O regresso de “babush” à Índia, agora como primeiro-ministro

06 Janeiro 2017982

Quase 40 anos depois da viagem que fez com o pai, António Costa volta à Índia agora como primeiro-ministro. Tem ligações distantes, mas o país espera ansioso por mostrar o sucesso de um dos seus.

António tinha 18 anos e ia viajar com o pai para conhecer, pela primeira vez, as raízes da família paterna, em Goa, na Índia. Maria Antónia lembrou-se de comprar ao filho literatura para a viagem que faria pelo Natal e achou que ele havia de gostar de levar um escritor indiano, para entrar no espírito daquela cultura tão marcada. Escolheu um livro do prémio Nobel da literatura Rabindranath Tagore, mas António preferiu levar “Os Maias”, de Eça de Queiroz. A jornalista Maria Antónia Palla, mãe de António Costa, costuma dar este como um pequeno exemplo da ligação pouco estreita do filho com aquela cultura que se preparava para conhecer. “Podia ter ligações e heranças indianas, mas não tinha nenhuma ligação especial. É português”.

É, mas as raízes indianas existem e eram fortes para o pai de António Costa. O poeta e romancista Orlando da Costa nasceu em Lourenço Marques, mas era noutra antiga colónia portuguesa que a sua família vivia: em Goa, na Índia, mais concretamente na cidade de Margão — que Costa vai visitar na viagem que faz à Índia entre este sábado e a próxima quinta-feira. “A minha avó Amélia teve uma doença pulmonar e foi tratar-se na Suíça. No regresso para em Lourenço Marques para visitar uma irmã. Engravida na viagem e acaba por ficar dois anos em Moçambique para ter o filho”, contou António Costa ao Público em 2014, num artigo onde era questionado sobre se as feições indianas, que herdou do pai, poderiam ser um óbice na sua carreira política. O socialista nunca fez disso um caso, a sua ascendência goesa nunca foi chamada para o palco político onde se move desde tenra idade.

A verdade é que a relação de Costa com as origens não é muito vincada, ainda que até hoje permaneça, entre a família, o hábito de o tratarem por babush, que significa “rapaz” em concani, umas das línguas oficiais em Goa. Da viagem que fez em 1979 à Índia com o pai (e também com meio-irmão Ricardo Costa), babush não veio especialmente impressionado. Maria Antónia Palla lembra-se, sobretudo, do espanto que o filho trazia por ter feito praia no Natal, mas não muito mais do que isso. Em entrevista ao i, em agosto de 2015, o líder socialista recordou algumas das impressões com que ficou do país naquela altura. A primeira: “Começou mal, porque eu detestava a comida picante”.

Da viagem à Índia que fez com o pai e o irmãos aos 18 anos, António Costa trouxe uma memória traumática de Bombaim. E pouco mais do que a recordação de um Natal passado na praia. 

“Mesmo para quem foi criado no Bairro Alto, a Índia era bastante diferente e contrastante. Na altura bastante mais do que hoje”. Ainda assim, Costa frisava nessa entrevista a “enorme diferença entre Goa e o resto da Índia” e contava que a impressão maior que trouxe da viagem foi com Bombaim, mas pela negativa. “A experiência do impacto de Bombaim foi absolutamente devastadora. Mas a natureza luxuriante de Goa, sendo uma sociedade com níveis de desigualdade bastante menores, e também o facto de ter relações familiares e maior proximidade cultural, atenuou bastante. Agora, Bombaim foi uma experiência inesquecivelmente traumática“. Esta sexta-feira, numa entrevista publicada no Hindustan Times, o primeiro-ministro foi questionado sobre se há alguma coisa na vida do avô na região que o tenha influenciado e responde com o que fará na visita, dizendo apenas ter “muito orgulho nas raízes em Goa”.

