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A Administração Obama pediu esta quinta-feira autorização ao Congresso que os Estados Unidos passem a dar formação militar e fornecer equipamento à oposição síria. Uma medida que, caso vá avante, pode aumentar significativamente o envolvimento norte-americano na guerra civil da Síria.

Se o Congresso der luz verde, esta será a primeira participação militar direta dos EUA no conflito na Síria. De acordo com o Washington Post, a formação e o treino teriam lugar na Jordânia, país vizinho onde a CIA está a treinar militares da oposição síria, e possivelmente na Turquia. O pedido não especifica o tipo de equipamento militar que seria providenciado. Apesar de já ter enviado para o terreno armas ligeiras e munições, a Administração Obama rejeitou os apelos da oposição para enviar mísseis antiaéreos portáteis.

Esta operação custará 500 milhões de dólares e servirá para expandir o programa de treino secreto da CIA atualmente em vigor. Durante as últimas semanas, a Administração Obama deixou claro que estava a preparar assistência adicional às forças da oposição que lutam contra o governo do presidente sírio Bashar al-Assad e contra a al-Qaeda.

Parte do financiamento necessário para esta operação está incluído no orçamento do Departamento de Defesa para 2015: são 65.8 mil milhões de dólares especificamente destinados para operações de contingência no exterior. Outros 5 mil milhões advêm de um fundo criado propositadamente para o contraterrorismo, anunciado pelo presidente norte-americano o mês passado. Adicionalmente, um milhar de milhão servirá para continuar a garantir a presença militar norte-americana na Europa de Leste, para tranquilizar ao aliados da NATO face às ameaças russas. O dinheiro destinado às operações de contingência no exterior financiará também a retirada definitiva das tropas de combate norte-americanas do Afeganistão.

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