A 11 de maio de 2017, no dia em que foram divulgadas publicamente imagens de um encontro entre os diretores de comunicação de FC Porto e Sporting na véspera, no hotel Altis, os dois clubes anunciaram num comunicado conjunto em cada uma das suas plataformas o reatar de relações institucionais, cerca de quatro anos depois de um desentendimento que teve origem numa Supertaça de andebol no Algarve.

“Concluída esta reunião, verificámos que há caminho que pode e deve ser feito em conjunto, considerando que é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa. Em face do que consideramos ser a urgência e necessidade de pacificação do futebol português, da obrigatoriedade de introduzir maior transparência e verdade desportiva, e de defender aquilo que são os valores que devem nortear o desporto nacional, entendem os dois clubes estarem reunidas as condições para que seja desencadeado de imediato o processo de reatamento das relações institucionais entre o Sporting e o FC Porto”, finalizava a missiva. Nesse mês, em junho e em julho estiveram sempre em consonância nos propósitos que norteavam essa decisão.

Sporting e FC Porto retomam relação institucional e anunciam em comunicado conjunto

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Entretanto, começou a Primeira Liga. Com os três ‘grandes’ com os mesmos zero pontos. E o cenário parece ter sofrido uma ligeira alteração resumida na ideia “amigos, amigos… penáltis à parte”.

Tudo começou com um enigmático tweet de Iker Casillas na sua conta oficial, onde colocava, já depois do final do jogo, uma imagem da primeira parte e a pergunta em português “Alguém me dá o resumo da partida? Eu não podia ver… Obrigado”. O que queria dizer ao certo? Ninguém sabe ao certo…

Mais tarde, Francisco J. Marques, diretor de comunicação e informação do FC Porto, acabou por dar uma no cravo e outra na ferradura: “Se tivesse marcado o lance do Coates podia discutir-se, mas este é a brincar. Se o VAR não serve para corrigir…”. O responsável dos dragões criticava a grande penalidade sobre Dost que decidiu o encontro do Sporting frente ao V. Setúbal, ao mesmo tempo que parecia admitir a possibilidade de um lance de Coates na área dos sadinos, ainda na primeira parte, oferecer algumas dúvidas.

Acrescente-se que, após a primeira jornada, Francisco J. Marques já se tinha mostrado contra uma decisão do vídeo-árbitro num lance em que foi anulado um golo a Ricardo Horta que gerou grandes dúvidas na vitória do Benfica frente ao Sp. Braga por 3-1.

Já este sábado, Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, respondeu a Francisco J. Marques utilizando como exemplos as análises dos jornais desportivos ao lance da falta de Nuno Pinto sobre Bas Dost, terminando com a célebre expressão do ex-selecionador Luiz Felipe Scolari “E o burro sou eu?”

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