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BMW “made in China” a caminho?

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A BMW pode estar a preparar-se para dar um passo histórico: a marca alemã está autorizada a começar a exportar, para todo o mundo, carros fabricados na China.

Autor
  • Francisco António

Primeiro, foi a sueca Volvo, hoje em dia detida pelos chineses da Geely, a anunciar que iria produzir o seu S90, comercializado na Europa, na China. Agora, é a BMW que acaba de garantir a licença para poder passar a exportar, para todo o mundo, automóveis fabricados no território chinês. BMW chineses a caminho?

Depois de já terem anunciado a intenção de aumentar a produção nas fábricas que o grupo possui na China, detidas pela joint-venture BMW Brilliance, os responsáveis da marca da hélice dão assim mais um passo para poderem, a exemplo do que a Volvo já faz, passar a produzir carros naquele território, para posterior exportação para o resto do mundo.

Apesar da fraca reputação que os produtos produzidos na China possuem, os custos de produção são, nesse país, bem mais baixos que na Europa ou nos EUA. Com o próprio construtor a garantir que a qualidade dos produtos made in China já está, hoje em dia, no mesmo patamar que os fabricados nos mercados europeu ou americano.

Já temos, da parte das autoridades chinesas, uma licença de exportação”, anunciou o responsável máximo pela BMW na China, Olaf Kastner. “Só ainda não decidimos acerca de qualquer tipo de exportação, uma vez que necessitamos da totalidade da nossa actual produção, para abastecer o mercado chinês.”

Só no último ano, a BMW produziu mais de 300 mil veículos nas duas fábricas que possui na China. Número que é praticamente o dobro do registado em 2012, sendo que, desde então, o fabricante já acrescentou mais dois modelos – o Série 2 Active Tourer e o SUV X1 – aos já produzidos Série 3 e Série 5.

Entretanto, a capacidade de produção nas duas unidades também foi aumentada para 450 mil unidades, graças a uma expansão da fábrica de Dadong. Onde, a partir do próximo ano, passará a ser produzido o SUV X3, que até aqui apenas era fabricado em Spartanburg, nos EUA, e Rosslyn, na África da Sul.

Já quando questionado sobre a razão de a marca se ter dado ao trabalho de esperar 12 meses para adquirir a licença das autoridades chinesas, uma vez que e segundo as declarações de Kastner, não pensa exportar automóveis, fonte não identificada, mas familiarizada com o processo, terá afirmado à Automotive News Europe que terão sido os políticos a pressionar o fabricante para que tal acontecesse. “É uma ambição declarada do Governo chinês promover a exportação de veículos. E nós dissemos que só consideraríamos a hipótese, caso esta fizesse sentido economicamente”, afirmou a fonte.

Recorde-se que a Volvo foi o primeiro fabricante premium a exportar automóveis produzidos na China. Sendo que, ainda antes de começar a exportar o modelo S90 para a Europa, já este mês, a marca sueca já exportava, desde 2015, unidades S60, para o mercado norte-americano. Contudo, e ainda antes disso, a japonesa Honda chegou a exportar o modelo Jazz, da China, para a Europa.

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