Goa foi tomada aos árabes no século XVI, pelo governador da Índia Afonso de Albuquerque, e manteve-se nas mãos portuguesas até ao século XX. Foram quatro séculos de enraizamento cultural e as marcas são visíveis até hoje. António Costa vai terminar lá a sua visita ao país e vai estar em Margão, onde o pai viveu, tendo mesmo um almoço privado marcado com alguma família que mantém naquela zona (entre a primeira e esta viagem houve outras ao país, pois Costa mantém contacto com este lado da família). No mesmo artigo do Público falou numa prima direita, Anna Karina, que vive na antiga casa da família, na Rua Abade Faria. Ainda hoje, na cidade, conservam-se nomes de ruas portugueses, como é o caso daquela onde fica a casa da família de António Costa, perto do jardim municipal, no centro de Margão.

Orlando da Costa-18-10-2001

Orlando da Costa em 2001, diante de uma ilustração sua (fotografia cedida pelo Avante!, jornal do PCP).

A imprensa indiana e o “Ghandi de Lisboa”

O The Times of India, dois dias antes das eleições legislativas em Portugal, publicou um artigo sobre António Costa, com a família que ainda vive no país, a falar das recordações que guarda de babush nas visitas que fazia a Portugal quando o sobrinho era pequeno. “Ele passava a semana com a mãe e os fins-de-semana com o Orlando. Nós ficávamos muito surpreendidos por ver um rapaz tão novo a discutir política de forma tão apaixonada durante as refeições“, dizia então Sinikka Jussilainen, tia paterna do primeiro-ministro português.

Filho de uma mãe jornalista e de um pai comunista (que chegou a ser preso pela PIDE), a política era prato forte, bem como as discussões políticas em família. Essas conversas eram especialmente com o pai, que aderiu ao PCP três anos depois de ter chegado da Índia a Portugal, sendo naturalmente um opositor ao regime de Salazar que vigorava na altura. Manteve-se um firme militante até ao fim da vida. As discussões políticas eram intensas, concretamente entre os três Costa (o pai e os dois filhos), e já foram descritas pelo jornalista e irmão de António Costa, Ricardo Costa, à Sábado: “Sempre discutimos muito política e falámos os três muito alto, o que às vezes era um horror para as outras pessoas”.

Para o primeiro-ministro Modi, "o mais importante é mostrar que tem ali o primeiro líder europeu com origens indianas", acredita o investigador Constantino Xavier

No mesmo texto do The Times of India, também a prima Anna falava nessa faceta de António Costa, referindo-se com orgulho à ascensão política do primo: “Is a feather in the cap of the family” [à letra traduz-se como “uma pluma no chapéu”, mas a expressão inglesa pretende dizer que a carreira política de Costa é um feito de que a família se orgulha]. A tia Sinikka relatava mesmo que, nas visitas que fez a Lisboa com João José Fernandes da Costa, irmão mais velho de Orlando, ficou impressionada com a fama do sobrinho no país, sobretudo pelo que ia ouvindo nas viagens de táxi que fez pela capital, na altura gerida por António Costa.

Até a vitória de Costa contra António José Seguro, nas primárias do PS em 2014, foi amplamente noticiada pela imprensa indiana, com textos no Hindustan Times, no Times of India ou no Economic Times, Indian Express, Outlook India. Em alguns desses artigos, como este do Hindustan Times, Costa era mesmo referido como tendo fama de “Ghandi de Lisboa”. Nos títulos a referência à origem indiana do socialista tem estado sempre presente, mesmo quando já lhe podiam chamar apenas “primeiro-ministro português”, bem como a explicação sobre a sua descendência de famílias hindus que se converteram ao cristianismo quando Goa foi administrada por Portugal.

Modi vai “exibir” o primeiro líder europeu com origem indiana

A família indiana do primeiro-ministro pertence à elite goesa. Na divisão social por castas — antiga organização social na Índia que determinava a vida das pessoas que, por exemplo, não podiam casar fora dessa casta –, a sua família pertencia aos brâmanes, a que originalmente era a dos sacerdotes e intelectuais, uma das mais altas na Índia. O antropólogo goês Jason Keith Fernandes, investigador do ISCTE, explica ao Observador que “os brâmanes eram muito influentes na sociedade goesa. Eram grupos de poder político e muito importantes na administração portuguesa. Goa foi conquistado não somente pela a força das armas, mas sim com negociação com os poderes locais. Os brâmanes eram um dos grupos poderosos em Goa da época moderna”. “Grande parte dos brâmanes hindus de Goa tornaram-se católicos”, acrescenta Constantino Xavier, um português que é investigador do Centro Carnegie India, em Nova Deli.

