmente a candidatura.

Primeiro, não abrimos esse debate no CDS e por isso é extemporâneo fazer esse tipo de conclusões. E em segundo lugar, só abriremos esse debate quando o leque de candidatos estiver consolidado.

Sobre Henrique Gouveia e Melo, é um dos nomes que pode ajudar o CDS a definir uma posição nas presidenciais?

É um candidato como outro qualquer.

Como outro qualquer não seria bem. Não seria como António José Seguro ou António Vitorino, por exemplo.

Não sei. Eu objetivamente sei muito pouco de Gouveia e Melo, sei muito pouco do que Gouveia e Melo pensa sobre o país, sobre o futuro.

Mas conhece muito bem Luís Marques Mendes, é inevitável que o conheça. Não o convence ainda 20 anos ou 30 anos de exposição pública e política, não convence o CDS?

Eu percebo a pergunta, mas volto-lhe a dizer, e é a única resposta que eu lhe posso dar. O capítulo das presidenciais não foi aberto, por isso o CDS não tomou posição sobre nenhum candidato. Quando esse capítulo for aberto, quando os órgãos do partido se reunirem para tomarem decisões, o CDS informará qual é o candidato presidencial que apoiará.

Vamos então aproveitar um capítulo que foi aberto por si, o das autárquicas. O CDS está disposto a abdicar de vereadores em Lisboa para integrar a Iniciativa Liberal?

Essa é uma matéria que neste momento não está sobre a mesa. Neste momento, o que nós temos é uma coligação liderada por Carlos Moedas e que tem três vereadores do CDS, que está a fazer um bom trabalho, e estamos focados para que esta coligação ganhe uma vez mais.

Mas aí ele é bem-vindo à equipa de vereadores de Carlos Moedas.

É uma decisão que tem que ser tomada primeiro pela coligação e depois pelos órgãos locais do partido. São matérias que neste momento ainda não estão a ser discutidas e por isso aguardaremos essa possibilidade. Eu já ouvi posições do mais variado por parte da Iniciativa Liberal. A Iniciativa Liberal foi convidada, se bem se recorda, nas últimas eleições.

Por isso é que estamos a pedir a posição do CDS. A Iniciativa Liberal terá o seu tempo de confrontar.

Não me pronuncio enquanto não houver factos. E o que eu sei é que a Iniciativa Liberal foi convidada há quatro anos para integrar a coligação.

E não quis fazer.

E disse que não. E a recusa da Iniciativa Liberal quase que custou a vitória do centro-direita em Lisboa, porque como se lembra-

Foi com uma margem mínima.

Foi uma margem mínima. E mais, a esquerda tem maioria na Câmara. O que acontece é que, como sabe, as regras autárquicas-

O que flipa na Petrólita Correia é a aposta do CDS para esta nova fase da vida da coligação?

Que eu saiba, o Filipe Anacoreta Correia continua a ser militante do CDS, por isso não vejo razão para falar dele em particular.

O CDS entende por bem que continue a integrar as listas da coligação ou do CDS?

As listas não estão definidas. Repare, nós estamos a falar de situações numa altura em que, em primeiro lugar, Carlos Moedas ainda não decidiu se se recandidata ou não. Não apresentou ainda a recandidatura. Em segundo lugar, não sabemos ainda como é que vai ser composta a coligação para voltar novamente a vencer as eleições em Lisboa. E por isso, evidentemente, que eu me escuso de fazer referências sobre pessoas em particular, uma vez que neste momento o cenário não está ainda consolidado.

Fica já o convite para uma nova entrevista quando os dados tiverem mais consolidado.

Com certeza. Estarei no maior desgosto nisso, quando os dados tiverem mais consolidado. Com certeza.

Vamos entrar no segundo segmento do nosso programa, o blog "Carne ou Peixe". Acho que conhece bem as regras do jogo. Só pode escolher uma de duas opções. Venha daí a trilha. Imagine que está de volta aos seus bons velhos tempos de rugby e só pode fazer, ou só poderia fazer uma placagem a uma pessoa. Faria a Pedro Nuno Santos ou a André Ventura?

Sabe que o rugby é um grande desporto, é um desporto de valores, de princípios, é um desporto de combate e é possível placar dois jogadores ao mesmo tempo. E por isso o que eu tentaria era placá-los ao mesmo tempo e placagens firmes, placagens que permitissem que a minha equipa, que naquele caso estaria a defender, porque como sabe, o gesto da placagem é um gesto defensivo, passasse imediatamente ao contra-ataque com os dois jogadores pelo chão.

Ao lado de quem preferia rugir como um leão na festa do Sporting no Marquês de Pombal? Francisco Rodrigues dos Santos ou Filipe Anacoreta Correia?

Eu não sei se o Filipe é do Sporting, confesso. Sei que o Francisco Rodrigues dos Santos é e por isso todos os sportinguistas fazem parte daquela família e espero mesmo que essa seja uma das alegrias que vamos ter no próximo dia 18 de maio.

Olhe, mas o meu carne ou peixe mete dois benfiquistas, portanto já vai ser uma escolha mais difícil. Preferia voltar ao Ministério das Finanças tendo como ministro Fernando Medina ou Mário Centeno?

Ui, difícil. Nem um, nem outro. Eu acho que tanto Fernando Medina como Mário Centeno não foram bons ministros das Finanças. Preferia voltar ao Ministério das Finanças com ministros como João Morais Leitão ou como António...

Bagão Félix?

Bagão Félix, exatamente.

E para terminar, se fosse candidato à liderança do CDS, quem escolheria como mandatário? Paulo Portas ou Manuel Monteiro?

Tenho uma relação de amizade com ambos. Eu estou há bastante tempo no CDS e por isso tenho uma relação de proximidade com muita gente. Eu diria que se os dois aceitassem, eu ficaria muito contente, embora não esteja na minha perspectiva candidatar-me a presidente do CDS.

Muito bem. Paulo Núncio, como é hábito no nosso programa, o nosso convidado traz uma sobremesa, no caso, uma música. Que música é que nos traz e por quê?

Olhe, trago uma música de uma banda irlandesa que eu gosto muito, que marcou uma época na música pop internacional, os U2, "Beautiful Day", esperando que o próximo dia 18 de maio também seja a beautiful day.

Paulo Núncio, muito obrigado por ter vindo a este VC e Suave. Este episódio fica por aqui. Poderão ouvi-lo nas plataformas habituais e ler esta entrevista no site do Observador. Até à próxima.