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O número de cheques devolvidos por falta de cobertura, os chamados cheques-carecas, caiu no ano passado para 73,5% do número total de cheques devolvidos, contra 77,6% registados em 2012, mas a utilização de cheques em geral continua em forte queda.

De acordo com o relatório do Banco de Portugal sobre sistemas de pagamentos, foram 222,3 mil os cheques que foram devolvidos em 2013 por falta de provisão. A diferença em termos percentuais para o número total de cheques devolvidos face a 2012 é de 4,1 pontos percentuais, mas o número de cheques demonstra uma tendência bem mais pronunciada: menos 148 421 cheques devolvidos por falta de cobertura.

Em comparação, em termos de número de cheques, face ao ano imediatamente anterior, a diferença seria de 40%. Isto porque o número total de cheques devolvidos pelas mais variadas razões (a segunda é a apresentação dos cheques fora de prazo) caiu 36,7%, ou seja, menos 175 173 cheques devolvidos.

A tendência verifica-se nos cheques liquidados, onde a queda é de 14,4%, ou seja, menos 9,5 milhões de cheques liquidados em 2013 (para um total de 56,5 milhões) face ao que aconteceu em 2012 (66 milhões).

A queda no número de cheques emitidos foi expressiva em praticamente todos os escalões de valor, apesar de ser menos elevada nos mais elevados. As pessoas estão a utilizar cada vez menos os cheques como meio de pagamento, principalmente para valores mais baixos, mas nos valores mais elevados de gastos ainda não tanto, como pode ser o caso da compra de uma casa.

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