Festivais de Música

Lorde, Father John Misty e nata do hip-hop estarão no Primavera Sound do Porto. Conheça o cartaz

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O festival decorre de 7 a 9 de Junho no Parque da Cidade do Porto. O cartaz foi anunciado esta quinta-feira. A grande ausência é do grupo de hip-hop Migos. Nick Cave estará presente.

Depois de uma passagem pelo Rock in Rio, a neozelandesa Lorde levará este ano o novo disco, Melodrama (nomeado para Álbum do Ano nos Grammys) ao Parque da Cidade

© Hugo Amaral

A vinda de Lorde a Portugal é um dos grandes destaques da próxima edição do festival NOS Primavera Sound, a decorrer no Parque da Cidade do Porto de 7 a 9 de Junho. A cantora neo-zelandesa de apenas 21 anos é uma das artistas mais jovens entre as já consolidadas da pop alternativa e irá à cidade portuense apresentar os seus dois álbuns, Pure Heroin (2013) — que já interpretou em Lisboa, em 2014, no Rock in Rio — e o novo Melodrama, de 2017, nomeado para melhor álbum do ano nos prémios Grammys. Também Father John Misty concentrará muito público, dado o sucesso das canções de álbuns como I Love You, Honeybear (2015) e Pure Comedy (2017).

Face ao Primavera Sound catalão, a grande ausência será a de Migos, trio norte-americano de trap formado por Quavo, Offset e Takeoff que tem vindo a bater sucessivos recordes de vendas e que é um dos nomes mais aguardados do festival de Barcelona. O hip-hop estará, contudo, muito bem representado no Porto, com outras variantes, da mais eletrónica e a apelar à pista de dança de Vince Staples, à melódica mas vanguardista de Tyler the Creator, ex-membro do coletivo Odd Future (de Frank Ocean e Earl Sweatshirt) e autor do aclamado álbum Flower Boy (2017). A$AP Rocky será outro dos pratos fortes para os fãs de rap que se desloquem ao festival.

Também confirmada está a presença de Nick Cave com os seus Bad Seeds, banda que o acompanha em estúdio e palco desde os anos 1980 e que contribuiu para álbuns icónicos como Murder Ballads e The Boatman’s Call. O cantor australiano, que já atuou por mais de uma dezena de vezes em Portugal (a última delas há cinco anos, também no festival portuense), regressa com temas novos, incluídos no seu último álbum de originais, Skeleton Tree. Editado em 2016, o disco, pungente e com grande êxito junto da crítica e público (estreou-se em segundo lugar no top de vendas do Reino Unido e 27º nos Estados Unidos da América, um recorde de Cave no país de Trump), não é alheio à trágica morte do seu filho Arthur, de 15 anos, que aconteceu no decurso das gravações.

Também os americanos The War on Drugs regressam a Portugal com um novo trabalho, A Deeper Understanding. O disco, o quarto do grupo, foi o primeiro editado pela banda de rock clássico (inspirada por Bob Dylan na escrita e Bruce Springsteen na composição épica) numa grande editora americana, a Atlantic, com quem a formação liderada por Adam Granduciel assinou depois do sucesso do álbum anterior, Lost in the Dream (2014). A Deeper Undestanding originou aliás a primeira vitória dos The War on Drugs nos prémios Grammy, na categoria de Melhor Álbum Rock.

Outro dos grandes destaques do cartaz vai para o regresso da afamada banda de Kim Deal (ex-Pixies), The Breeders. Com formação rotativa mas decisiva no rock norte-americano dos anos 1990 (com discos como Last Splash, de 1993) e 2000, a banda da guitarrista de Ohio deverá interpretar não apenas os grandes êxitos — um deles o incontornável “Cannonball” — como canções novas, a figurar no primeiro álbum do grupo em dez anos, All Nerve, que será editado três meses antes do concerto e do qual já se pode ouvir o single abaixo, “Wait in the Car”.

A cantora de R&B Kelela, o vanguardista da eletrónica Arca, as irmãs Ibeyi, a fusão de funk e jazz de Thundercat, as tonalidades sedutoras de Rhye, o rock luminoso e psicadélico dos Unknown Mortal Orchestra, o pós-rock dos Mogwai, o indie-folk eletrónico dos Grizzly Bear e a eletrónica de Floating Point e Four Tet (ambos em modo live act) e de Jamie XX serão outros destaques do festival, que contará ainda com Nils Frahm e com os projetos portugueses Solar Corona, Black Bombaim (ambos mais próximos do rock), Luís Severo, Moullinex e DJ Lycox.

Além das ausências anunciadas esta quinta-feira, há algumas expectáveis: sabia-se já que os The National (que em 2017 atuaram no Super Bock Super Rock) e os Arctic Monkeys estarão na próxima edição do lisboeta NOS Alive e que a islandesa Björk fora confirmada em dezembro como trunfo do próximo Vodafone Paredes de Coura, falhando por isso a presença no festival congénere do Porto.

A edição de 2018 do festival, já descrito pela organização como “uma espécie de edição [versão] gourmet” do seu irmão mais velho catalão, decorre em junho no Parque da Cidade do Porto. Os passes gerais para o festival (que em 2017 teve Justice, Run the Jewels, Cigarettes After Sex, Bon Iver, Aphex Twin e Nicolas Jaar como cabeças de cartaz) encontram-se à venda por 105 euros , depois de os mais baratos, a €85, já terem esgotado.

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