A Espírito Santo Financial Group (ESFG) e o grupo francês Crédit Agrícole anunciaram hoje ao mercado a dissolução da ‘holding’ BESPAR, através da qual controlavam o BES, passando a ter participações diretas no banco.

Com a dissolução da BESPAR, refere o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a ESFG detém agora, direta e indiretamente, 27,36% do BES e o Crédit Agrícole 20,12% do banco liderado por Ricardo Salgado.

A mesma nota ao mercado que anuncia a extinção da ‘holding’ criada em 1991, aquando da privatização do BES, refere ainda que o grupo Crédit Agricole vai vender à Companhia de Seguros Tranquilidade 10% do capital da ESAF — Espírito Santo Ativos Financeiros e 50% do BES – Companhia de Seguros, deixando o grupo francês de ser acionista nas duas empresas.

A conclusão das alienações, refere o comunicado, estará sujeita às condições de mercado e, no caso da seguradora, à ‘luz verde’ das autoridades de supervisão e regulação.

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O grupo Espírito Santo está a passar por um processo de reestruturação, de forma a tornar a estrutura mais simples e a responder a recomendações do Banco de Portugal.

Além da extinção da ‘holding’ BESPAR, haverá ainda outras mudanças no grupo.

A Rioforte (que detém a área não financeira) deverá passar a ser a ‘holding’ central do grupo, ficando sob a sua alçada a parte financeira do grupo (BES, BES Investimento e seguradora Tranquilidade, hoje na alçada do ESFG), assim como as áreas não financeiras.

Esta quarta-feira ficou ainda a saber-se que o BES vai realizar um aumento de capital em breve, que segundo a imprensa poderá rondar os mil milhões de euros.

Os bancos UBS, Morgan Stanley e BES Investimento serão os coordenadores globais da operação e o sindicato bancário incluirá ainda o Bank of America, o JP Morgan, o Citi e o Nomura.

O BES divulgou hoje que teve um prejuízo de 89,2 milhões de euros entre janeiro e março, acima dos resultados negativos de 62 milhões de euros registados no primeiro trimestre do ano passado.

O banco comunicou informação apenas através da CMVM, não tendo havido conferência de imprensa.