NOS

António Domingues na administração da NOS

António Domingues, antigo vice-presidente do BPI e, durante três meses e meio, presidente da Caixa Geral de Depósitos, vai ocupar o lugar de administrador não-executivo da NOS.

Depois de um curta passagem pela presidência da CGD, Domingues vai agora para a administração da Nos

António Domingues vai regressar a um lugar que já conhece, como administrador não-executivo da operadora NOS, onde já tinha estado em representação do BPI. O banco – em que o gestor foi vice-presidente até assumir a presidência da Caixa – era acionista da operadora de telecomunicações e foi a casa de Domingues durante grande parte da sua carreira.

Depois do cargo como vice-presidente da Comissão Executiva do Conselho de Administração do BPI, António Domingues assumiu a presidência da Caixa Geral de Depósitos (CGD), no fim de Agosto de 2016, mas acabou por se demitir do cargo pouco mais de três meses depois, envolvido numa polémica em torno da entrega das declarações de rendimento e de património – suas e da sua equipa – , junto do Tribunal Constitucional.

No mesmo dia em que se demitiu, Domingues entregou voluntariamente essa declaração, mas manifestou-se contra a necessidade, consagrada na lei portuguesa, de que os gestores públicos tenham que tornar público o património. A polémica desenrolou-se então em torno das suspeitas de que o Governo tivesse aberto uma exceção à lei para que os nomes de Domingues e da sua equipa aceitassem os cargos, coisa que foi sempre negada pelo Executivo.

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Para que fosse aprovado pelo Banco Central Europeu para liderar o banco público, Domingues teve que anunciar a sua renúncia à administração da Nos, onde assumia um cargo não executivo a que agora regressa. A empresa informa ainda, no comunicado enviado à CMVM, que a escolha do nome de Domingues “será, nos termos legais, submetida a ratificação na próxima Assembleia Geral de Acionistas da Nos”.

Como colega terá António Lobo Xavier, que também ocupa o cargo de administrador não-executivo, e foi quem revelou a Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, as mensagens escritas trocadas entre Mário Centeno, ministro das Finanças, e António Domingues, sobre as condições em que aceitaria liderar o banco. O advogado sempre defendeu que essas mensagens são prova de que havia acordo para que o ex-presidente da Caixa ficasse dispensado da entrega das declarações.

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