A situação na Ucrânia e as relações com a Rússia vão dominar a cimeira dos países do G7 que esta quarta-feira se inicia em Bruxelas – e após a suspensão da Rússia do G8 devido à anexação da Crimeia, na primeira ausência deste país, nestas cimeiras, nos últimos 17 anos.

De acordo com fonte europeia citada pela agência noticiosa AFP, os chefes de Estado e de governo dos países mais ricos e industrializados do mundo deparam-se agora com uma ocasião única para encontrar com a Rússia uma “solução política” para a crise ucraniana, na sequência da eleição do novo Presidente.

A cimeira do G7 antecede as cerimónias do 70º aniversário do desembarque da Normandia (Dia D) – que ocorreu em França na fase final da Segunda Guerra Mundial – e já na presença do Presidente russo Vladimir Putin e do recém-eleito chefe de Estado ucraniano, Petro Poroshenko.

O presidente norte-americano Barack Obama, que esta terça-feira se reuniu com Poroshenko em Varsóvia, apelou a Putin para se reunir com o novo líder de Kiev.

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De momento, e durante a sua deslocação a França, o Presidente russo tem agendados encontros bilaterais com o seu homólogo François Hollande, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico David Cameron.

“A prioridade consiste em garantir uma solução política e diplomática e tirando partido da ocasião que constituiu a eleição do presidente ucraniano. Esperamos que a Rússia trabalhe com o novo governo ucraniano e terminem as ações de desestabilização”, consideraram responsáveis europeus citados pela AFP.

O G7 integra os Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Canadá e Japão, enquanto a União Europeia (UE) será representada pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e pelo chefe da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Em março, e na sequência da anexação da península da Crimeia por Moscovo após um referendo local, os líderes do G7 decidiram cancelar a cimeira do G8, que incluía a Rússia e deveria realizar-se em finais de junho na cidade russa de Sochi, onde decorreram os recentes Jogos olímpicos de inverno.

A cimeira do G7, que decorre pela primeira vez em Bruxelas, inicia-se às 18h locais (19h em Lisboa) e prolonga-se por quinta-feira, dia em que serão analisadas e economia e comércio internacionais.

Prevê-se ainda que os líderes debatam a situação de segurança e dependência energética de alguns países ocidentais face às importações de gás e outros combustíveis da Rússia, e ainda medidas a adotar no combate às alterações climáticas.