A EDP espera gerar 125 milhões de euros no primeiro ano completo de funcionamento das cinco novas barragens em Portugal, em 2017, revelou na quarta-feira o administrador da empresa, Miguel Andrade, durante uma apresentação a investidores em Londres.

Até 2016, a elétrica conta ter mais 1,5 gigawatts de capacidade hídrica, graças ao início de funcionamento das barragens, cuja construção será concluída entre dezembro deste ano e o segundo semestre de 2016: Baixo Sabor, Ribeiradio/Ermida, Venda Nova III, Salamonde II e Foz Tua.

Destas, quatro terão capacidade de bombagem, o que a EDP afirma que reduzirá o risco relacionado a anos com menor pluviosidade e contribui para uma maior produtividade das centrais hídricas.

Miguel Andrade disse esperar que o mercado ibérico continue a ser rentável nos próximos anos, depois de ultrapassado o impacto negativo de alterações regulatórias registadas em Portugal e Espanha.

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De acordo com os resultados do primeiro trimestre de 2014, publicados na terça-feira, a procura de eletricidade na Península Ibérica caiu 1,7%, mas a elétrica vislumbra sinais de recuperação em Portugal e melhorias em Espanha.

A EDP registou uma queda de 12% do lucro no primeiro trimestre deste ano, em relação ao período homólogo, para 296 milhões de euros, enquanto o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do grupo decresceu 5% para 1.030 milhões de euros.