"Os indianos têm falta de auto-estima. Querem ser bem vistos aos olhos dos ocidentais, dos europeus. António Costa é um exemplo para se poder dizer 'olhem a nossa gente também pode ser importante noutros países'", segundo Jason Keith Fernandes

Orlando da Costa cresceu em Goa, na Índia portuguesa e católica, de onde saiu aos 18 anos, altura em que veio para Portugal para estudar histórico-filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Do pai, António Costa herdou alguma vaidade, cuidado na apresentação. “Gostar de se vestir bem. Gostar de sapatos. Gostar de ter uma boa vida”, descreveu Maria Antónia Palla à Sábado. Herdou também traços físicos indianos que o Governo — chefiado por Narendra Modi, líder do partido nacionalista Bharatiya Janata Party (BJP, nas iniciais e Partido do Povo Indiano, na tradução) — pode aproveitar nesta visita.

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O militante comunista numa fotografia do partido (1986)

Os especialistas na cultura indiana consultados pelo Observador não têm dúvidas disso. “A principal questão é a da grande Índia orgulhosa mostrar no país um líder do ocidente que é de origem indiana“, diz Constantino Xavier. Mesmo tratando-se de um político com pouca ligação à Índia ao longo da sua vida? “Isso não interessa, é o tom de pele que interessa. Seria mais poderoso um nome hindu do que um cristão, mas o fator nacionalista é o mais importante”, argumenta o investigador: “O mais importante é mostrar que tem ali o primeiro líder europeu com origens indianas”.

A visita foi anunciada, a meio de agosto, pelo cônsul português em Goa, Rui Baceira, e a frisar precisamente as origens do primeiro-ministro português: “Como é do vosso conhecimento, ele é de origem indiana e goesa. O consulado está muito satisfeito por poder contar com a sua presença aqui”. E a visita subiu de estatuto nas últimas semanas e foi classificada pela Índia como visita de Estado, o que normalmente acontece apenas em visitas de chefes de Estado. A explicação adiantada pelo gabinete do primeiro-ministro em Portugal é a importância que as autoridades indianas estão a dar à questão da aproximação das relações entre os dois países, mas também com as origens do primeiro-ministro António Costa, que vai ser recebido com honras militares.

Em Bangalore já há até cartazes com a cara de Costa, ao lado do primeiro-ministro indiano, nas ruas, a anunciar a convenção Pravasi Bharatiya Divas em que vai participar. Esta convenção realiza-se sempre a 9 de janeiro, em homenagem aos indianos na diáspora (aos pravasi bharatiya) e Costa vai receber uma distinção que é normalmente atribuída aos indianos que se destacam no exterior. “Esta é uma noção bastante racista, uma vez que os aclamados como indianos muitas vezes não têm origens indianas, ou seja, não têm origens como cidadãos do Estado indiano, como Costa. O termo indiano está a ser estendido a pessoas que têm origens étnicas em territórios reivindicados pelo Estado indiano”, sublinha Jason Keith Fernandes.

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Cartaz em Bangalore a dar as boas-vindas ao primeiro-ministro português

“Entre as elites do sul da Ásia a colonização foi vista como uma humilhação, particularmente pelo racismo que acompanhou o imperialismo britânico. O resultado é que o nacionalismo indiano quase desde suas origens tentar jogar de igual para igual com os euro-americanos”, diz o mesmo investigador que aponta a “falta de auto-estima” dos indianos”. “Querem ser bem vistos aos olhos dos ocidentais, dos europeus. Gostariam de demonstrar que não são menos do que os euro-americanos. E nesse caso, António Costa é um exemplo para se poder dizer ‘olhem a nossa gente também pode ser importante noutros países’. Esta ideia é muito forte na cultura política indiana“, diz o mesmo investigador. Nesta visita à Índia, Constantino Xavier diz estar convencido que “a identidade de António Costa vai ser celebrada”. Mas há outras intenções.

