Explicador

Viagens à Oracle e Huawei. Os problemas são éticos ou legais? 15 respostas para perceber os casos

Agosto 201731 Agosto 2017
Cátia BrunoJoão Francisco Gomes

Huawei. O que há para ver na “Silicon Valley chinesa”?

Pergunta 7 de 15

As viagens à China tiveram como objetivo a sede da Huawei, onde a tecnológica chinesa desenvolve os seus produtos. Segundo confirmou a NOS, empresa parceira da Huawei que pagou as despesas da deslocação de junho de 2015 que envolveu quadros do Ministério da Saúde, a viagem contou com visitas a dois complexos tecnológicos de topo: em primeiro lugar, o hospital de Zhang Zhou, “considerado uma referência internacional”, e em segundo lugar a sede da Huawei, em Shenzhen, “onde foram organizados vários workshops sobre as mais recentes inovações tecnológicas na área da saúde”.

A sede fica em Shenzhen, “uma espécie de Silicon Valley chinesa, onde estão sediadas as maiores empresas tecnológicas do país, como a Tencent e a ZTE”, descreve ao Observador uma pessoa que já visitou as instalações da Huawei. O edifício principal — a Huawei está sediado num campus com vários edifícios — “é enorme e moderno, horizontal, contrasta com o resto da cidade, com prédios muito altos”.

O edifício está incluído num campus com mais de 200 hectares onde trabalham mais de 60 mil pessoas diariamente. Entrar lá é raro — só mesmo com convite e quem por lá passa até assina um acordo de confidencialidade comprometendo-se a não divulgar os produtos que vê. O acesso é limitado, e, claro, sempre acompanhado por responsáveis da empresa. As visitas têm uma dimensão mais turística do que propriamente tecnológica e os espaços visitados são pensados para impressionar quem por lá passa.

Os corredores são “espaçosos” e estão recheados de serviços para os funcionários. “Desde a típica máquina de café a um bar ou a mesas com talhadas de melancia para refrescar. Há ainda uma loja, onde se vendem gelados, e um restaurante chinês requintado.” Além de salas de reunião e de formação — aparentemente normais mas com recurso a tecnologia sofisticada — os visitantes passam ainda por um museu que mostra a evolução da empresa, mas não têm acesso aos laboratórios onde são concebidos os produtos tecnológicos da empresa. Mais, só mesmo para quem vai com projetos concretos na mala para reunir com responsáveis da empresa.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site