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Aconteça o que acontecer daqui para a frente com o grupo GES e o Novo Banco, António José Seguro diz que “não podem ser os contribuintes a pagar os erros dos privados”. O secretário-geral do PS declarou esta quarta-feira que “os portugueses merecem um cabal esclarecimento desta situação”, assim como que se encontrem os responsáveis, caso se comprove que houve “irregularidades e crimes” no processo. Seguro disse ainda ter ficado surpreendido com a baixa taxa de juro do Novo Banco.

“É preciso apurar responsabilidades”, apontou Seguro à saída do encontro com o candidato à presidência de Moçambique, especialmente no que diz respeito à atuação do Banco de Portugal, já que na sua opinião não é possível em julho dizer-se que o banco precisava apenas de um aumento de capital e “passados 15 dias veio-se a verificar que era preciso muito mais”. “Alguém tem de vir explicar. Isto não pode passar por um comunicado”, indicou Seguro.

Aos jornalistas, o líder socialista indicou que a audição da ministra das Finança, quinta-feira no Parlamento, servirá para questionar o porquê do empréstimo de “quase 5 mil milhões de euros” e da baixa taxa de juro do empréstimo ao Novo Banco

O líder socialista disse ainda que “se houve irregularidades e crimes é preciso haver responsáveis”. “Tem de haver completa transparência neste processo” sublinhou, pedindo ainda que “não haja exceções” no tratamento judicial a ser dado a Ricardo Salgado, como aconteceu a Jardim Gonçalves no caso do BCP, levando a que a sua multa prescrevesse.

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