Quem ganha mais no estreitar da relação económica?

No âmbito desde relação bilateral “um dos grandes temas é a cooperação Índia/Portugal e países terceiros, em particular do espaço lusófono”, explica o investigador do Carnegie India. As autoridades políticas indianas querem aproveitar Portugal para fortalecer a ponte com esses países, ainda que até mantenham relações próximas e presença significativa em alguns deles, como é o caso de Moçambique. Além disso, há outra intenção registada pelo mesmo investigador: “Os chineses estão a entrar em grande força na Europa. E os indianos estão a perceber que a Europa está a orientar-se muito para os chineses e não querem que caia numa maior influência chinesa, que tem a questão central a nível económico e comercial”.

A relação comercial entre os dois países é relevante, com a Índia a surgir como o 21º fornecedor de bens e serviços de Portugal e a ser o seu 45º cliente, de acordo com os dados do INE, reunidos pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) na preparação da visita do primeiro-ministro português à Índia.

Para Portugal, o interesse económico é evidente e o estreitar da relação “quase incipiente” entre os dois países, como a descreve Costa, é o principal objetivo desta visita — afinal a Índia é a terceira economia mais desenvolvida da Ásia. Atualmente, a balança comercial é desequilibrada na relação entre os dois países. Entre janeiro e outubro do último ano (os dados do total do ano ainda não estão consolidados), as importações da Índia pesaram 426 milhões de euros, enquanto que o que Portugal vendeu àquele país não passou dos 75 milhões de euros. O saldo final foi negativo em 350 milhões de euros, ainda assim melhor em 12% do que em igual período no ano anterior.

A visita de seis dias vai passar por Nova Deli, Bangalore, Ahmedabad e Goa. É em Bangalore, importante centro económico do país, que a comitiva vai estar mais tempo (entre os dias 8 e 1o de janeiro) e é ali que Costa vai também tomar um pequeno-almoço, com CEO’s da diáspora indiana. Consigo leva cinco ministros do Governo, que vão estar em alguns pontos concretos da visita: os responsáveis pelos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Economia, Manuel Caldeira Cabral, Defesa, Azeredo Lopes, Ciência, Manuel Heitor, e Cultura, Castro Mendes.

Também vão 40 empresas (entre elas startups, já que vai ser assinado um memorando de entendimento entre os dois países nesta área no Instituto e Tecnologia de Bangalore), que foram convidadas pelo primeiro-ministro, mas que viajam a expensas próprias. Vão também alguns empresários indianos em Portugal, como por exemplo Abdul Vakil (que foi presidente da Sociedade Lusa de Negócios e do Banco Efisa) ou o presidente do Conselho de Administração da Dan Cake, Kantial Jamenadas.

Costa vende as vantagens do seu país, na entrevista ao Hindustan Times: “A Índia pode tirar partido da experiência portuguesa em área como as energias renováveis, infraestruturas e indústrias ambientais”. Isto além de Portugal poder ser ser considerado pela Índia como “uma plataforma para chegar aos mercados europeus, na América Latina e em África“. E também diz que “há outros setores em que os dois países têm um know how desenvolvido e em que a cooperação pode trazer benefícios mútuos, tal como as tecnologias, a investigação farmacêutica ou médica”, por exemplo.

Do ponto de vista comercial e de investimento, a visita “pode ter mais importância para Portugal do que para a Índia”, diz Jason Keith Fernandes que sublinha, no entanto, um interesse específico do Governo indiano desde que estabeleceu, em 2014, o programa “Make in India”, que pretende incentivar sobretudo multinacionais a fabricarem os seus produtos na Índia. Além disso, adianta o mesmo especialista, “em termos de soft diplomacy existe também o interesse de usar os indianos na diáspora como agentes do próprio Estado. É possível que promovam António Costa como um indiano, que ele não é, e usem isso para dizerem que ‘somos parecidos e temos de trabalhar juntos’.

