Logo Observador
Lisboa

25 lojas que deixaram saudades em Lisboa

1.802

Se há cada vez mais turistas a visitar a capital, a verdade é que também existem cada vez menos lojas históricas onde estes podem fazer compras. Conheça 25 (bonitos) exemplares de outros tempos.

Recorrendo apenas à memória, é fácil elencar uma série de históricos estabelecimentos lisboetas desaparecidos nos últimos anos/meses. Livrarias como a Portugal, a Barateira, a Diário de Notícias ou a Sá da Costa, entretanto reaberta como alfarrabista. Restaurantes como o Palmeira, o Isaura, a Adega dos Lombinhos ou o Porto de Abrigo. Ourivesarias como a Aliança ou a Eloy de Jesus. E a lista continua: Panificação do Chiado, Casa da Sorte, charcutaria Nova Açoreana, alfaiataria Piccadilly… nem a mítica (e concorrida) Nunes Corrêa — recém-transformada em loja exclusivamente online — conseguiu escapar à tendência. E estes são apenas a amostra mais memorável.

Mas se ver lojas a desaparecer é algo transversal a qualquer época, a velocidade com que isso tem acontecido nos últimos tempos é novidade. Não apenas a velocidade, mas também a forma: em vários dos casos referidos as portas não se fecharam devido a falências mas sim por despejos permitidos pela Lei do Arrendamento, situação que motivou uma recente petição por parte do Fórum Cidadania LX. Resumindo, as lojas em questão não tinham falta de clientela, apenas de proteção legal.

A empresária Catarina Portas, responsável pelas lojas Vida Portuguesa, tem sido das vozes mais ativas no alerta para este súbito desaparecimento de muito do comércio tradicional lisboeta. Fê-lo numa das conversas organizadas pelo Observador, em outubro, dedicada ao turismo. E fê-lo mais recentemente num artigo de opinião no Diário de Notícias, intitulado “O Tufão”. Vale a pena ler e vale a pena, também, recordar na fotogaleria algumas das lojas mais bonitas e emblemáticas que Lisboa foi perdendo ao longo dos anos.

Texto de Tiago Pais (Lisboa, Portugal).
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: tpais@observador.pt
Lisboa

Apaguem as luzes de Carnaval

Laurinda Alves

Antigamente dava gosto atravessar as ruas e ver pais e filhos, avós e netos pela mão, a passearem devagar, com tempo para admirar as luzes de Natal. Agora é um desgosto percorrer as mesmas avenidas.

Livros

Os muros do mundo

José Conde Rodrigues

Se a liberdade de circulação e a mobilidade dos povos pode ser a garantia da sobrevivência e da sustentabilidade de algumas nações, para outras constituiu uma grande ameaça ao seu bem-estar.