Turismo

Degradação de cidades leva Itália a impor restrições a turistas

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Vandalização de paredes em prédios históricos, banhos em chafarizes com 400 anos e urina em monumentos. Os moradores em Itália estão cansados e indignados e a 'turismofobia' cresce.

A  arte, a gastronomia, a história e as paisagens fazem de Itália um dos países mais procurados

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Veneza impôs limites aos excessos turísticos ao restringir, pela primeira vez, o número de pessoas numa festa nos canais. Milão e Florença são outras duas cidades que já avançaram com medidas para o controlo de turistas.

A arte, a gastronomia, a história e as paisagens fazem de Itália um dos países mais procurados. No ano passado, mais de 56 milhões de estrangeiros visitaram este destino europeu, com o turismo a representar entre 10% a 12% do PIB, segundo o El País. Porém, junto com os ‘prós’ vêm os ‘contras’. Os banhos descalços em chafarizes concebidos há 400 anos e restaurados recentemente com dinheiro público, como o da praça de Barberini, os rabiscos nas paredes antigas e a urina que marca as ruas e os monumentos começaram a aumentar significativamente. Estes atos começam a importunar os moradores, que se manifestam cansados e indignados com os constantes abusos dos visitantes.

Veneza avançou com a restrição de pessoas nos canais, mas também Roma colocou cerca de 37 seguranças nas principais fontes da capital. Milão proibiu as garrafas de plástico, latas e selfiesticks numa das principais áreas da cidade, o Bairro dei Navigli, e Florença faz uso, desde o mês passado, de ‘mangueiras preventivas’ a irrigar as praças, de forma a que os turistas não se sentem sobre eles, como relata o El Español.

Queremos evitar que as pessoas comam, bebam e sujem estes locais como se estivessem num restaurante. Não pretendemos ser duros com multas, preferimos medidas mais suaves e acreditamos que possam ser eficazes”, afirmou Dario Nardella, vereador da Câmara de Florença.

Também em Milão as autoridades promovem estas medidas restritivas, garantindo que a intenção não é punir ninguém, mas sim mudar hábitos, principalmente dos turistas. Apesar disso, já afirmaram que providências podem passar de temporárias a definitivas.

Espanha tem sido também palco de controvérsia precisamente pelo mesmo tema, onde diferentes grupos de cidadãos apontaram o dedo a estes grandes fluxos turísticos pela degradação de cidades como Madrid ou Barcelona.

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