Homenagem ao pai e almoço privado com a família

Em Goa a passagem vai ser sobretudo cultural, com um momento alto que é o lançamento em inglês da obra “Sem flores nem coroas” (1971) do pai do primeiro-ministro, Orlando da Costa. Pelo meio estão guardadas duas horas para um almoço privado com a família que o primeiro-ministro tem em Margão.

Constantino Xavier lembra que, quando o anterior Presidente da República, Cavaco Silva, visitou a Índia (há precisamente dez anos) houve algumas manifestações de grupos anti-portugueses em Goa. Costa corre o mesmo risco? Esse desconforto com os antigos colonizadores mantém-se? “Entre estes grupos há sempre a exigência de um pedido de desculpa por parte dos portugueses”, responde o investigador que avisa, no entanto, que se aproximam as eleições locais (em fevereiro) e que isso pode ter influência no ambiente. E isto porque o governo local, que está nas mãos do nacionalista BJP como o Governo Central, “vai precisar do voto católico para ser reeleito e este voto tem uma expressão de cerca de 25%. É essencial para formar maioria”. Esta visita de António Costa “pode ser utilizada para mostrar que o Governo é muito respeitador da maioria católica”, diz o investigador do Carnegie India: “Vai haver uma carga eleitoral” em Goa nesta visita.

Só já adulto é que António Costa se rendeu aos paladares goeses. E ainda não se aventura em cozinhar comida indiana. "É preciso tempo e concentração", diz.

Se isso será suficiente para desmobilizar eventuais protestos de pendor nacionalista, não se sabe. “Esses grupos usam Portugal como um fantasma para dominar localmente as populações e manter uma posição hegemónica. É uma maneira de deslegitimar a presença dos católicos em Goa”, afirma Jason Keith Fernandes — que fala com o Observador ao telefone precisamente a partir de Goa.

Aliás, o antropólogo diz que “a língua portuguesa foi morta em Goa, porque é uma ameaça para os hindu-nacionalistas. A presença dos católicos é um problema” e hoje ainda se nota com as resistências que existem ao nível da língua de instrução, por exemplo. “Os nacionalistas hindus sugerem que a afirmação do direito de ser educado em inglês é anti-nacional.

Neste capítulo, os nacionalistas hindus em Goa não são muito diferentes daqueles em outras partes da Índia”. Mas em Goa acaba por ser muito evidente, já que a Igreja Católica gere muitas escolas e escolhe o inglês como língua de instrução. Isto é muito é contestado pelos nacionalistas para quem “manter as línguas regionais como a única língua de instrução nas escolas apoiadas pelo Estado é também é uma maneira de limitar as opções das classes mais baixas”, acredita Keith Fernandes.

Mas nesta visita o português do primeiro-ministro de origens indianas será bem-vindo, mesmo quando as suas raízes estão na longínqua Índia portuguesa e o seu paladar só já na idade adulta se tenha rendido aos sabores goeses. Em 2015 contou ao i que, depois de detestar comida picante, acabou por “amadurecer e melhorar o paladar. Hoje sou um adepto franco da comida goesa”.

António Costa tem até um livro de receitas da avó, que estava entre as coisas do pai e que o irmão Ricardo lhe deu. “É um velho livro de receitas da minha avó, para me aventurar numa cozinha cuja delicadeza requer bastante tempo e concentração”. Apesar de ter gosto pela cozinha, o primeiro-ministro só tentou uma vez cozinhar comida indiana, “é uma cozinha de tal forma sofisticada que requer uma enorme disponibilidade” e “tempo e concentração”. Que como líder partidário não tinha. Agora, com babush a chefiar o Governo, é bem provável que o livro da avó Amélia continue à espera.

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