O Ministério das Finanças anunciou esta sexta-feira que foi assinado o contrato para a venda da unidade de crédito ao consumo do BPN, a BPN Crédito IFIC, por 36 milhões de euros à Firmus Investimentos, uma holding de um fundo inglês e de uma empresa de reestruturação de crédito portuguesa.

Em comunicado, o Governo explica que a compradora se comprometeu a “manter um número significativo de postos de trabalho” da BPN Crédito, apesar de não especificar quantos dos cerca de 170 trabalhadores devem manter o seu emprego.

No entanto, a venda é feita abaixo do valor do BPN Crédito. Sem dar o real valor da unidade de crédito ao consumo do banco nacionalizado em 2008, o Ministério das Finanças diz que a venda por este preço permite “minimizar os custos para o Estado, estimados em aproximadamente 62,9 milhões de euros” face à alternativa que seria a liquidação, que dizem que poderia custar entre 114 e 139 milhões de euros (avaliação de novembro de 2013). Ou seja, mesmo vendendo o banco a 36 milhões de euros, o Estado acaba por ter custos face ao valor do banco na ordem dos 62,9 milhões de euros.

Este processo, explica o Ministério liderado por Maria Luís Albuquerque, teve início em janeiro de 2012 e foi feito por convite a 31 entidades escolhidas para analisarem a possível compra da BPN Crédito. Destas, apenas quatro apresentaram propostas.